São Bento 03

Deputado-bicheiro entra em rota de colisão com Rabo de Cavalo e leva a pior

Coluna Malagueta – 9/07/2019 – Jornalista Marcos Santos –

Deputado-bicheiro entra em rota de colisão com Rabo de Cavalo e leva a pior

Não convide para a mesma mesa o deputado-bicheiro Jamilson Name (PDT) e o deputado federal Dagoberto Rabo de Cavalo Nogueira, presidente da Executiva Regional do PDT em Mato Grosso do Sul. Depois que o parlamentar do gato preto andou espalhando que deixaria o partido por culpa da ingerência e da voracidade com que Dagoberto avançava sobre os recursos do Fundo Partidário, o próprio presidente da Executiva Estadual procurou Jamil Name, pai de Jamilson, e informou que o filho poderia sair do PDT sem qualquer risco de sofrer um processo de perda do mandato por infidelidade partidária. Como adora posar de vítima, o deputado do zoológico correu para espalhar aos quatro cantos que Dagoberto Rabo de Cavalo queria expulsá-lo do PDT e, mais que rápido, sem gaguejar, o presidente da Executiva Estadual gravou um vídeo no qual descasca o gato preto, chama Jamilson Name de mentiroso e coloca em xeque a palavra que o parlamentar empenha nos seus acordos políticos. O episódio apenas confirmou o que a Malagueta postou no começo do mês, informando que Jamilson Name, que quase 1000 votos de Dourados , além de não demonstrar qualquer compromisso com o município neste início de mandato, também abandonou os companheiros que abriram para ele o colégio eleitoral na terra de Marcelino Pires, tanto que na primeira passagem por Dourados após a posse, o deputado-bicheiro se fez acompanhar por um ex-prefeito de cidade vizinha como assessor e não se deu ao trabalho nem mesmo de tomar um café com aqueles que estiveram ao lado dele na campanha eleitoral. Os antigos aliados de Dourados acabaram abandonados da mesma forma que abandonou os pedetistas de Campo Grande, motivo da bronca pública de Dagoberto Nogueira.

Amigo da Onça

A coluna apurou que Jamilson Name agora posa de amiguinho do deputado estadual Zé Teixeira (DEM), um dos nomes mais respeitados da Assembleia Legislativa e da política de Mato Grosso do Sul, mas que na campanha eleitoral tentou apunhalar o “amigo” pelas costas. Sem o menor pudor, Jamilson Name teria se aproveitado de uma operação mal conduzida da Justiça para tentar tirar votos de Zé Teixeira em Dourados e região.

Onça do Amigo

Coordenador da campanha de Jamilson Name em Dourados confessou à Malagueta que no mesmo dia em que ocorreu a prisão de Zé Teixeira, naquele fatídico episódio da JBS, em plena campanha eleitoral, o pedetista chegou em Dourados com uma mala de dinheiro para contratar as lideranças que estavam na campanha do deputado Democrata no município e nas cidades vizinhas. Como não encontrou ninguém disposto a trair Seo Zé, o bicheiro levou o dinheiro de volta para Campo Grande.

Intercâmbio Político

Com projeto para se candidatar a deputado federal em 2022, Jamilson Name está recebendo apoio do Parque dos Poderes para ampliar sua base eleitoral na Grande Dourados. A primeira aquisição foi o ex-prefeito de Fátima do Sul, Junior Vasconcelos (PSDB), que é contratado pelo governo do Estado, mas está cedido ao gabinete do pedetista. Essa relação mostra ao lado de quem Jamilson esteve na campanha eleitoral, mesmo com o PDT bancando a candidatura do juiz-aposentado Odilon Didi Mocó de Oliveira. Vai vendo!

Obras do Governo

Alguém precisa informar ao secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, que as conquistas e ações do governo devem ser atribuídas ao governador Reinaldo Azambuja ou, quando muito, ao próprio Estado. Os veículos de comunicação receberam release hoje com o seguinte título: “Geraldo entrega equipamentos para Hospital da Vida em Dourados e veículos em Fátima do Sul”, mas, no fundo, são ações do governo do Estado e não do secretário.

