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“Minha candidatura incomoda muito”

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Candidato ao Governo de MS pelo PDT, juiz Odilon visitou o Diário MS na tarde desta quinta-feira. Foto: Diário MS

Em pré-campanha, candidato do PDT diz que “há uma tentativa de desgaste muito grande de quem não tem rabo preso, como eu”

JOÃO CARLOS TORRACA

Cumprindo agenda de visita aos órgãos de imprensa de Dourados, o candidato a governador pelo PDT, Odilon de Oliveira, disse ontem à tarde ao Diário MS que seus anos de trabalho lhe proporcionaram experiência que será útil como gestor. Segundo ele, fundamental é combater a corrupção e contar com pessoas honestas para atender aos anseios da população e que a caminhada tem sido de orientação e conscientização popular. “Nossa pré-campanha tem um cunho um tanto quanto pedagógico também, pois temos que orientar a população”.

O candidato disse que tem ouvido a população e ela pede mudança. “A população está completamente revoltada em relação aos desmandos, à falta de prioridade e, principalmente com a corrupção. A corrupção rouba do salário das pessoas, em torno de 2,23%; isto é, cada brasileiro paga, seja criança ou adulto, aposentado ou ativo, exatamente isto. Se eu tenho dois filhos que são crianças eu vou pagar 5,2% para manter a corrupção e vou pagar para cada filho 2,23%. Então, a corrupção vem desiludindo e até revoltando as pessoas e elas querem exatamente uma mudança. O que a gente tem que fazer é trazer uma mudança radical, ou seja, construir uma nova estrada; a estrada do passado tem a direção do sul e a estrada do futuro tem a direção norte, vamos dar um rumo diferente”, falou.

Odilon conta que tem percebido que há um desgaste muito grande da classe política perante a sociedade. E que “existe também uma tentativa de desgaste muito grande de quem não tem rabo preso, como eu, que tenho um passado limpo. E essa tentativa de desgaste tem autoria identificada exatamente naquelas pessoas que têm o rabo preso”.

“Minha candidatura incomoda demais. Os adversários políticos estavam inertes há três anos e surgiu no cenário politico uma figura nova, e isso assustou, fez com que a população cutucasse a pessoa que está no comando e dissesse que ela deveria se mexer; aí veio aqui o governo do Estado se mexer exatamente no ano das eleições. Então há sim um incômodo muito grande”, avaliou, observando ainda que vem liderança as pesquisas desde dezembro e “isso vem incomodando aquelas pessoas que, indevidamente, querem retornar à politica ou querem se manter na política”.

CONSTRANGIMENTO

Sobre a adesão da classe política à sua campanha, Odilon reconheceu que “não temos, logicamente, a manifestação pública, mas temos a certeza da manifestação revelada através do pulsar dos corações de muitos prefeitos que não podem se revelar. Nós podemos não ter a adesão de grande parte dos prefeitos e grande parte de vereadores, mas uma adesão que nos importa muito é a adesão do povo, e isso nós temos, esse calor humano, a ressonância, você olha no olhar de uma pessoa, seja em Campo Grande, Dourados ou Coronel Sapucaia, em qualquer lugar deste Estado, você encontra naquela pessoa um olhar que diz ‘nós estamos vendo em você um raio de esperança’; então, o público é fundamental”.

De acordo com o juiz, “o que está havendo neste Estado é um constrangimento tremendo, constrangimento sobre servidores públicos; e está havendo também constrangimento sobre empresários que são beneficiários de regime tributário especial; isto é, empresas que têm benefícios fiscais estão sendo ameaçadas de perderem o beneficio se derem um bom dia ou uma boa tarde ao juiz Odilon”.

Odilon também disse que está pronto para governar o Estado. “Evidentemente que a gente não sabe se vamos liquidar no primeiro turno ou não. A tendência recomenda isso, mostra isso”. Sobre equipe para eventual governo, diz que não pensa em pessoas físicas, mas está verificando perfis. “Primeiro tem que ser ficha limpa; segundo, tem que ter comprometimento com os interesses da sociedade, a administração pública. Se não tiver perfil para a mudança e para corresponder ao desejo popular, com certeza essa pessoa não vai”, disse.

Para ele, o aspecto técnico é fundamental. “Quem tem que comandar a secretaria de segurança pública é alguém da segurança pública. O requisito não é político, é técnico; o comprometimento, tem que ter capacitação”, exemplificou. “Nada custa solicitar da área de segurança pública uma lista tríplice ou uma lista com seis nomes. Um desses será nomeado. Penso que isto aí é muito vantajoso, porque está inserindo a participação popular. E assim nós tempos que fazer em todas as secretarias”, revelou.

“Mas não é só segurança. Sempre me interessei muito com saúde pública e educação. É fundamental a educação em todos os setores, na saúde, ensinando a criança a escovar os dentes, lavar as mãos a todo instante. Isso é muito importante. Quando se fala de segurança pública, temos que pensar num pacote, é um conjunto de ações que se interligam e se completam. E este conjunto de ações está exatamente na segurança pública, na saúde e na educação. Aí a gente desenvolve uma segurança pública não periódica, mas permanente, com a conscientização das pessoas”, ressaltou.

Odilon revelou que tem se interessado grandemente pela administração pública. “Eu passei três décadas julgando exatamente questões que envolvem a administração pública. O papel de um juiz federal é este. O papel do juiz federal não é julgar causas particulares, mas julgar causas que dizem respeito, principalmente, a administração federal, que envolve o executivo, todos os órgãos, e casos que envolvem também a própria administração estadual, quando diz respeito, principalmente, ao repasse de recursos ou o mau uso de recursos. Isso nos dá conhecimento muito seguro da administração sobre o aspecto da legalidade”, disse.

Por fim, o pedetista reconheceu o valor dos aliados, PRB e Podemos, que garantem um “tempo suficiente” de rádio e televisão. “Fizemos um projeto de governo bem sintético e vamos traduzir em segundos, ou seja, nós vamos ter muito mais de um minuto de tv, perfeitamente suficiente, mesmo porque nós temos a mídia eletrônica e todos os candidatos vão ter a mídia eletrônica. Ela é muito cativada, muito procurada, lida e examinada”, disse.

Odilon também comemorou a escolha do vice, o bispo evangélico Marcos Vítor, de Dourados. “Preenche todas as lacunas. Vai exatamente ao encontro daquilo que deseja o povo, que é uma efetiva mudança, notadamente com relação à moralidade pública, em relação à ética, e o bispo Marcos Vítor preenche todos esses requisitos, é uma pessoa que tem uma formatação adequada para uma mudança efetiva”. Com relação ao Senado, observou que o senador Pedro Chaves busca a reeleição com serviço prestado. “É uma figura fantástica. Ficha limpa; aliás, nem tem ficha nenhuma. Tem ficha como um trabalhador, como educador, tem ficha como um excelente empresário. Pedro Chaves tem trazido muito dinheiro para Mato Grosso do Sul, tem beneficiado muitos municípios, é uma pessoa que se coloca efetivamente no eixo e nós temos essa felicidade. E temos ainda o Beto, do Podemos, também candidato ao Senado, além de uma lista muito qualificada com relação às eleições proporcionais – deputados federais e estaduais.

Acompanharam o juiz na visita ao Diário MS, além de assessores, a esposa Maria Divina, o vereador Romualdo Ramim (PDT) e a bispa Adriana, representando o marido e candidato a vice, Marcos Vítor (PRB).

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