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Bonfá, Renato e Dado (preto) formaram a Legião Urbana entre as décadas de 80 e 90

Dado Villa-Lobos diz que disputa com filho de Renato Russo é absurda

Por Rogério Vidmantas
Imagem: Divulgação
Guitarrista dispara contra Giuliano Manfredini, com quem briga no STJ para poder usar o nome da Legião Urbana 
 
 
Um imbróglio jurídico envolvendo os ex-integrantes da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá e o filho e herdeiro de Renato Russo, falecido em 1996, Giuliano Manfredini, está em fase de conclusão e o resultado pode por fim na história da banda. Em entrevista à Veja na última semana, Dado comentou a situação e fez críticas ao filho do vocalista que tem evitado todo tipo de acordo para que o caso seja resolvido e afirmou que uma derrota o fará evitar de tocar as músicas do conjunto. 
 
O caso está no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e a relatora do caso, ministra Isabel Gallotti entende que Dado e Bonfá não podem usar a marca sem permissão do filho de Renato, detentor da Legião Urbana Produções Artísticas. A decisão final, porém, ainda deve demorar, já que o julgamento foi suspenso para que os demais ministros pudessem analisar melhor o caso.
 
Enquanto isso, um abaixo-assinado está mobilizando fãs e artistas em apoio aos músicos nesta disputa e já angariou milhares de assinaturas. “Queremos deixar claro ao público o absurdo que está em curso. Fizemos parte de uma banda com Renato Russo lá atrás, nos anos 80, e agora só o que desejamos é celebrar os quatro primeiros discos, o que desejamos é celebrar os quatro primeiros discos, o que começamos em 2015, três décadas depois do princípio de tudo. O abaixo-assinado, na verdade, partiu de fãs e ganhou vulto com a adesão de milhares de pessoas, incluindo vários artistas”, disse o guitarrista.
 
Manter a Memória
 
À revista semanal, Dado Villa-Lobos explicou seu ponto de vista sobre a situação de forma mais direta. O músico disse que não tem sido possível buscar um acordo amigável com Giuliano Manfredini e que sua única intenção era fazer uma turnê tocando músicas dos quatro primeiros álbuns da banda. “A ideia era só fazer a turnê dos quatro discos mesmo, para manter viva a memória de um grupo que foi tão relevante na cena musical brasileira. Nunca pensamos em voltar com o Legião”, disse. 
 
Entre 2015 e 2019, Dado e Bonfá tocaram as músicas da banda em duas turnês, a primeira com foto no disco “Legião Urbana”, o primeiro da banda e depois com os repertórios dos discos “Dois” e “Que Pais é Este”. O vocal foi ocupado por André Frateschi, muito bem aceito pelos fãs que lotaram as apresentações. Esse sucesso parece ter aumentado a vontade de Giuliano Manfredini impedir o uso das músicas e a possibilidade de uma saída amigável ficou ainda mais difícil. “Sempre estivemos abertos a um acordo e nem no tribunal ele apareceu para expor o seu lado. Já me ocorreu: será que é uma vingança pessoal dele contra o pai? Giuliano precisa de amor. Seria o caso de um psiquiatra. Sua vida econômica está resolvida. O Renato gera muito dinheiro em direitos autorais".
 
Dado ainda disse que uma derrota jurídica do caso seria o fim da história da banda, uma das mais importantes do rock brasileiro, já que estaria impedido de tocas qualquer música da Legião, muitas quais foi co-autor, junto com Renato e Bonfá. “Só subo com o Bonfá no palco para tocar Legião. Se perder, mudo meu nome artístico e enterro esse capítulo”, completa.
 

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