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Os observadores da Uniore buscam também analistas não oficiais para avaliar o ambiente das eleições brasileiras.

Observadores internacionais colhem informações sobre eleições brasileiras

Por Rudolfo Lago
Congresso em Foco
Imagem: Hold Assessoria
Um dia depois de formalizarem acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanharem as eleições brasileiras em outubro, os representantes da missão avançada da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) saíram a campo em busca de informações sobre o quadro político brasileiro.
 
Na manhã de ontem, quarta-feira (3), os membros da missão se reuniram na sede da Hold Assessoria Legislativa, em Brasília, para começar a colher suas informações. Segundo o cientista político André César, da Hold, que acompanhou a reunião, os integrantes da missão foram bem técnicos nos seus questionamentos. Mas, mesmo se cercando de cuidados, deixaram clara a sua preocupação com o ambiente político brasileiro e para a possibilidade de conflitos daqui até o pleito de outubro.
 
Uma das questões que foram levantadas pela missão, por exemplo, foi sobre o posicionamento das Forças Armadas. André Cesar disse ao grupo que, na sua avaliação, as Forças Armadas não têm uma visão monolítica sobre o tema, e os questionamentos que vêm sendo feitos ao sistema eletrônico de votação brasileiro por eles não é uma posição fechada da instituição.
 
 
O objetivo da Uniore é entender o processo eleitoral brasileiro. Desta forma, buscam colher o máximo de informações possíveis sobre o pleito eleitoral. Por isso, a realização de um encontro com analistas políticos e advogados que estão fora da estrutura oficial do Estado, como o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF).
 
 
Na conversa, que durou cerca de 1h, os membros da Comissão realizaram uma série de questionamentos, em especial sobre as urnas eletrônicas, o funcionamento e fiscalização da Justiça Eleitoral, o impacto nas eleições da emenda constitucional que autorizou o pagamento de diversos benefícios a determinados setores, como os caminhoneiros, e sobre as manifestações marcadas para o próximo dia 7 de setembro. “Há uma clara preocupação com os rumos do processo eleitoral em curso e as potenciais consequências para o futuro da nação”, avaliou André Cesar.
 
Estiveram presentes o chefe da missão e atual conselheiro-presidente do Instituto Naconal Eleitoral do México, Lorenzo Córdova Vianello; o presidente da Uniore e do Conselho Nacional das Eleições da República Dominicana, Román Jáquez Liranzo; a presidente do Tribunal Superior Eleitoral da Costa Rica, Eugenia María Zamora Chavarría; o vice-presidente da Câmara Nacional Eleitoral da Argentina, Alberto Ricardo Dalla Via; a coordenadora do IIDH/Capel da Costa Rica, Sofia Vincenzi Guilá; a diretora de Partidos Políticos do Conselho Nacional das Eleições da República Dominicana, Lenis Rosangela Garcia Guzman; o coordenador de Assuntos Internacionais do Instituto Nacional Eleitoral do México, Manuel Carrillo Poblano; o advogado nacional do PSOL, André Maimoni. e os analistas da Hold Assessoria, Alvaro Maimoni e André César.

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