São Bento 02

Secretaria estadual de Saúde deve mais de R$ 6 milhões

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Novo secretário estadual de Saúde, ex-deputado Geraldo Resende tem chance de provar seu amor por Dourados pagando dívida da saúde, sugere titular da coluna Malagueta, no Portal Diário MS

A coluna política Malagueta, publicada de segunda a sexta-feira no portal do Diário MS, divulgou ontem, com exclusividade, uma dívida superior a R$ 6 milhões da Secretaria de Estado de Saúde para com o município de Dourados.

 

Nos comentários, o titular da coluna, jornalista Marcos Santos, lembrou que o novo secretário estadual de Saúde, o ex-deputado e médico Geraldo Resende, “que sempre declarou amor por Dourados e até tentou chegar à prefeitura em 2016, tem nas mãos uma oportunidade ímpar para provar todo esse amor cantado em prosa e verso”.

De acordo com a coluna, a Secretaria de Estado de Saúde, pasta que o ex-deputado acaba de assumir, “deu um calote de R$ 6.332.159,80 (seis milhões, trezentos e trinta e dois mil, cento e cinquenta e nove reais e oitenta centavos) na saúde pública da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul”.

Com essa postura, diz o colunista, “a Secretaria de Estado da Saúde contribuiu diretamente para a situação caótica na qual o setor se encontra atualmente, em que centenas de pessoas batem às portas das unidades básicas e hospitais todos os dias e voltam para casa sem ter recebido o devido atendimento”.

“Agora que tem a caneta nas mãos, Geraldo Resende poderá, se quiser (mas, sobretudo, se conseguir esquecer as últimas derrotas nas urnas e abandonar o revanchismo político), promover uma verdadeira revolução na saúde pública em Dourados”.

Conforme a coluna, Geraldo Resende, que foi o parlamentar que mais recursos assegurou para a saúde pública em todo o Mato Grosso do Sul, sabe o que precisa ser feito para mudar essa triste realidade. “No caso específico de Dourados, o novo secretário poderia começar pagando os mais de R$ 6,3 milhões que a Secretaria de Estado da Saúde deve para a Secretaria Municipal de Saúde”, sugere a Malagueta.

 

NÚMEROS DO CALOTE

Desde agosto de 2018, a Secretaria de Estado de Saúde não repassa R$ 42.378,91 mensais para a Farmácia Básica, totalizando uma dívida de R$ 211.894,55. Já o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) deixou de receber R$ 9 mil em dezembro e o Centro Especializado em Odontologia deixou de receber R$ 12 mil, referentes a três parcelas de R$ 4 mil nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018.

A Atenção Básica Saúde da Família deixou de receber da Secretaria de Estado da Saúde três parcelas de R$ 160.056,00 nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018, totalizando uma dívida de R$ 480.168,00, valor que deve ser acrescido de outros R$ 27,872,25 das parcelas de outubro, novembro e dezembro da Saúde da Família (CER).

A Secretaria de Estado da Saúde também não fez dois repasses de R$ 550 mil nos meses de novembro e dezembro da contratualização com o Hospital Universitário de Dourados, totalizando uma dívida de R$ 1,1 milhão. Em 2018, por exemplo, a reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) teve que ingressar com ação judicial para receber os repasses.

 

SAMU

Em situação pior está o Serviço Móvel de Urgência (Samu), responsável pelo pronto-socorro às vítimas de acidentes e pacientes em Dourados. A Secretaria de Estado da Saúde deixou de repassar R$ 491.225,00 ao Samu, referentes às parcelas mensais de R$ 70.175,00 nos meses de junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2018.

Quem também sofre com a falta de repasses é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, que deixou de receber R$ 1 milhão da Secretaria de Estado da Saúde, fruto de repasses mensais no valor de R$ 250 mil que deveriam ter sido feitos nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. “Como Geraldo Resende conta vantagem de ser o “pai” da UPA, poderia aproveitar agora para cuidar melhor do “filho” e fazer os repasses em dia”, sugere a coluna.

 

HOSPITAL DA VIDA

Ainda de acordo com o que apurou o colunista, de todos os setores que sofrem com o calote da Secretaria de Estado de Saúde com Dourados, nenhuma unidade está sendo mais penalizada que o Hospital da Vida, que deixou de receber R$ 3 milhões, referentes às parcelas mensais de R$ 1 milhão que não foram pagas nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2018. Detalhe: o Hospital da Vida é o único hospital de portas abertas referência para atender pacientes de 35 municípios da Grande Dourados, logo o calote é nessas 35 cidades.

Outro desafio que Geraldo Resende poderia assumir, conforme a Malagueta, “deixando de lado as questões pessoais com antigos colegas e pensando unicamente na saúde dos contribuintes”, é com a alta complexidade oncológica em Dourados. “A coluna informou ontem que o promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Junior, titular da 10ª Promotoria de Justiça de Dourados, deve protocolar nos próximos dias o pedido de anulação do contrato firmado entre o município e a Caixa de Assistência aos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems) para atenção em alta complexidade oncológica aos pacientes da Grande Dourados”.

A coluna lembra ainda que o novo secretário de Estado da Saúde sempre foi um ferrenho crítico da atuação da Cassems na saúde pública, sob o argumento que a Caixa de Assistência foi criada para cuidar exclusivamente da saúde do servidor público e não dos pacientes do SUS. “Geraldo Resende tem a chance agora de demonstrar grandeza, deixando as picuinhas de lado para garantir a humanização no atendimento de alta complexidade oncológica aos pacientes de Dourados e região”, completa a Malagueta.

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