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Glaucoma atinge cerca de 3 milhões de brasileiros, explica oftalmologista

Dia 26 de maio é marcado por combate à doença 
 
Geralmente silenciosa e com grande possibilidade de levar à cegueira, o glaucoma é uma doença que atinge os olhos e é causada pelo aumento gradual da pressão ocular. Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, em 26 de maio é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.  
 
Médico oftalmologista da Unimed Campo Grande, Dr. Luiz Fernando Taranta Martin, diz que aproximadamente três milhões de brasileiros são acometidos pela doença. “Em torno de 1 ½  a 3% da população mundial, brasileira e campo-grandense possui glaucoma. Se fizermos o cálculo baseado em 1 ½, estamos falando de cerca de 3 milhões de brasileiros e, só em Campo Grande, seria em torno de 15 mil pessoas”, pontua.  
 
Estudos mostram que a maior incidência do glaucoma ocorre em pessoas com idade superior a 40 anos, com alto grau de miopia, negros, orientais, além de portadores de diabetes e hipertensão arterial.   
 
Apesar de existir vários tipos da doença, segundo Dr. Luiz, as mais comuns são o glaucoma de ângulo estreito, de ângulo fechado e o de ângulo aberto. “Dentre esses três tipos, o glaucoma de ângulo aberto é o mais comum entre os brasileiros, representando cerca de 80% dos casos”, destaca.   
 
O especialista alerta que para prevenir a doença é fundamental passar por consultas periódicas com um oftalmologista. “O glaucoma não apresenta sintomas, por isso o paciente não percebe que a pressão do olho está aumentada. Então, o diagnóstico só pode ser feito durante as consultas oftalmológicas de rotina, que devem ser realizadas anualmente”, enfatiza.  
 
Com o diagnóstico em mãos o médico pode prescrever o tratamento mais adequado. “Temos três opções de tratamento para o glaucoma, que podem ser feitos com colírio, através de laser- normalmente realizados nos consultórios, lembrando que esse não deve ser confundido com a cirurgia a laser, e os cirúrgicos, sendo que o oftalmologista é quem decide o método mais eficaz para cada paciente”, explica Dr. Luiz Taranta. 
 
A boa notícia é que existem casos reversíveis do glaucoma. “Em algumas situações é possível reverter o aumento da pressão ocular com tratamento cirúrgico em até 100% da tendência de aumento, no entanto, a perda visual que o glaucoma já havia gerado não é reversível. O que é possível fazer é melhorar um pouco essa perda, mas grande parte dela fica como uma sequela”, explica o médico.  
 
Ele reforça a importância de ter uma data para lembrar as pessoas do quão necessário é o diagnóstico precoce. “É muito importante que a gente chegue antes dessa lesão ocular ocorrer e isso só é possível através do diagnóstico precoce. Por isso, todo esse movimento e campanha sobre o glaucoma é justamente para isso, para alertar as pessoas para a necessidade dos exames de rotina, para que haja o diagnóstico precoce e possibilite tratar a doença antes de gerar qualquer tipo de sequela”, finaliza. 
 
Unimed Campo Grande

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