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Ex-servidor da Câmara de Dourados faz delação premiada e já está solto

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Malagueta – 17/12/2018

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Renato Vidigal deixa Saúde e equipe técnica pede demissão junto com o secretário

O médico Renato Vidigal se reuniu com a prefeita Délia Razuk (PR) na manhã de hoje para anunciar que está fora da Secretaria Municipal de Saúde. Depois de entregar o cargo ele se reuniu com os servidores da Pasta para anunciar a decisão e recebeu a solidariedade de toda equipe técnica que também deixará as quatro diretorias estratégicas da Secretaria de Saúde de Dourados. Em contato com a Malagueta, Vidigal afirmou que deixa o cargo que ocupa desde o início do governo Délia Razuk em razão de problemas de gestão na Pasta da Saúde. “Estamos vivendo um momento muito delicado financeiramente e isso acaba interferindo na política de valorização dos profissionais que tanto se dedicam para fazer a saúde pública funcionar em Dourados”, enfatizou. “Outra coisa é que conversas desencontradas, fofocas e boatos acabam desestabilizando nossa gestão, fatores que me levaram a procurar a prefeita e colocar meu cargo à disposição”, explicou Renato Vidigal. Em relação ao futuro, ele adiantou que é médico concursado do município de Dourados e que voltará a trabalhar na Rede Pública de Saúde tão logo retorne do período de férias vencidas. “Vou continuar trabalhando pela saúde pública da nossa cidade, bem como seguir com os projetos sociais que tenho no município, mas minha missão como secretário municipal de saúde está cumprida”, completou.

Reforma Administrativa

A saída de Renato Vidigal confirma informação postada pela coluna em 28 de novembro sobre uma profunda reforma administrativa que a prefeita Délia Razuk vai fazer com vistas à segunda metade do governo, com troca de secretários municipais, novos chefes de autarquias e novos assessores especiais DGA1. Délia quer promover um choque de gestão, ampliando as ações positivas da Prefeitura de Dourados e solucionando rapidamente os pontos negativos do governo municipal.

Executivo x Legislativo

A prefeita Délia Razuk também vai aproveitar o espírito estadista do vereador Alan Guedes (DEM), que assume a presidência da Câmara de Vereadores em 1 de janeiro de 2019, para construir projetos que prometem mudar o governo num curto prazo. O próprio Alan Guedes já se prontificou a reunir a Mesa Diretora com a prefeita Délia para discutir os enfrentamentos que serão necessários para garantir melhorias nos serviços públicos.

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Profundas Mudanças

A coluna apurou que as Pastas mais importantes e emblemáticas sofrerão mudanças de comando, ao mesmo tempo em que os responsáveis por serviços estratégicos deverão dar uma resposta mais rápida às demandas da população, com destaque para as áreas de saúde, assistência social, educação, obras, infraestrutura, indústria e comércio. Uma minuta de projeto de Reforma Administrativa, com fusões de secretarias e extinção de cargos, já está pronta e será levada à Câmara Municipal nos próximos dias para votação em sessão extraordinária.

Secretários Novos

Dos nomes que tomaram posse junto com a prefeita, dois ou três seguirão nos cargos. Além de Renato Vidigal, devem ser demitidos Landmark Ferreira Rios, da Assistência Social; Tahan Sales Mustafá, da Infraestrutura e Desenvolvimento; Joaquim Soares, dos Serviços Urbanos; Upiran Jorge Gonçalves, da Educação. Hoje pela manhã, a prefeita já mandou o aviso para aqueles que devem colocar os cargos à disposição. Agora é esperar para ver!

Delator Liberado

O ex-servidor Alexandro Oliveira de Souza, que por anos assessorou o vereador Idenor Machado (PSDB) e que foi preso por ordem do juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados, durante a Operação Cifra Negra, que desvendou um esquema de corrução na Câmara de Dourados, já está livre, leve e solto. A coluna apurou que a liberdade recorde de Alexandro Oliveira de Souza tem nome e sobrenome: delação premiada.

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Delator Escoltado

Alexandro Oliveira de Souza foi posto em liberdade na tarde de sexta-feira, por volta das 16h30. Detalhe é que o Alvará de Soltura foi levado à Penitenciária Estadual de Dourados (PED) por promotores de Justiça que negociaram com ele o acordo de delação premiada. Em troca da liberdade, o ex-homem-forte de Idenor Machado teria repassado detalhes, valores e nomes de todos os envolvidos em esquemas de corrupção na Câmara de Dourados na última década.

