“Direitos LGBT+” é tema de Audiência Pública na Câmara

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Em 2018, o Grupo Gay da Bahia (GGB), organização não governamental voltada para a defesa dos direitos dos homossexuais, contabilizou 420 mortes produzidas pela homolesbotransfobia em operação no Brasil. As regiões Centro-Oeste e Nordeste foram apontadas as mais violentas: uma média de 2,80 LGBT+ mortos por milhão de habitantes, 17,4% dessas mortes correspondem ao Mato Grosso do Sul. Este fato coloca o Estado na oitava posição do índice de assassinatos de LGBT+ no Brasil.

Tendo em vista este cenário, uma Audiência Pública de proposição do vereador Elias Ishy (PT) será realizada no dia 17 deste mês, às 18h30, na Câmara Municipal, com o objetivo de refletir sobre os direitos da população LGBT+ que habita no município. As estatísticas, segundo a organização, devem ser lidas como índices de uma experiência que se repete em diferentes espaços, instituições e saberes, inclusive, nesta cidade.

Serão palestrantes as professoras doutoras, Simone Becker (Núcleo de Estudos de Diversidade de Gênero e Sexual da UFGD – NEDGS/UFGD) e Claudia Cristina Ferreira Carvalho (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro – NEAB/UFGD), além da ativista Cláudia Rosa de Assunpção (Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Dourados – AGLTD).

O relatório de Mortes Violentas da População LGBT no Brasil mostra que desde 2001 houve aumento significativo no número de mortes causadas pela discriminação. Naquele ano, foram registrados 130 óbitos. Em 2008, foram 187. Já em 2017, foram 445 mortes. Um recorde desde o início da contagem há 39 anos.

Segundo os dados, a cada 20 horas um LGBT é morto ou comete suicídio no país. A maioria das mortes é de pessoas entre 18 a 25 anos, tornando como recordista no ranking de países que mais mata LGBTs no mundo. O relatório citou ainda que, segundo dados internacionais, são mortos mais LGBTs aqui do que em lugares onde existe pena de morte para homossexuais, como na África e Oriente Médio.

A audiência conta com o apoio da AGLTD; NEDGS/UFGD; NEABI/UFGD; Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas – NEABI/IFMS; Coletivo da Parada LGBT+ Dourados; Coletivo de Empoderamento Feminino; Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça Etnia -CEPEGRE/UEMS; Diretório Central de Estudantes -DCE/UFGD; Conselho Municipal da Juventude-CMJ;  Conselho de Cultura e Colegiado do Audiovisual; Aliança Nacional LGBTI; Juventude LGBT.

O calendário oficial mostra os eventos até Parada LGBT+ de Dourados, resultado do esforço de uma coletividade de pessoas que desejam uma cidade mais justa em todos os sentidos, especialmente no que se refere ao acesso aos Direitos Humanos da comunidade.

Jeep

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