Dia Mundial de Combate ao Câncer Ovário

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer do colo do útero
 
 
O câncer de ovário é um tumor ginecológico de difícil diagnóstico. Por este motivo, apresenta as menores taxas de cura, visto que geralmente é descoberto em estágio avançado.
 
 
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020 foram registrados cerca de 6.600 novos casos e mais de 4 mil mortes decorrentes da doença.
 
 
Por este motivo, o dia 8 de maio foi escolhido para que profissionais de saúde e imprensa possam alertar a população sobre a importância da conscientização sobre a doença e os cuidados necessários para que o câncer de ovário seja diagnosticado o mais precocemente possível.
 
 
Para isso, exames preventivos e consultas periódicas ao ginecologista são indispensáveis.
 
 
Câncer de Ovário de a Carcinomatose Peritoneal
 
Uma vez confirmado o câncer de ovário, diversas opções de tratamento poderão ser indicadas, conforme o estágio da doença e as condições clínicas da paciente.
 
 
Quando detectado no início, geralmente a cirurgia é menos agressiva e com mais chances de cura. A qualidade da cirurgia e da quimioterapia são grandes diferenciais no tratamento do câncer de ovário, explica o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião oncológico.
 
 
“Em alguns casos, a partir do câncer de ovário, pode haver a disseminação da doença pela cavidade abdominal. Quando a doença sai de seu órgão de origem, se espalhando pelo peritônio, que é a membrana de revestimento interno do abdome, temos a Carcinomatose Peritoneal”, explica o especialista.
 
 
Antigamente, esta era uma situação sem qualquer expectativa de cura para o paciente, levando a complicações fatais, como a obstrução intestinal.
 
 
Hoje, com as técnicas existentes, profissionais em constante capacitação e hospitais de referência para o tratamento da carcinomatose peritoneal, o prognóstico pode ser bem diferente.
 
 
Tratamento
 
Com o advento da peritoniectomia (cirurgia citorredutora), que é a retirada cirúrgica dos tumores, e a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC), que é a aplicação de quimioterapia quente diretamente na cavidade abdominal do paciente após a cirurgia citorredutora, alguns pacientes chegam à cura da carcinomatose. Outros, podem ser beneficiados com sobrevidas muito mais longas.
 
“Para a realização destas técnicas com o melhor aproveitamento, é necessário formação e conhecimento, pois podem ser necessárias ressecções extensas peritoneais, colorretais, de apêndice e de demais órgãos que eventualmente tenham sido afetados”, alerta o Dr. Arnaldo.

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