Bancada do Presídio

Com a delação premiada de Alexandro Oliveira de Souza homologada pelo Poder Judiciário, o Ministério Público Estadual agora concentra os esforços na análise dos documentos apreendidos durante a Operação Cifra Negra para confirmar as informações privilegiadas repassadas pelo delator e, com isso, sustentar novos pedidos de prisão. A coluna apurou que pelo menos 5 parlamentares correm o risco de passar os festejos natalinos e de ano novo na Penitenciária Estadual de Dourados.

Demais Presidiários

Se Alexandro Oliveira de Souza já está em casa, os demais presos na Operação Cifra Negra continuam atrás das grades. Os vereadores Pedro Pepa (DEM), Cirilo Ramão (MDB) e Idenor Machado (PSDB), além do suplente de vereador Dirceu Longhi (PT), sonham com um possível Habeas Corpus na tarde de hoje, quando os desembargadores do 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça vão julgar o mérito dos pedidos. Todas as liminares foram negadas.

Empresários Presos

Além dos agentes políticos e um ex-servidor da Câmara de Vereadores, também seguem presos os empresários Denis da Maia, Karina Alves de Almeida, Franciele Aparecida Vasun e Jailson Coutinho, donos das empresas Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum, todas envolvidas com as fraudes nas licitações do setor de Tecnologia da Informação (TI) na Câmara de Dourados.

Empresários Enjaulados

A coluna apurou que Denis da Maia e Jailson Coutinho, que negociavam acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual, desistiram de colaborar com as investigações e já foram colocados no Raio-1 da PED, onde estão criminosos de elevada periculosidade. Os empresários mantinham contratos com mais de 30 Câmaras de Vereadores do interior de Mato Grosso do Sul e os esquemas de corrupção envolveram mais de 100 vereadores e ex-vereadores, sobretudo presidentes de Câmaras e os que tinham cargo de 1º Secretário. Vai faltar cadeia para essa gente toda.

Base Desgastada

A prefeita Délia Razuk não teria ficado nem um pouco satisfeita com o comportamento da base de sustentação do Executivo na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Dourados. Além de não entender o esforço descomunal da base para tentar chegar ao comando do Legislativo Municipal, a prefeita tem reclamado que a mobilização do Bando do Pepa acabou colocando o Executivo no meio de uma disputa que não lhe pertencia. Aos mais próximos, Délia não tem cansado de garantir que eleição de Câmara nunca foi pauta do governo dela.

 

Leia também…

1- Com afastamento de vereadores presos dos cargos, acaba o Bando do Pepa na Câmara de Dourados

2- Preso hoje, Rosenildo era o elo da Máfia do Pregão com empresas

 

Ardidas

 

  • O Ministério Público do Rio de Janeiro vai investigar a situação de cada um dos 20 deputados estaduais cujos assessores fizeram movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os casos dos funcionários do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e do deputado federal eleito Paulo Ramos (PDT), porém, serão encaminhados à Procuradoria Geral da República porque os dois parlamentares terão foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal a partir de fevereiro. Devem ser apuradas as transações financeiras de, pelo menos, 75 assessores que movimentaram R$ 207 milhões entre 2016 e 2017. Nesse período, cerca de R$ 1,2 milhão passaram pela conta bancária do ex-subtenente da Polícia Militar Fabrício Queiroz, que trabalhava para Flávio. Nesse montante, estão R$ 24 mil que foram depositados na conta de Michelle Bolsonaro, esposa do presidente eleito Jair Bolsonaro. As contas rastreadas pelo Coaf pertencem a servidores ou ex-servidores de gabinetes de deputados estaduais de 14 partidos diferentes, segundo O Globo: Avante, DEM, MDB, PDT, PHS, PRB, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSL, Psol, PT e SD). Para os procuradores, é preciso individualizar as investigações porque alguns casos podem ser justificados, já que há funcionários que têm negócios fora da Alerj. O problema é que algumas pessoas com operações consideradas atípicas pelo Coaf movimentaram valores superiores às rendas declaradas com empresas e outras pessoas físicas.

