Filho de Eliza Samudio e goleiro Bruno quer conhecer o pai

Imagem: Reprodução
Filho de Eliza Samudio e do goleiro Bruno Fernandes, Bruninho Samudio chegou à fase de querer saber mais sobre sua história. Aos 11 anos de idade, o pré-adolescente, que vive atualmente em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com Sônia Moura, sua avó materna, revelou a vontade de conhecer o pai, um dos condenados pelo assassinato da mãe.
 
“Pela primeira vez, ele manifestou a vontade de conhecer Bruno. Mas diz que esse dia só vai chegar quando puder estar na mesma altura que ele, para olhá-lo nos olhos”, relatou a avó ao jornal “Extra”.
 
 
A veterana também disse que o neto confessou sentir culpa pela morte de Eliza. “Dia desses, ele me questionou sobre a morte da mãe, porque se sente culpado pelo crime. Nunca tinha visto ele se revoltar ou ficar tão abalado. Vi meu neto socar o colchão dele com força. Disse que ele não é culpado de nada. O único culpado nessa história é o pai.”
 
“O processo de pensão alimentícia foi aberto quando minha filha ainda estava viva. Até hoje, Bruno não depositou um centavo para o filho. Nenhum oficial de Justiça consegue citá-lo. O curioso é que até eu tenho o endereço dele e o judiciário não. Tentei receber para meu neto o auxílio reclusão, que os filhos de preso têm direito, e isso também foi negado. Todos os direitos do Bruninho foram violados desde antes de seu nascimento”, lamentou a avó.
 
Queima de Arquivo
Já ao youtuber Bruno Di Simone, do canal “Na Real”, Sônia revelou qual acredita ter sido o motivo que levou sua herdeira à morte. “Minha filha engravidou depois de quatro meses de convivência e ela sabia muitas coisas do Bruno. Eliza sabia demais e foi morta por queima de arquivo.”
 
 
E destacou: “Está tudo dentro do processo. O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro mostra que o Bruno era garoto-propaganda do Nem [líder do tráfico da Rocinha, no Rio de Janeiro, na época] e tinha ligações com o tráfico de drogas e caça-níquel. Com certeza a minha filha sabia disso”.
 
Eliza Samudio foi assassinada há 12 anos, mas seu corpo nunca foi encontrado. À época, a moça tinha 25 anos de idade.
 
 
Os condenados pelo crime foram Bruno Fernandes, Henrique Ferreira Romão – o Macarrão – e Marcos Aparecido dos Santos – o Bola. O goleiro, vale lembrar, foi sentenciado a 22 anos e três meses de prisão, mas ficou apenas 8 anos e 10 meses na cadeia, em regime fechado. Em 19 de julho de 2019, teve o regime semiaberto domiciliar concedido.

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