Aparência também é importante no home office

Trabalho à distância voltou a ser a realidade para muitos. Profissionais dão dicas de como se arrumar e destacam que vestimenta não pode ficar em segundo plano
 
Um ano após o primeiro isolamento social causado pela pandemia do coronavírus, várias cidades pelo Brasil impuseram novas medidas restritivas para tentar conter a segunda onda da doença. Assim, o trabalho em home office, que havia se mantido para algumas pessoas, voltou a ser realidade para muitas outras que já tinham retomado seus afazeres longe do lar. Nesse novo período dentro de casa, é preciso manter o estilo e não se deixar abater pelas circunstâncias. 
 
Profissionais da área da moda, destacam a importância de continuar mantendo a imagem  profissional mesmo em home office. É o que afirma a empresária do segmento, sócia da loja As Panteras Ternos Femininos, localizada no Shopping Estação Goiânia, Michelle Andrade. “Tenho muitas clientes advogadas, corretoras, bancárias. Então, elas precisam manter a postura, pelo menos da cintura para cima”, revela a lojista, ao lembrar que ao longo dos períodos de trabalho remoto as videoconferências com a empresa e clientes são comuns para diversos ramos de atuação. “É preciso variar as opções e valorizar pelo menos a parte superior”, completa.
 
Calças de alfaiataria, camisas de algodão ou tricoline com elastano, saia executiva e blusas de manga curta de tecidos mais leves, como o crepe, são ótimas alternativas para o momento, segundo a empresária. “Quando o tempo está mais chuvoso ou frio o blazer também é uma boa pedida, principalmente o modelo slim, com botão, de tecido gabardine e forrado. E ele poderá ser usado posteriormente, até com um jeans, fazendo um visual descolado, porém elegante”, afirma.
 
Auto-estimaA empresária Alessandra Leão revela que muitas de suas clientes perderam o emprego ao longo do último ano e precisaram se reinventar, muitas optaram pelo negócio próprio. “O que sempre digo a elas é que mesmo em casa não podemos ficar desmontadas, nada de ficar de pijama ou com a camiseta do marido. A roupa influencia muito e o rendimento pode cair. Precisamos passar um batom até para elevar a auto-estima. Quando se olha no espelho é preciso se sentir bem, isso reflete no trabalho”, ressalta ela, que também é sócia junto com a mãe e a irmã na loja Neuza Leão, no Shopping Estação Goiânia.
 
Um look que combina com várias profissões, segundo Alessandra, pode ser composto por uma saia envelope transpassada. “Tenho peças de tecido leve, mais confortável, que minhas clientes adoram. Ela combina com rasteira ou tamanco, pode ser composta com uma blusa de alça, um colar, brinco e um rabo de cavalo, por exemplo”, exemplifica a lojista que dá ainda algumas dicas básicas para se vestir para o home office. “É preciso ter cuidado com a apresentação corporal, principalmente se fizer videochamadas. Fazer uma maquiagem leve, não usar uma roupa amarrotada, não mostrar alça de sutiã e evitar decote baixo”, complementa.
 
No entanto, Alessandra ressalta a importância de ter coerência. “É preciso saber o que o outro espera de você. Tenho clientes que são prestadoras de serviço, então se ela já fazia uma visita com uma roupa mais despojada, não adianta colocar uma camisa, tem que manter a coerência do estilo. Para clientes novos é a mesma coisa, pois depois terá que encontrá-lo pessoalmente”, afirma. “Indico sempre roupas de tecido plano, pois remetem à seriedade e profissionalismo, além de evitar malhas e muitas estampas. O macacão em tecido leve, como o crepe é uma peça versátil, assim como short de alfaiataria, que não marca a pele como o jeans”, recomenda a empresária.
 
Segundo a lojista, algumas de suas clientes se tornaram digital influencers durante a pandemia e Alessandra revela dicas para elas, mas que valem para todas as áreas. “Nas redes sociais existem muitos filtros, por isso algumas acabam descuidando um pouco da aparência. Porém, é preciso lembrar que o Instagram é uma vitrine, vende a imagem e a roupa dará a confirmação do que está falando, o conjunto será observado para a credibilidade. Por isso, é preciso perceber a sua essência, não dá para fazer uma superprodução ou ficar desleixada, é preciso coerência”, afirma. 

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