São Bento 02

Irmã de gerente de lavanderia investigada já foi assessora de Júnior Rodrigues

compartilhe:

Coluna Malagueta – 6/06/2019 – Jornalista Marcos Santos –

Malagueta web banner

CCR fará gambiarra no Trevo do DOF e insegurança ficará ainda maior

A CCR MSVia, empresa que venceu a concorrência para explorar os pedágios ao longo do mais de 880 quilômetros da BR-163 em Mato Grosso do Sul, está preparando mais um golpe contra motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que atravessam a rodovia no perímetro urbano de Dourados, mais precisamente nos pontos conhecidos como Trevo do DOF e Trevo da Bandeira. Ao invés de seguir o que prevê o contrato de concessão, ou seja, construção de viaduto e passarela de pedestres, a CCR anunciou um estudo de intervenção provisória no qual promete realizar alargamento da pista, calçamento e construção de passagem para pedestres com a devida sinalização e mecanismos de redução de velocidade do tráfego. A picaretagem na concessionária não permitiu reconhecer que os tais mecanismos de redução de velocidade do tráfego nada mais são que os famigerados quebra-molas, uma vez que os radares limitando a velocidade em 60 km/hora já existem nas duas pistas de direção. Com a gambiarra da CCR MSVia, os pedestres vão ganhar faixas de travessia, mas precisarão combinar com os motoristas de caminhão e demais veículos em que momento poderão atravessar na faixa. Se não têm condições de honrar o contrato de concessão com a construção de viadutos e passarelas de pedestres, assim como não conseguiu duplicar nem 20% dos 880 quilômetros da BR-163, a CCR MSVia deveria instalar semáforos de quatro tempos no Trevo do DOF e no Trevo da Bandeira. Ainda que semáforo em rodovia seja uma bisonhice, pelo menos salvaria mais vidas que quebra-molas, faixa de pedestre e alargamento de pistas.

Promessa Furada

O diretor institucional da CCR em Mato Grosso do Sul, Claudeir Alves Mata, portador da promessa das gambiarras no Trevo do DOF e no Trevo da Bandeira, é o mesmo que se reuniu com deputados estaduais e com o governador Reinaldo Azambuja para garantir que a concessionária faria obras definitivas, como viadutos e passarelas. Esse sujeito tem paixão pela mentira e passou os últimos anos vendendo uma versão diferente para cada autoridade de Mato Grosso do Sul.

Promessa Descumprida

Há pouco mais de dois meses, por exemplo, o mesmo Claudeir Alves Mata se reuniu com o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) para anunciar que estava elaborando o projeto técnico cobrado pelo parlamentar desde os tempos em que foi vereador para as obras viárias que iriam garantir segurança aos moradores do Jardim Guaicurus, Dioclécio Artuzi, Ildefonso Pedroso, Harrison de Figueiredo, Vival dos Ipês, Esplanada, Dubai, Green Ville, entre tantos outros bairros. Agora, ao invés de projeto técnico, o senhor Claudeir anuncia gambiarras viárias.

Projeto Prometido

Assim como outras autoridades de Mato Grosso do Sul, Marçal Filho acreditou na palavra de Claudeir Alves Mata, tanto que após a reunião com o diretor da CCR MS Via, o deputado se reuniu com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) quando informou a disposição da concessionária em realizar o projeto técnico para as obras. No ato, o governador colocou o Estado como parceiro estratégico na busca pela solução para a falta de segurança no Trevo do DOF, onde douradenses seguem perdendo a vida.

Reação Parlamentar

Ao tomar conhecimento que ao invés de um amplo projeto técnico para solução definitiva dos problemas no perímetro urbano de Dourados a CCR MSVia apresentou uma gambiarra viária, o deputado Marçal Filho ressaltou que acionará os agentes e órgãos públicos como Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) para exigir a realização das obras nos termos do contrato de concessão da BR-163. O deputado também avalia a necessidade de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação da CCR MSVia em Mato Grosso do Sul.

Palco de Tragédias

Os acidentes fatais que se multiplicam no Trevo do DOF se arrastam há anos. Em novembro de 2011, por exemplo, o aposentado Aristides Rodrigues da Silva, de 72 anos, foi atropelado e morto ao tentar atravessar o Trevo do DOF em uma bicicleta. Os acidentes se sucederam nos meses e anos seguintes, sempre com vítimas fatais em razão da velocidade dos veículos e do tráfego de caminhões.  Após CCR MS Via assumir o controle da BR-163, o primeiro acidente ocorreu em 2014, quando o motociclista José da Silva, de 30 anos, colidiu na traseira de um caminhão.

