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Quer participar de leilão? Saiba como comprar de forma segura

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Se nas lojas ou nos revendedores de automóveis importados os preços são quase impraticáveis para a imensa maioria das pessoas, em leilões na internet é possível encontrar modelos por valores bem abaixo do mercado. Alguns veículos popularizados como sonhos de consumo ocupam esse lugar também pelos valores altos para tê-los.

Segundo estudos, os leilões podem permitir uma economia de até 35% na compra de um carro em relação ao seu preço médio de mercado. Eles costumam ser mais baratos porque são retomados por inadimplência dos antigos donos, apreendidos em operações policiais, por substituição de frotas de empresas ou são colocados à venda por seguradoras e concessionárias.

Além dos pregões online para comprar carros e imóveis, há ainda leilões judiciais, cujos caminhos são mais complexos do que os pregões comuns. Na realidade, eles podem acontecer de duas formas: por meio dos fóruns ou por ações de instituições bancárias.

No primeiro caso, os fóruns entregam aos juízes alguns bens, como imóveis, veículos ou equipamentos, para que sejam enviados às agências de leiloeiros cadastrados e habilitados pelo governo. Esses bens são resultado de dívidas que os antigos donos possuíam e não conseguiram quitar, entregando-os à Justiça. Quando isso acontece, as agências realizam dois leilões distintos: um de “primeira praça” e um de “segunda praça”, onde está a grande vantagem para os interessados.

“Na primeira praça, a dívida do antigo proprietário é inserida como valor mínimo no lance. Se ninguém manifestar desejo em comprar aquele bem, ele é realocado 15 dias depois e disponibilizado em segunda praça, com margens de até 50% de desconto”, explica Flávio Santoro, diretor da agência Sodré Santoro, uma das maiores do país.

“É na segunda praça que acontecem grandes negócios. A gente tem visto um crescimento de empresas que esperam esse momento para realizar investimentos, e algumas até estão se especializando nesse tipo de compra e venda”, completa.

O segundo caso envolve dívidas que os proprietários tinham com bancos e que foram quitadas como garantias financeiras: as chamadas “alienações fiduciárias”. Elas acontecem quando, para obter algum tipo de quantia emprestada de uma instituição bancária, um cliente oferece como garantia os seus bens, como casa ou carro.

No entanto, é preciso tomar alguns cuidados extras antes de se aventurar em leilões de carros ou imóveis, por exemplo. Segundo o diretor da Sodré Santoro, Flávio Santoro, uma das dicas é frequentar alguns pregões para observar as dinâmicas das negociações. “Tem um tipo de venda muito diferente do mercado comum acontecendo ali. Um leilão Santander não é a mesma coisa que um pregão de sucatas. Não é nada difícil, mas exige saber alguma coisa”, afirma.

Ele ainda alerta que, no momento da primeira negociação como comprador, é melhor que o dinheiro já esteja separado para sacramentar a venda. No pregão, mesmo na internet, as empresas pedem um cheque caução para, no máximo, 24 horas.

Outra dica é verificar a procedência do leiloeiro, ainda mais nos casos em que as transações são feitas pela internet. “Existem muitas empresas que promovem pregões, mas que não são registradas pelo Estado. Antes de qualquer negociação, é preciso que se verifique a procedência da leiloeira, seu número de registro e mesmo aquelas avaliações que os aplicativos e buscadores disponibilizam hoje”, avisa Santoro.

Os futuros compradores também devem verificar o preço de mercado do veículo ou do imóvel pretendido, assim como o seu histórico e as condições de compra, que são todos divulgados pelos leiloeiros na própria internet. No caso dos carros, a tabela de preços mais confiável é a da Fipe.

“É preciso tomar muito cuidado com custos ocultos no edital. Às vezes, você acha que o carro está barato, mas depois percebe que havia R$ 15 mil de multas e você não leu”, alertou o engenheiro civil Giuliano Tognetti em entrevista à revista Exame.

Para Renato Tognetti, que mantém o blog “Lucrando com Leilões”, outro momento crucial de uma venda em leilão é a visita ao carro desejado antes de sacramentar o negócio. “É na visita de vistoria que analisamos alguns itens que podem dar problema. Por exemplo, se as portas estão alinhadas e como está o motor. Também olhamos a tonalidade da pintura, que pode mostrar que alguma peça já foi trocada ou que houve repintura”, diz ele.

Na hora de calcular os valores a serem despendidos, é preciso considerar, além do valor do arremate, os custos referentes a impostos, documentação, manutenção e comissão do leiloeiro. O automóvel também pode possuir outros débitos e pendências (como multa, IPVA atrasado, etc.) a serem quitados para a sua regularização, o que deve ser feito pelo leiloeiro com o dinheiro do arremate, de acordo com o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro. Todos esses gastos devem ser considerados no momento da definição do valor máximo do seu lance.

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