São Bento 03

Venezuela questiona Grupo de Lima, contrário à reeleição de Maduro

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O governo da Venezuelça protestou hoje (9) oficialmente contra a posição do Grupo de Lima, que reúne 15 países, incluindo Brasil, de não reconhecimento do terceiro mandato do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e em defesa de um novo processo eleitoral. A nota de protesto foi entregue a representantes do grupo em Caracas, capital da Venezuela.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, entregou a nota de protesto aos representantes dos países do Grupo de Lima, na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Caracas.

Maduro foi reeleito em maio de 2018 para mais um mandato de seis anos. De acordo com a imprensa oficial, ele obteve 67,7% dos votos, enquanto o segundo colocado Henri Falcón conseguiu 21,1%. Porém, oposição e vários líderes internacionais questionam os resultados do processo eleitoral.

Sem confirmação oficial, as informações divulgadas à época é que a abstenção nas eleições chegou a 70%. Maduro assume o terceiro mandato amanhã (10).

No último dia 4, na capital peruana, o Grupo de Lima divulgou declaração conjunta em que afirma não haver legitimidade no processo de reeleição de Maduro. No documento, o grupo reitera que a reeleição “carece de legitimidade” porque não contou com a “participação de todos os atores políticos venezuelanos, nem com a presença de observadores internacionais independentes”.

Além do Brasil, assinaram o documento Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lucia. O México, que também faz parte do Grupo de Lima, se recusou a assinar o documento.

*Com informações da AVN, agência estatal de notícias da Venezuela.

Maduro toma posse hoje para 2º mandato cada vez mais isolado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, toma posse para seu segundo mandato nesta quinta-feira (10), apesar de não ser reconhecido pelo Parlamento nem pela maior parte dos países da região.

O herdeiro político de Hugo Chávez (1999-2013) já advertiu que, “chova ou trovoe”, fará cumprir a “vontade do soberano” que o reelegeu em maio de 2018 com 67,8% dos votos, em pleito boicotado pela oposição.

Seu juramento acontecerá às 10h (12h em Brasília), no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), fiel ao chavismo. A Constituição manda que a posse ocorra na Assembleia Nacional, o Parlamento sem poderes dominado pela oposição, mas o órgão não reconhece a legitimidade do segundo mandato.

Segundo o TSJ, a Assembleia está em “desacato” desde 2016 e, neste caso, a Carta Magna manda que a posse aconteça perante a corte. 13 dos 14 membros do Grupo de Lima (a exceção é o México) também não reconhecem a continuação de Maduro no poder e já o tratam como ditador.

Militares das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (Fanb) estão a postos em várias zonas de Caracas e bloquearam o acesso ao centro da capital. Além disso, milícias pró-governo se posicionaram em bairros populares da cidade, dentro de instalações chamadas de “tribunas anti-imperialistas”.

Apenas quatro chefes de Estado latino-americanos assistirão à posse de Maduro: Evo Morales (Bolívia), Miguel Díaz-Canel (Cuba), Daniel Ortega (Nicarágua) e Salvador Sánchez Cerén (El Salvador). A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também estará presente.

Cada vez mais isolado, o governo Maduro aposta no apoio de potências estrangeiras anti-EUA, como Rússia, China e Turquia, para se segurar no poder. Segundo o SBT, o Brasil estuda sediar um governo paralelo chefiado pela oposição.

Jeep

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