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A fita quebra-cabeça

Dia Mundial de Conscientização do Autismo: diagnóstico precoce é fundamental

Por Assessoria de Imprensa
Imagem: Reprodução
2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data dedicada à conscientização da população sobre essa patologia que vem aumentando muito nos últimos anos.
 
A neuropediatra Maria José Martins Maldonado conta que há mais 30 anos, quando fez neuropediatria, era 1 caso a cada 15 mil nascimentos, hoje essa frequência é de 1 para 70 crianças. “Desde 2015 a nomenclatura adotada é o TEA – Transtorno do Espectro Autista e ainda não se sabe ao certo a origem da doença, já há evidências de processos inflamatórios e demais alterações biológicas decorrentes de novos hábitos da humanidade”, explica a médica.
 
O autismo foi descoberto em 1943 pelo psiquiatra Leo Kanner, nos Estados Unidos, quando ele analisou onze crianças que se isolavam de tudo. A ciência caminhou e descobriu que nenhum autista é idêntico. Cada pessoa com autismo é diferente da outra, existem muitos espectros da patologia, mas a dificuldade de compreensão e comunicação com outras pessoas é uma dificuldade comum. Nas terapias as pessoas treinam esse reconhecimento para melhorar sua relação com o mundo. E é dividido em graus: leve, moderado e grave.
 
Existem alguns sinais de alerta para o autismo:
 
* Não responder ao nome aos 12 meses
* Não apontar objetos aos 14 meses
* Não brincar de faz de conta aos 18 meses
* Falta de contato visual e querer ficar sozinho
* Dificuldades para entender os sentimentos dos outros e falar dos próprios
* Repetir palavras e frases muitas vezes
* Dar respostas que nada têm a ver com as perguntas
* Ter interesses obsessivos
* Ficar extremamente abalado por pequenas mudanças
* Agitação excessiva
* Reações inesperadas ao barulho de coisas, cheiros, gostos
 
“O diagnóstico é precoce é fundamental para o tratamento, pois a criança necessita de diversas terapias e quanto mais cedo começar é melhor. Sem contar que algumas delas têm comportamento agitado e necessitam de medicação. A família também precisa de suporte para poder dar o amparo ideal”, enfatiza.
 
A Semana de Conscientização do Autismo é uma importante oportunidade para mostrar à sociedade que esse público pode ter o seu espaço no mercado de trabalho, nas universidades, nas escolas, nos grupos sociais e em outros lugares que pessoas não autistas já conquistaram.
 
Entretanto, sabe-se que ainda existem obstáculos para que muita coisa seja colocada em prática. Não são poucos os casos de preconceito envolvendo cidadãos que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Portanto, para fazer valer o acesso aos serviços, tanto na esfera pública quanto privada e já conquistaram diversos direitos.
 
Em 8 de janeiro de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, também conhecida como Lei Romeo Mion, em homenagem ao filho do apresentador Marcos Mion, Romeo Mion, que possui o transtorno. Essa lei cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), com “vistas a garantir atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social”.
 
Ainda segundo essa lei, os estabelecimentos públicos e privados poderão utilizar o símbolo mundial da conscientização do Transtorno do Espectro Autista, a fita quebra-cabeça, para identificar a prioridade devida às pessoas com TEA.

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