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Federação pede falência por escândalo sexual

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Entidade enfrenta 100 processos de mais de 350 vítimas de abuso e alega que entrou com pedido para acelerar o pagamento das indenizações

A Federação de Ginástica dos Estados Unidos entrou com um pedido de falência nesta quarta-feira (5) em meio ao escândalo envolvendo Larry Nassar, ex-médico da seleção nacional acusado de abusar sexualmente de dezenas de atletas.

A entidade enfrenta 100 processos de mais de 350 vítimas de assédio do ex-médico e decidiu pedir falência para acelerar o pagamento das indenizações às atletas.

“Devemos às vítimas a resolução das reivindicações baseadas em atos horríveis do passado e, através deste processo, tratamos de acelerar essa resolução”, afirmou a presidente da Federação de Ginástica dos EUA, Kathryn Carson, à imprensa local.

Com esse objetivo, a entidade decidiu solicitar a proteção do capítulo 11 do Código de Falências dos EUA em um tribunal de Indianápolis. A ação permite que instituições com problemas financeiros criem um plano de reestruturação para pagar credores.

O pedido pode, porém, dificultar os esforços das vítimas para receber as indenizações por meio dos processos contra a organização. Com o pedido, qualquer tipo de litígio deve ser suspenso até a decisão final do tribunal de falências.

Em dois julgamentios, Nassar já foi condenado a até 300 anos de prisão por assédio sexual de mais de 350 adolescentes e mulheres, entre elas as medalhistas olímpicas Simone Biles, Aly Raisman, Gabby Douglas e McKayla Maroney. Em junho, ele também foi acusado no Texas por ter abusado de seis ex-pacientes num local que foi utilizado pela seleção americana de ginástica na cidade de Huntsville.

Vítimas do médico Nassar choram durante audiência  24/1/2018   REUTERS/Brendan McDermid
Vítimas do médico Nassar choram durante audiência 24/1/2018 REUTERS/Brendan McDermid. Foto: Reuters

O escândalo causou a renúncia de todos os diretores da Federação de Ginástica dos Estados Unidos e de funcionários do alto escalão da Universidade Estadual de Michigan, onde Nassar trabalhou. Em maio, a faculdade fechou um acordo para pagar 500 milhões de dólares em indenizações a 332 vítimas do ex-médico.

Muitas das ginastas que foram abusados por Nassar acusaram a federação de falhar ao não investigar suspeitas e reclamações sobre sua má conduta.

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