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Doação de Órgãos: especialista explica sobre a doação e o transplante

Imagem: Fotos Públicas
Além de ser o mês destinado à prevenção do suicídio, setembro, também, é conhecido pela campanha conscientização da doação de órgãos. E o dia 27 de setembro foi escolhido como a data nacional para divulgar a campanha que tem o objetivo de conscientizar a população sobre o tema e a importância de ser um doador. 
 
A ideia do trabalho de conscientização é o de ajudar diversas pessoas que aguardam na fila de transplante. Segundo pesquisa, no Brasil, cerca de  45 mil pessoas estão esperando por um órgão. "Doar um órgão permite ao receptor ter melhor qualidade de vida e o retorno às suas atividades. Já pela ótica econômica social, a importância da doação de órgãos significa uma redução no número de internações e consequente redução na lotação do sistema de saúde, bem como o retorno às atividades laborais", explica o especialista em Clínica Médica Fábio Pagazzi, do Hospital Adventista Silvestre. 
 
Ainda existe um tabu sobre o tema, muitas pessoas descrevem a doação de órgãos como um assunto polêmico, já que nem todos conhecem o procedimento. O Dr. Fábio Pagazzi esclarece o passo a passo da doação de órgãos. "Ao se declarar a morte cerebral de uma pessoa, aborda-se a família quanto a doação dos órgãos. O consentimento para doação pode ser dado pelo próprio paciente (em vida) ou pela família. Após a autorização para realização da doação avalia-se a viabilidade dos órgãos e então estes serão direcionados às equipes que realizam o transplante, podendo elas aceitarem ou não o órgão, levando em consideração as condições deste e o risco benefício para o receptor", comenta Fábio. 
 
No Brasil, de acordo com a legislação, para ser doador de órgãos, é necessário conversar com sua família e manifestar o seu desejo em doar órgãos. De acordo com o Ministério da Saúde, a doação só pode ser realizada depois que a família autorizar o procedimento. Existem duas situações, uma em que o doador é vivo e outra em que o doador é cadáver (morte cerebral). "Com intuito de evitar a comercialização de órgãos, no Brasil a doação intervivos só é autorizada entre cônjuges ou familiares com parentesco até a 4ª geração. Já no caso do doador cadáver é preciso apenas que a família, após o falecimento, autorize a doação de órgãos. Por isso a importância de todo doador comunicar sua vontade à família", finaliza o especialista em Clínica Médica Fábio Pagazzi. 
 
O Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro, foi confirmado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos como o primeiro colocado no ranking da realização de transplantes de fígado no Brasil. A unidade acaba de completar 900 procedimentos nos últimos 10 anos. O destaque também se dá em relação à América Latina pela realização de transplantes intervivos. A expectativa do Hospital, no Rio de Janeiro, é chegar aos 1000 transplantes até dezembro. 

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