Acidentes Recentes

 Os acidentes mais recentes ocorreram em 28 dezembro de 2018, quando o motociclista Ailton de Azevedo Morais, de 50 anos, colidiu contra um caminhão de lixo. Em 6 de fevereiro 2019 uma nova tragédia, quando o ciclista Antônio Pinheiro da Fonseca, de 57 anos, morreu atropelado. No dia 13 fevereiro 2019 outra morte, quando Valdir Mazzini, de 33 anos, acabou se acidentando na mesma região. No dia 3 de março, o idoso João da Silva Primo, de 80 anos, colidiu a bicicleta em que trafegava contra a lateral de uma carreta e acabou atropelado. Certamente, as gambiarras da CCR MSVia não vão colocar fim às tragédias no local.

Escândalo da Lavanderia

Caiu como uma bomba ontem a informação publicada pela Malagueta que a irmã de John Paulo Bogarin Gomes, proprietário da Global Serv Prestadora de Serviços, empresa que ganhou uma licitação milionária para atuar como lavanderia da Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (Funsaud), é assessora parlamentar no gabinete do vereador Júnior Rodrigues (PR), que responde processo por quebra de decoro parlamentar justamente pela suspeita de tráfico de influência em favor da Global Serv.

Salário Gorducho

A coluna volta a enfatizar que não existe nada de irregular no fato de Patrícia Bogarin Gomes trabalhar no gabinete de Júnior Rodrigues, com salário bruto de R$ 5.078,00, o maior entre todos os assessores parlamentares da Câmara de Dourados, mas que é, no mínimo, estranho essa relação, isso é. Mesmo porque, Rosângela de Oliveira Palhano Gomes, esposa de John Paulo Bogarin Gomes, que realizou doações de campanha em favor do vereador Júnior Rodrigues, também já foi nomeada no gabinete do vereador investigado.

Servidora Fantasma

A Comissão Processante que investiga a quebra de decoro parlamentar de Júnior Rodrigues também poderia convocar para depor a ex-assessora Gisely Caetano Alves, irmã de Thiago Caetano Alves, ex-chefe de gabinete do vereador e que depois virou gerente da Global Serv Prestadora de Serviços. Nomeada em 17 de abril de 2017 no gabinete de Júnior Rodrigues, a moça era praticamente uma estranha de todos, já que não cumpria expediente na Câmara de Dourados. Ela foi exonerada em de 2018, quando deixou de receber um salário de R$ 2.290,37.

Inquérito em Dourados

O promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior, titular da 10ª Promotoria de Justiça de Dourados, mandou instaurar o Inquérito Civil número 06.2018.00002955-7 para investigar falta de infraestrutura básica nos Bairros Campo Belo I e II, como posto de saúde, saneamento básico, escolas públicas, transporte público de qualidade, dentre outros serviços públicos necessários para o exercício da cidadania.

 Leia também…

1- Irmã de dono de lavanderia investigada é assessora de Júnior Rodrigues.

2- Gamp abandona hospital e confirma denúncia feita pela coluna há 1 ano.

