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Celebração e luta andam juntas nas vidas das pessoas LGBTQIA+

Por Ana Paula Ostapenko
Imagem: Divulgação
Para voluntários e pessoas atendidas pela Casa Satine - República de Acolhimento, Clínica Social e  Espaço Cultural LGBT+, todos os dias são de orgulho e luta, orgulho de ser quem são e luta diária por sobrevivência em tempos tão incertos.
 
 
Desde 2017 a entidade tem por finalidade oferecer acolhimento institucional a população LGBTQIA+ com direitos violados e vínculo sociofamiliar rompido, promovendo o desenvolvimento social, cultural e educacional dessa  comunidade de maneira interna (acolhidos) e externa (população LGBTQIA+ em geral), que tem desenvolvido ações focadas nesses objetivos. 
 
 
Ao longo de quatro anos a Casa realiza diversas ações em prol da população LGBTQIA+ de Campo Grande e algumas cidades de Mato Grosso do Sul com atendimentos nas áreas de psicologia, nutrição, clínica geral, dentre outras. 
 
 
Durante a pandemia, por meio de campanha de arrecadação, foram entregues mais de 1 tonelada de alimentos e produtos de higiene pessoal para cerca de 50 famílias, além de atendimento psicosocial, jurídico e de saúde. Hoje a Casa Satine conta com mais de 50 voluntários ativos nas mais diversas vertentes.
 
 
A Clínica Social da Casa Satine conta hoje com 23 psicólogas/os voluntárias/os. Em um ano iniciou-se 30 novos atendimentos psicológicos e 18 novos atendimentos voltados para a atenção médica, sendo 4 atendimentos voltados para a clínica geral e 14 atendimentos psiquiátricos, totalizando 48 novos atendimentos voltados à saúde física e mental da população LGBTIA+ de Mato Grosso do Sul.
 
Na área cultural, a Casa Satine realiza os sarais em praças e com a pandemia eles se tornaram virtuais, bem como os encontros Satine em Casa para falar de assuntos pertinentes a comunidade.
 
 
 
No mês de junho, empresas ainda se posicionaram e reverterão parte de suas receitas para ajudar nos projetos da Casa e isso mostra cada vez mais o engajamento da sociedade e a importância do protagonismo LGBTQIA+.
 
O coordenador da Casa Satine, Jonatan Oliveira Espindola, “a nossa luta é diária, por espaço, por respeito, por sermos quem somos e também como entidade, orientar e ajudar a população LGBTQIA+ da melhor forma que conseguimos, são mais de 50 famílias que hoje dependem das nossas doações de alimento, de ajuda jurídica ou psicológica,não podemos deixar ninguém para trás e se você LGBTQIA+ precisa de alguma ajuda acesse https://bit.ly/triagemcasasatine para que possamos ajudar, a sua luta é a nossa luta”.

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