São Bento 02

Que piada: Berenice culpa a Malagueta pelo caos na saúde de Dourados

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Malagueta – 22/07/2019 – Jornalista Marcos Santos –

Saúde na UTI, Hospital sem médicos e Berenice culpando a Malagueta

A secretária municipal de Saúde, Berenice de Oliveira Machado, já encontrou um culpado para o caos na saúde pública em Dourados: o autor da Malagueta. Nas reuniões que tem mantido com os gestores de saúde pública, inclusive com autoridades estaduais, a ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde tem afirmado, em resposta às denúncias que são feitas pela coluna, que o autor da Malagueta “está recebendo de alguém para bater nela”, como se fosse preciso receber alguma coisa para enxergar tanta incompetência numa pessoa só. Aliás, apenas a prefeita Délia Razuk ainda não enxergou os desmandos de Berenice de Oliveira Machado no comando da Secretaria Municipal de Saúde, a ponto de servidores importantes e de carreira que atuam nas gerências do Departamento de Atenção à Saúde do Núcleo de Atenção Básica terem pedido demissão em razão da forma ditatorial, arrogante e prepotente com a qual Berenice comanda a Pasta mais problemática da atual administração. Antes de afirmar que o autor da coluna “está recebendo de alguém” para criticar a gestão pífia da saúde em Dourados, a senhora Berenice de Oliveira Machado deveria explicar à prefeita e ao Ministério Público Estadual porque não existia um único médico no Hospital da Vida ontem para atender os pacientes em situação de urgência ou emergência. A competente secretária de Saúde deveria saber que como único hospital de portas abertas do SUS em toda região, o Hospital da Vida não pode ficar sem médico nem por um minuto, quanto mais por um turno inteiro.

Diretores Demissionários

Enquanto a hipermegacompetente secretária municipal de Saúde culpa a Malagueta pelo caos no setor, os médicos Raul Espinoza, diretor técnico do Hospital da Vida, e Majid Ghadie, diretor clínico do Hospital da Vida, devem entregar nas próximas horas o pedido de demissão. A medida seria para evitar um processo ético-disciplinar pelo Conselho Regional de Medicina, já que na condição de diretores responsáveis eles não poderiam permitir que a unidade ficasse aberta sem médico para atender a população.

Amiguinha Nomeada

Mesmo em meio ao caos na saúde, a hipermegacompetente Berenice de Oliveira Machado deveria explicar quais os critérios empregados para nomear a amiguinha Maria Izabel de Aguiar como coordenadora-geral da intervenção na Fundação de Serviços de Saúde (Funsaud) com salário de R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) se a tal interventora não consegue nem mesmo colocar os médicos contratados para cumprir os plantões.

Amiguinho Nomeado

A hipermegacompetente Berenice de Oliveira Machado deveria explicar quais os critérios empregados para nomear o amiguinho Rodrigo Aparecido Bezerra da Silva para ocupar o cargo de diretor administrativo na Funsaud com salário de R$ 12.500,00 (doze mil e quinhentos reais) se nem formação específica para o cargo o dito cujo possui. Aliás, onde estavam a interventora e o diretor administrativo ontem quando não havia um único médico para atender os pacientes que chegavam ao Hospital da Vida?

Sistema Remunerado

A hipermegacompetente Berenice de Oliveira Machado também precisa explicar à sociedade douradense e às autoridades de controle os critérios que adotou para entregar todo sistema de controle de agendamento de exames para a Secretaria de Estado de Saúde, abrindo mão de um sistema gratuito do Ministério da Saúde, que é o Sisreg, para aderir a um sistema privado (Core) contratado pelo Estado e que é incompatível com o Cartão SUS.

Investigação do MPF

A denúncia, que já está com o procurador da República, Luiz Eduardo de Souza Smaniotto, narra que o Sisreg está implantado há mais de 10 anos e que possui uma plataforma bem conhecida e de fácil acesso a todas as unidades de Saúde, mas que a secretária Berenice agora decidiu mudar para o Core, que é particular, tem uma plataforma complicada e não dá garantia nenhuma de transparência, ao custo de R$ 1,2 milhão por ano à Prefeitura de Dourados.

Berenice no MPF

O procurador da República, Luiz Eduardo de Souza Smaniotto, já intimou a secretária Berenice de Oliveira para que explique a opção em trocar um sistema gratuito e recomendado pelo Ministério da Saúde como o Sisreg, por outro privado e que gerará custos para os cofres públicos. A bem do interesse dos cofres públicos, a prefeita Délia Razuk deveria determinar imediatamente a interrupção dessa aventura que vai sangrar ainda mais os cofres da saúde em Dourados.