Ardidas
  • Para quem ainda duvida que o governo Marquinhos Trad funciona bem somente nas mídias sociais, segue a matéria: o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Promotora de Justiça Filomena Aparecida Depólito Fluminhan, titular da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública, ingressou com Ação Civil Pública com Pedido de Tutela Provisória de Urgência Antecipada em face do Município de Campo Grande devido às irregularidades no Centro de Especialidades Infantil (CEI) como a falta de equipamentos essenciais, médicos especialistas e fila de espera para atendimentos. De acordo com os autos, em 2016, o Ministério Público Estadual instaurou inquéritos civis com a finalidade de identificar e avaliar os problemas que afetam a qualidade do atendimento nas Unidades de Saúde Especializadas Municipais, e neste período foram realizadas duas vistorias técnicas que detectaram demandas reprimidas (fila de espera) existentes e dificuldades de acesso reclamadas por usuários da Rede Pública Municipal para variadas especialidades. Após Recomendação do MPMS, que foi efetivada em outubro de 2017, a demanda reprimida na área de Oftalmologia diminui de 2628 para 98 solicitações. A fila de espera para atendimentos nas áreas de Alergia e Imunologia também reduziu após a Recomendação do Ministério Público Estadual. O Município conseguiu regular o fluxo de modo que atualmente a demanda reprimida é bem pequena, cerca de 65 solicitações.
  • A Promotora de Justiça Filomena Aparecida Depólito Fluminhan ressalta que as demandas reprimidas que continuam altas como de Neurologia, Cirurgia Pediátrica, Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia e Psicologia são objetos desta Ação Civil Pública. “Inúmeras reuniões foram realizadas com a gestão municipal para tentar esse resultado que obtivemos após a Recomendação. O que remanesceu, e o Município não conseguiu melhorar, foi o que nós judicializamos nessa ação”, explicou. Ainda, de acordo com os autos, as vistorias técnicas no Centro de Especialidades Infantis também constataram que o local não dispõe de materiais, equipamentos e profissionais para a realização do atendimento integral que é de sua competência, além de possuir graves problemas estruturais. Em relação às irregularidades estruturais, além de gerar risco aos pacientes pediátricos atendidos no local, verificou-se que houve prejuízo no atendimento desse público infantil nos diversos serviços disponibilizados pelo Centro. A exemplo disso, observou-se a presença de pombos e fezes nos ambientes do CEI; falta de passarela coberta para acesso das crianças às salas de terapia em grupo em dia de chuva. Além das graves irregularidades estruturais e sanitárias no prédio do CEI, foram constatadas falta/insuficiência de materiais e equipamentos necessários ao atendimento médico pediátrico e demais especialidades prestadas às crianças na unidade, tais como falta de lentes e armações para óculos.
  • Diante dos fatos, o Ministério Público Estadual pede que seja julgada procedente a Ação Civil Pública condenando o Município de Campo Grande nas obrigações de fazer: realizar a lotação de mais médicos especialistas e de demais profissionais da equipe multiprofissional no CEI (principalmente para as áreas de maior demanda, tais como Neurologia, Cirurgia Pediátrica, Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia e Psicologia, e outras que se mostrarem necessárias no curso da ação), mantendo o quadro em quantitativo suficiente para garantir o atendimento especializado, eliminar a demanda reprimida e consequentemente diminuir o tempo de espera pelo atendimento especializado; aumentar a oferta de vagas e eliminar a demanda reprimida para as especialidades de maior procura no Centro: Neurologia Pediátrica, Cirurgia Pediátrica, Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia Pediátrica e Psicologia; equipar o CEI com todos os equipamentos/aparelhos/materiais necessários para todos os atendimentos de sua competência, em quantitativo proporcional a sua demanda, tais como os de Oftalmologia, de Acupuntura, brinquedos pedagógicos, entre outros; e realizar as adequações necessárias para que sejam disponibilizados consultórios em quantidades suficientes para alocar todas as especialidades e equipe multiprofissional, haja vista a insuficiência de salas e necessidade de revezamento apontados no Relatório de Vistoria Técnica nº 07/2019 do MPMS.
  • O ministro Ricardo Salles foi vaiado no Senado, na manhã desta quinta-feira (6), ao participar de sessão especial em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, celebrado ontem, 5 de junho. Além das vaias, foi chamado de “fujão”, ao sair do plenário da Casa antes do término do evento. “A democracia é assim. Cada um reage da maneira que quiser”, afirmou ao deixar o local cercado de assessores, sem mais nenhum comentário sobre as cobranças que ouviu antes de seu pronunciamento. Segundo Salles, a visão do governo “é muito mais de colaborar”. “Meu papel enquanto Executivo precisa sempre ser de colocar a boa gestão com o que temos de recursos humanos e, sobretudo, financeiros”. “Tenho a missão de defender o que fazemos no Ministério, e fazemos porque temos a convicção de que são medidas necessárias. Não há pessoas minimamente razoáveis que possam negar a importância do meio ambiente. A forma de fazer isso é que parece que traz caminhos distintos, que também contempla diferença entre fatos e versões”.  Salles afirmou que o governo não nega a existência de mudanças climáticas e, por isso, “permaneceu no acordo de Paris”. “A forma de encaminhar isso é que muitas vezes é diferente”. Falou ainda das unidades de conservação e destacou que não há intenção de extinguí-las. “Muitas foram criadas sem preocupação de regularização de dirimir conflitos e a principal consequência é a permanência de ameaças à questão ambiental”. Com relação ao fim de órgãos, o ministro culpou sucateamentos recebidos de gestões anteriores. Neste momento foi vaiado pela primeira vez. Em referência à deputada Joênia Wapichana (Rede-RR), que falou antes dele, Ricardo Salles, disse concordar com a importância dos povos indígenas na conservação das florestas. “Reconhecemos que há uma falta de regularização jurídica e alternativas e econômicas a essas terras e fazem com que esse conflito permanente vá se perpetuando e precisamos ataca a causa das pressões já existentes”.
Jeep

WHATSAPP DIÁRIO

Logo whatsapp Diario MS