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Dólar e seca refletem no trigo e preço do pão vai subir em MS

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A alta do dólar registrada nas últimas semanas e a seca na Argentina vão impactar no preço do pão francês comercializado em Mato Grosso do Sul, de acordo com levantamento do Sindepan/MS (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mato Grosso do Sul) entre as principais padarias do Estado.

Entretanto, essa alta só deve começar a ser repassada ao produto a partir de julho devido ao bom estoque de trigo por parte dos moinhos que fornecem a farinha para as empresas do Estado.

O reajuste do tradicional pãozinho será de até 10%, saindo dos atuais R$ 12,50 cobrados pelo quilo, em média, para R$ 13,75, conforme cálculo feito pelo presidente do Sindepan/MS, Marcelo Novaes. Ele ressalta que essa majoração dos preços do pão francês preocupa o segmento, pois, esse reajuste com certeza irá impactar na competitividade das panificadoras de Mato Grosso do Sul.

“Com a crise, já estamos trabalhando com um preço elevado e muitas empresas tiveram de fechar as portas, principalmente porque os preços estão em descompasso com a situação econômica que estamos vivendo e isso faz com que os clientes procurem valores mais baixos”, declarou Marcelo Novaes, completando que o Sindicato já está buscando soluções para garantir a competitividade do segmento.

Ele ainda explica que a Argentina, principal fornecedora de trigo para o Brasil, está sem disponibilidade para atender a total demanda dos moinhos brasileiros e isso começa a impactar no mercado interno a partir de julho. “A Argentina passa pela pior seca dos últimos 40 anos e isso acabou influenciando nos preços do trigo”, argumentou, acrescentando que a alta do dólar também interfere nos custos de produção e, consequentemente, nos valores repassados aos consumidores.

“A elevada cotação da moeda americana, que vem ocorrendo ultimamente, com alta acumulada de 10,97%, é mais um fator que irá concorrer para o aumento do preço final do pão francês”, completou o presidente do Sindepan/MS, reforçando também que outros insumos como óleo, açúcar, fermento e embalagens também ficaram mais caros e as indústrias da panificação, principalmente aquelas que trabalham com a parte de confeitaria, terão de repassar esse reajuste aos consumidores finais.

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