Equipe que participou da produção do curta-metragem usando locações na Reserva Indígena

Curta gravado na Reserva Indígena é liberado no YouTube

Por Rogério Vidmantas
Imagem: Divulgação
Diretor utilizou cenários entre Dourados e Douradina e foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc
 
Apesar da pandemia da covid-19 que paralisou boa parte da agenda cultural nos últimos 12 meses, a produção audiovisual procura meios de se manter ativa, inclusive em Dourados. Nesta terça-feira (16) estreia, através do YouTube, o curta-metragem “Calvário” será mostrado ao público. Gravado na zona rural de Dourados e na Reserva Indígena de Douradina, a produção saiu do projeto graças aos recursos oriundos da Lei Aldir Blanc. A exibição estará disponível à partir das 19h (MS) e pode ser vista abaixo.
 
O curta foi inspirado no conto “El Eclipse”, do autor hondurenho Augusto Monterroso e, basicamente, é sobre como uma cultura de dominação subjuga a outra sem ao menos conhecê-la. Por meio de uma narrativa de época, foi feito a tentativa de reproduzir uma realidade ficcional em que a imagem da instituição religiosa é apresentada sob o conceito de como elas trabalham o discurso de autoridade.
 
Na história, dirigida por Cadu Modesto, Thomas é um agente religioso que perde o senso de realidade ao se tornar incapaz de refletir sobre o seu meio, sempre se colocando superior aos seus catequistas indígenas, se tornando amargo e incapaz de lidar com a comunidade.
 
Para a filmagem, estiveram envolvidas mais de 20 pessoas, entre atores e produção, quase todos residentes em Dourados, entre eles alguns indígenas, na frente e atrás das câmeras. “A ideia de fazer um filme em formato de curta-metragem em meio a pandemia foi muito desafiador. Logo, trabalhamos uma ideia simples, com uma equipe reduzida e poucos dias de filmagem. Filmamos em quatro dias, sendo um em estúdio, outro na Reserva Indígena e os dois últimos no entorno de Dourados”, explica Cadu.
 
Segundo o diretor, as características do curta ajudaram em um trabalho seguro na pandemia. “Como é um filme de época sobre floresta e religiosidade, não houve a necessidade de envolver muitos colaboradores a ponto de comprometer a segurança da equipe durante cada momento das filmagens”, conclui.
 
 

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