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Em Conferência, Elias Ishy faz defesa do SUS e cobra financiamento para a saúde

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O presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Dourados, vereador Elias Ishy, participou ativamente da 8ª Conferência Municipal e falou sobre os desafios e as tarefas de gerenciar um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, o SUS, que atende mais de 200 milhões de brasileiros, 80% dependentes exclusivamente para qualquer atendimento médico.

O evento apresentou o tema “Democracia e Saúde” e serviu para avaliar, planejar e fixar ações e diretrizes que melhorem a qualidade dos serviços ofertados. Ishy fez críticas à política de cortes de financiamento do Governo Federal e cobrou mais investimentos do Estado. “A administração estadual precisa de critérios mais técnicos para destinar os recursos da saúde no município. Dourados está sendo penalizado”, afirma.

Em 30 anos foram muitos avanços no setor, segundo ele, como a redução da mortalidade infantil em 70%, o calendário de vacinas e o envelhecimento com mais qualidade. “O financiamento e a gestão é que ainda são dificultosos”, lembra o vereador. Ishy explica que a situação tende a piorar com os ataques realizados pelo novo governo, além de medidas anteriores como a Emenda Constitucional 95, que limita por 20 anos os gastos públicos.

Pela legislação, deve-se investir o percentual mínimo na saúde. São 12% do total do orçamento para os Estados e 15% para os municípios, limitando pela inflação do ano anterior. “Valores que cobrem apenas despesas básicas de manutenção. Como percebemos isso? Quando o usuário, por exemplo, tem dificuldade para marcar desde consultas a cirurgias, na falta de médicos ou medicamentos”, relata.

Para superar os problemas, é necessário ampliar os investimentos e melhorar a administração dos recursos, de acordo com o parlamentar. Ele resgata ainda a defesa da manutenção da vinculação dos recursos e da política indígena, entendendo que a proposta de municipalização é um retrocesso, enfatizando que Dourados também é obrigado a atender usuários de outras 30 cidades.

Ishy lembra que os municípios já têm dificuldades com subfinanciamentos, com repasses desatualizados, como os feitos por pessoa (per capta) e as demandas são cada vez maiores com a mudança no perfil socioeconômico e epidemiológico da população. “Não podemos esquecer que a procura pela rede pública aumentou devido a outras situações, como os acidentes de trânsito, a violência e o desemprego”. Com isso, quase três milhões de pessoas abandonaram os planos privados.

Como representante popular, Ishy afirma que participar de eventos como esse se torna fundamental para ampliar o debate, mobilizar os trabalhadores e trabalhadoras para resistir aos retrocessos e desmonte da saúde pública por parte do Governo Federal. Além disso, que é necessário formular políticas públicas para a superação do que ele chama de “gargalos”. “Precisamos fortalecer a defesa do SUS, melhorar a gestão e consolidar o controle social”, finaliza.

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