São Bento 03

Superesportivo de 800 cv da McLaren homenageia Ayrton Senna

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por Marcelo Palomino

Autocosmos.com/México

Exclusivo no Brasil para Auto Press

Seis voltas no Circuito de Estoril, em Portugal, foram suficientes para provar que o McLaren Senna vai se tornar uma lenda no mundo dos automóveis. E não poderia ser diferente em se tratando de um esportivo que leva o nome do maior piloto de todos os tempos, e que conquistou toda sua carreira pilotando para a marca britânica. Em um evento exclusivo para 120 jornalistas do mundo todo, McLaren escolheu a mesma pista onde Ayrton Senna teve sua primeira vitória, em 1985, para mostrar as virtudes do supercarro. O novo Senna, da Ultimate Series, é o sucessor do P1, mas com enfoque ainda mais radical que o esportivo híbrido, apesar de também ser homologado para rodar nas ruas.

O baixo peso e a aerodinâmica típica de carros de competição foram as diretrizes que a McLaren seguiu para criar o modelo – a combinação permite uma mecânica de combustão mais ligeira e proporciona cifras de aceleração similares às de um carro elétrico. A plataforma utilizada, a Monocage III, é uma evolução da que debutou no P1 e que foi usada também no 720S. A redução do peso foi feita de forma drástica: os para-barros pesam apenas 650 gramas, os assentos, 3,35 kg, e as portas têm uma pequena escotilha na altura dos joelhos com a função de reduzir em 9 kg a massa de cada uma. O aerofólio pesa 4,7 kg e pode suportar uma carga aerodinâmica de 100 vezes o seu peso. No total, o McLaren Senna e seus 4,75 m de comprimento marcam 1.198 kg na balança, próximo ao peso de um hatch compacto e a menor massa de qualquer um dos carros da fabricante.

As grandes canalizações de ar também contribuem para a excelente carga aerodinâmica, seja no capô, nas laterais ou através do aerofólio na traseira. Na prática, o carro apoia o peso na pista e impede a perda de aderência, proporcionando mais velocidade também em curvas. Em relação ao motor, a mecânica é extraordinária. Trata-se de um V8 de 3.8 litros biturbo, de 800 cv e 81,58 kgfm de torque, disponíveis desde as 5.500 rotações. A força é enviada ao eixo traseiro, através de uma caixa automática de sete velocidades. Em números, isso se converte num zero a 100 km/h de 2,8 segundos, zero a 200 km/h em 6,8 segundos e zero a 300 km/h em 18,8 segundos.

Primeiras impressões

Simples e nervoso

Estoril/Portugal – O McLaren Senna é tão simples de dirigir, tão amigável, que até mesmo quem não tem tanta experiência na pista pode dirigi-lo sem dificuldades. A impressão é de que se trata de um automóvel qualquer, e não de um superesportivo de 800 cv que pesa o mesmo que um hatchback compacto. Nas primeiras acelerações, o velocímetro já chega na casa dos 250 km/h, e o condutor nem percebe.

A marca indica que, graças aos grandes freios de carbono cerâmicos de 390 mm e ao freio aerodinâmico do aerofólio, o Senna pode frear desde os 200 km/h até a imobilidade em apenas 100 metros. Ou seja, 16 m a menos que o P1. O teste foi feito no modo Race, que mantém o controle de estabilidade ativado, mas num formato bastante permissivo. Configurado assim, nas curvas, o carro “sai”, mas com muita inércia, de forma que o carro continue intacto em seu caminho.

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