Reação do Conselho

Enquanto a hipermegacompetente Berenice de Oliveira Machado se esforça para aderir ao Core, o Conselho Municipal de Saúde votou contra a mudança do sistema na rede pública de saúde em Dourados. Resta saber se a secretária vai respeitar a decisão do colegiado que ela um dia comandou ou se fará como fizeram seus antecessores, que não davam a mínima para as recomendações e decisões do Conselho Municipal de Saúde.

Gestão Ditatorial

O fato é que o modelo ditador de gestão da hipermegacompetente Berenice de Oliveira Machado está provocando rebelião na Secretaria Municipal de Saúde. Tanto que as diretoras do Departamento de Atenção à Saúde do Núcleo de Atenção Básica decidiram pedir exoneração em massa. A assistente social Adriana dos Santos Souza; a enfermeira Marlayne Mendes Wolf; a enfermeira Luzimeire dos Santos Teixeira e a assistente administrativa Kátia Letícia Fontoura, todas as profissionais do quadro efetivo da Secretaria Municipal de Saúde, pediram para deixar os cargos. Vai vendo!

Secretaria de Educação

O secretário municipal de Educação, Upiran Jorge Gonçalves, ficou sensibilizado com os apelos da prefeita Délia Razuk e resolveu continuar no cargo. Na semana passada, o promotor de Justiça aposentado jogou a toalha e leu a carta de demissão na presença dos coordenadores dos Centros de Educação Infantil, que foram reclamar com ele sobre a decisão do Coronel-Patinhas (secretário de Fazenda) de fechar os Ceims por 15 dias durante as férias para economizar com os salários dos educadores.

Permanece no Cargo

O fato é que …mesmo após anunciar a demissão, Upiran Jorge Gonçalves decidiu permanecer à frente da secretaria que ele conseguiu moralizar e que vem tocando às duras penas, mesmo com o fogo amigo que insiste em atrapalhar o que está dando certo na Educação. Resta saber se agora os inimigos da Pasta vão permitir que Upiran leve adiante os projetos nos mais diferentes setores da Secretaria Municipal de Educação.

Braz Melo na Câmara

O ex-prefeito Braz Melo, que teve o mandato de vereador cassado por força de uma decisão judicial que lhe tirou os direitos políticos, protocolou hoje na secretaria da Câmara Municipal o pedido de recondução ao cargo. Braz Melo entregou uma petição na qual o desembargador Márcio Catelani, do Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo, expediu a Certidão de Inteiro Teor da decisão que reformou a sentença do juiz federal de Dourados e devolveu o mandato ao ex-prefeito.

Aguardando o Acordão

A Certidão de Inteiro Teor, em tese, substitui os efeitos do Acórdão que ainda não foi publicado pelo Tribunal Regional Federal em razão das férias do desembargador-relator do processo. A decisão agora ficará a cargo da Mesa Diretora, que deverá deliberar se a Certidão tem poder de reconduzir Braz Melo ao cargo ou se essa condição será assegurada somente com a publicação do Acórdão do julgamento pelo TRF-3.

Leia também…

1- Confusão na PED continua e presidente da Agepen publica novas portarias.

2- Presidente da Agepen revoga investigação sobre ilegalidades em presídio.

Ardidas

 