  • O Ministério Público do Estado do Rio estuda fazer o mesmo levantamento em todas as câmaras municipais. Um dos possíveis crimes que as movimentações podem indicar é a cobrança de parte dos salários de servidores por parlamentares. A ideia dos procuradores é abrir um procedimento investigatório criminal (PIC) ou uma “notícia de fato” para cada caso, individualmente, informa O Globo. Os investigadores terão prazo inicial de 30 dias, prorrogáveis por mais 60, se a promotoria julgar necessário. Depois da apuração preliminar, constatadas irregularidades, será instaurado um inquérito, que pode resultar em ação penal e ação cível, de improbidade. Além da mulher e de duas filhas, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro indicou a enteada, Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, e o ex-marido da atual mulher, Márcio da Silva Gerbatim, para trabalhar no gabinete do deputado estadual. Flávio diz que não tem qualquer responsabilidade sobre as movimentações financeiras do ex-assessor. Queiroz ainda não se manifestou sobre o assunto. O presidente eleito, que é amigo do ex-subtenente, diz que o dinheiro depositado em uma conta de Michelle Bolsonaro se refere a uma parcela dos R$ 40 mil de um empréstimo cedido por ele a Queiroz. A investigação faz parte da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio que prendeu dez deputados estaduais no início de dezembro.

  • Há quase um ano e meio a Câmara segura uma proposta de emenda à Constituição que torna imprescritível o crime de estupro. Isso significa que o crime poderá ser punido mesmo muitos anos depois de cometido. Na prática, se estivesse em vigor, a norma poderia alcançar até os mais antigos casos atribuídos ao médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, preso domingo (16) em Goiás, acusado de estupro e posse sexual mediante fraude. O texto foi aprovado por unanimidade em 9 de agosto de 2017 pelo Senado, onde recebeu 61 votos favoráveis. Enviado à Câmara no dia 17 daquele mês, segue engavetado na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). A líder do MDB no Senado, Simone Tebet, que relatou a PEC ano passado, cobra providências dos deputados. “Muitos casos denunciados contra o João de Deus e contra outros, se comprovados, estão prescritos. Cruel, injusto. O Senado já fez sua parte. A Câmara precisa votar em fevereiro, após o fim da intervenção federal no Rio de Janeiro e em Roraima”, diz a senadora. Por se tratar de uma mudança constitucional, a proposta só pode ser apreciada em plenário após o fim das duas intervenções – a primeira foi iniciada em novembro e a segunda na semana passada. Mesmo com as intervenções, outras PECs avançaram semana passada em comissões, como a da reforma tributária e a que estabelece o fim do foro privilegiado. A proposta (PEC 353/17), de autoria do senador Jorge Viana (PT-AC), modifica a Constituição para tratar o estupro, juntamente com o racismo, como crime “inafiançável e imprescritível”. Atualmente, o tempo de prescrição varia de acordo com o tempo da pena, que é diferente em cada caso. Esse tempo de prescrição pode se estender até 20 anos. Para estupro de vulnerável, a contagem só começa após a vítima fazer 18 anos.

  • O Ministério das Relações Exteriores informou, na manhã desta segunda-feira (17), que a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) fez um pedido específico para não convidar representantes de Cuba e Venezuela para a posse, no dia 1º de janeiro, depois que eles já haviam sido chamados. Inicialmente, segundo o Itamaraty, Bolsonaro fez “a recomendação de que todos os chefes de Estado e de Governo dos países com os quais mantemos relações diplomáticas deveriam ser convidado”. Ou seja, os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro, chegaram a receber convites. O futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, afirmou no último domingo que Maduro não foi chamado “em respeito ao povo venezuelano”, porque “não há lugar” para Maduro em uma celebração democrática. No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, respondeu também no Twitter que o governo venezuelano foi sim convidado, mas que já havia declinado. Pelo documento mostrado por Arreaza, datado do dia 12 (última quarta), a Venezuela afirma que “não assistiria jamais à posse de um presidente que é a expressão da intolerância, do fascismo e da entrega a interesses contrário à integração latino-americana e caribenha”. Ainda no domingo, o próprio Bolsonaro comentou o assunto no Twitter, escrevendo que “regimes que violam as liberdades de seus povos e atuam abertamente contra o futuro governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições, não estarão na posse presidencial em 2019”.

3 Comentários

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  • RENATO VIDIGAL pagando de honestinho, com o bando do vidiga, agora que acabou a mamata, vão se lascar, tem que abrir uma investigação, muitos dos parças do RENATO, estão ricos com os esqueminhas na saúde, galerinha trocando de carro, reformando casas, estudando medicina no Paraguai, ganhando sem trabalhar, com a ajuda do chefinho, e agora ele vem com essa desculpinha que sai por causa de problemas, ELE é o maior problema da saúde, deixou um caos, tamanha sua INCAPACIDADE e MEGA INCOMPETÊNCIA, agora se esconde nessa máscara de coitadinho, tem que abrir uma investigação, ele só conseguiu ser chamado pra assumir o concurso porque manipulou as quantidades de vagas pra chegar até ele, fica esperto DOTÔ kkk

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