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Zagallo completa 87 anos nesta quinta-feira, dia 9 de agosto

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Lucas Figueiredo

É difícil falar da Seleção Brasileira e não pensar em Mário Jorge Lobo Zagallo. As histórias da Verde e Amarela e do Velho Lobo se misturam. Nesta quinta-feira (9), a maior personificação do espírito de vestir a Amarelinha, de bater no peito com orgulho sobre as cinco estrelas e vibrar com a magia do futebol pentacampeão mundial, completa 87 anos. O mundo do futebol celebra a vida e a trajetória do maior vencedor da história das Copas do Mundo: o “Senhor Seleção“.

Zagallo revolucionou o futebol com a Amarelinha. Dono de uma inteligência extraordinária e uma visão de jogo privilegiada, se caracterizou pela entrega e versatilidade. Como ponta esquerda de origem, modificou o DNA da posição com sua capacidade de marcação pelas laterais e ajuda à compactação do meio campo. A dedicação solidária deu à Zagallo o apelido de “Formiguinha“.

Foi o estilo versátil do Formiguinha que o levou para a Copa do Mundo de 1958. Titular do técnico Vicente Feola, integrou a campanha que trouxe o primeiro título mundial para o Brasil. Indispensável durante toda a trajetória na Suécia, foi premiado com um gol na grande decisão, justamente contra os donos da casa, e vencida pela Seleção por 5 a 2.

Quatro anos mais tarde, voltou a vestir a Amarelinha em um Mundial, desta vez no Chile. Junto a Garrincha, Vavá, Amarildo, Didi e companhia, Zagallo mais uma vez foi um dos pilares da formação canarinha que conquistou o bicampeonato mundial em 1962. Em Copas do Mundo, o Formiguinha vestiu a camisa da Seleção em 12 oportunidades, anotando dois gols. Ao todo, foram 36 partidas pela Verde e Amarela e seis tentos na conta do brilhante ponta esquerda.

Não satisfeito em bordar duas galhardas estrelas sobre o escudo mais famoso do futebol mundial, Zagallo levou sua gigantesca contribuição prestada à Seleção para a área técnica. E, mais uma vez, colocou a máquina de costura para trabalhar. Como treinador, Mestre Zagallo ganhou fama mundial por montar o maior time de todos os tempos: o Brasil da Copa do Mundo de 1970, no México. Ao apostar em uma formação mágica, que combinava os talentos de Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Gérson, Carlos Alberto Torres e outras estrelas, encantou o mundo e alterou os paradigmas do futebol para sempre. Em um Estádio Azteca lotado, foi erguido como herói. Na bagagem, o terceiro título mundial da carreira e da história da Seleção Brasileira e o primeiro a realizar o feito como atleta e como treinador.

A última participação em títulos da Canarinho, mais indireta, mas não menos importante, veio na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Auxiliar técnico de Carlos Alberto Parreira, contribuiu com a formação do grupo que acabaria com um  jejum de 24 anos e levantaria o título Mundial pela quarta vez. Na conta do Velho Lobo, quatro conquistas do apogeu do futebol mundial, o maior vencedor de todos os tempos. Foi ainda treinador nos Mundiais de 1974 e 1998, alcançando o vice-campeonato neste último. Ao todo, chegou à cinco decisões em sete mundiais pela Verde e Amarela. Com vocês, o Senhor Seleção Brasileira.

Zagallo também foi treinador de outras seleções nacionais. Treinou as equipes do Kuwait, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes, sendo um dos principais precursores e colaboradores para o desenvolvimento do futebol no Oriente Médio. Com informações da CBF.

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