  • O discurso é de mudança política, mas as regalias continuam mesmo após os brasileiros renovarem 47% das vagas parlamentares na Câmara. Dados obtidos pelo Congresso em Foco por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram um gasto com auxílio-mudança de R$ 218,92 milhões em 14 anos. O benefício é concedido ao deputado eleito, na mudança do estado onde foi eleito para Brasília, sede do Congresso Nacional, ou ao deputado em fim de mandato, no trajeto contrário – do Distrito Federal para a unidade da Federação. O valor usado para a mudança dos deputados daria para comprar 4.865 carros populares ou para pagar quase dez prêmios da Mega-Sena no valor de R$ 21,9 milhões. Uma aposta de São Paulo (SP) levou sozinha o prêmio no concurso 2.171 da Mega-Sena, realizado na noite de sábado (20) em São Paulo (SP). Entre 2018 e 2019, foram desembolsados R$ 34,09 milhões com ajuda de custo para 540 parlamentares realizarem a mudança do estado natal para a capital ou para o caminho inverso. A soma é maior do que o número efetivo de 513 deputados, por dois motivos: os suplentes têm direito ao recurso após 30 dias no exercício do mandato e a conta leva em consideração os recém-chegados e os derrotados nas urnas. Cada deputado federal recebeu R$ 33,7 mil – o correspondente a um mês de salário – para “compensar as despesas com mudança e transporte”. O benefício é garantido por um decreto de 2014, que não distingue o local de origem do político e não exige que os parlamentares declarem como gastaram o dinheiro. Nesse período (2006-2019), lideram o ranking de gastos os anos de 2015, com R$ 31,80 milhões de desembolso com essa rubrica, e 2011, com R$ 28,06 milhões. Foram anos subsequentes às eleições realizadas em 2014 e 2010, o que justifica o aumento por causa da alteração na composição da Câmara. Os anos com menores gastos, por outro lado, foram 2014 (R$ 240.508,17) e 2017 (R$ 675.260,00)
  • Pesquisa Datafolha divulgada hoje indica que para 4 em cada 10  brasileiros o presidente Jair Bolsonaro não fez nada positivo que mereça ser lembrado. O levantamento foi feito nos dias 4 e 5 de julho. Foram ouvidas 2860 pessoas maiores de 16 anos, em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. Perguntados sobre o que Bolsonaro teria feito de melhor nos seis primeiros meses de governo, 39% dos entrevistados disseram “nada”. A pesquisa não deu opções de atos do presidente e as pessoas responderam livremente. Dos que afirmam que votaram em Bolsonaro no segundo turno, 17% também não citaram nenhum feito positivo no primeiro semestre. O índice de pessoas que aprovam, reprovam e consideram regular o governo estão equilibrados. Para 33%, Bolsonaro faz um trabalho ótimo ou bom, para 33%, ruim ou péssimo, e para 31% regular. O político do PSL é o presidente com a pior avaliação no primeiro semestre de governo desde Fernando Collor de Mello, em 1990. Das pessoas que apontaram feitos positivos do presidente, 8% responderam que houve melhora na segurança, 7% destacaram a reforma da Previdência, 4% o combate a corrupção e 4% o decreto de flexibilização da posse e do porte de armas. O fim do horário de verão foi mencionado por 1% como medida positiva.
  • A Rede Sustentabilidade protocolou hoje, no Supremo Tribunal Federal, ação para tentar derrubar a decisão tomada monocraticamente pelo presidente da corte, ministro Dias Toffoli, que suspendeu na semana passada o compartilhamento dados entre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Caof) e o Ministério Público. Na ação de descumprimento de preceito fundamental, a Rede pede que a decisão de Toffoli seja suspensa imediatamente. O compartilhamento era feito quando o Coaf identificava movimentações financeiras suspeitas. Com a liminar dada pelo presidente do STF, a troca de informações sem que haja pedido e autorização da Justiça não pode mais ser feita. No pedido de liminar que integra a ação, a legenda solicita que o próprio presidente do STF seja ouvido para explicar sua decisão. No documento, a Rede afirma que Toffoli tomou a decisão apesar da jurisprudência do STF ir em caminho contrário, atendendo solicitação da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República. “O Direito não pode ser casuísta, aplicando-se conforme o autor ou réu, afinal, ‘processo não tem capa, tem conteúdo’. O caso torna-se ainda mais questionável por se tratar de recurso extraordinário do Ministério Público que pede a reversão de uma absolvição. O ministro aproveita-se de um recurso da acusação para suspender nacionalmente procedimentos investigatórios”, argumentam os advogados no pedido.
  • O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) comenta que a determinação de Toffoli beneficia o crime organizado, a corrupção e o tráfico de drogas, por isso o partido pede o cancelamento do ato.  “A decisão não favorece somente o filho do presidente da República, ela é mais grave, ela inviabiliza qualquer investigação sobre atividade financeira ilícita no Brasil, na prática beneficia organizações criminosas que se valem de atividade financeiras por debaixo dos panos, ela inviabiliza o funcionamento do Coaf”, destaca o senador da Rede. Na semana passada, após a repercussão negativa de sua decisão, Toffoli negou que as investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção foram prejudicadas. “Se o detalhamento é feito sem a participação do Judiciário, qualquer cidadão brasileiro está sujeito a um vasculhamento na sua intimidade, disse o ministro do STF. A decisão ainda será avaliada pelo plenário da corte, mas sem data para ocorrer.

2 Comentários

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  • Eee Bere agora a culpa é da impressa pelo seu péssimo trabalho a frente da Secretaria de Saúde ? muito ruim de serviço, vingativa e agora comediante, Não aguenta pede para sair.

    • Mas pq não cobra do estado? É facil fazer materia difamando uma das partes né… Voce sabe se o estado contribui para manutencão e funcionamento do hv? Voce sabe se os 34 municipios do cone sul que referenciam pacientes pra cá manda alguma verba? Materia tendenciosa, passivel de processo por danos morais, eu o faria.
      Procura saber o contexto antes de escrever coisas que acha que é

Jeep

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