Ações do Governo

O lead do release não deixa dúvidas: “O secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende cumprirá agenda nesta terça-feira (09.07) em dois municípios do interior, onde fará a entrega de equipamentos e veículos da saúde. Em Dourados, às 14h00, vai assinar um termo administrativo com a Funsaud para a cessão de equipamentos para o Hospital da Vida, no valor de R$ 307.933,00. Em Fátima do Sul, às 15h30, o secretário fará a entrega de dois veículos: uma van para transporte de pacientes da saúde e uma caminhonete Misubishi L-200 para ações da Vigilância Sanitária”.

Estratégia Repetida

Nunca é demais lembrar que durante o período em que foi secretário de Estado de Saúde no governo de Zeca do PT (1998/2002) o então deputado estadual usou a mesma estratégia para vender como se dele fossem as obras e ações do governo do Estado. Deu tão certo que em 2002 Geraldo Resende acabou eleito deputado federal e se consolidou como um dos parlamentares que mais garantiram emendas para os municípios de Mato Grosso do Sul. Vai vendo!

Licitação da Comunicação

Três agências de publicidade estão na disputa do contrato de R$ 3 milhões da Prefeitura de Dourados para a área de Comunicação. Em tese, a disputa será entre a 2 Mil Publicidade, agência de Dourados e vencedora da licitação anterior que acabou barrada pelo Ministério Público por maracutaias no processo; Arte & Traço e Compet, ambas de Campo Grande. Mas não precisa nem fazer parte da Subcomissão Técnica para antecipar que a vencedora será a Compet, conforme a Malagueta anunciou na semana passada.

Licitantes Vigiadas

Os envelopes das licitantes foram entregues na manhã de ontem no Departamento de Licitações da Prefeitura de Dourados sob o olhar atento do Ministério Público Estadual, que vem acompanhando de perto todo processo licitatório. A Malagueta reafirma que são tantos os erros e direcionamentos no Edital número 002/2019, Processo Licitatório 85/2019, que fica a sensação que alguém está levando vantagem em insistir no certame, a começar pela exigência absurda de depósito no valor de 5% do contrato, ou seja, R$ 150 mil, para a vencedora assinar a habilitação.

Alerta da Malagueta

Sobre essa exigência de garantia, a coluna postou na semana passada: “Nas padarias de Dourados a tese mais forte é que essa exigência seria para atender uma agência de publicidade de Campo Grande que tem ligações familiares com um importante deputado estadual”. Agora basta ficar atento ao resultado da licitação para saber se a agência ungida pelo parlamentar vai ou não levar o contrato de R$ 3 milhões. Detalhe: a Malagueta postou essa nota antes mesmo da sessão de entrega dos envelopes, ou seja, sem saber oficialmente quais seriam as licitantes.

Julgadores Direcionados

Basta ler com atenção a Ata da Sessão de Sorteio dos membros da Subcomissão Técnica do edital número 002/2019, Processo Licitatório 85/2019, para perceber que, mais uma vez, houve direcionamento na escolha dos integrantes para que dois dos três titulares tivessem vínculo com o poder público municipal, ou seja, para que a Prefeitura de Dourados pudesse, se quisesse, favorecer essa ou aquela agência que vai abocanhar o contrato de R$ 3 milhões!

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Leia também…

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2- Julgamento de Júnior Lavanderia ficará para depois do recesso.

Ardidas

  • De acordo com anúncio feito pelo porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, em entrevista a jornalistas, dois ministros já foram exonerados dos cargos para voltar a exercer seus mandatos como deputados federais e, assim, participar da votação da reforma da previdência na Câmara. O primeiro turno da votação da proposta de emenda à Constituição com as novas regras previdenciárias está previsto para começar na noite desta terça-feira (09). O Diário Oficial da União de hoje trouxe a dispensa do cargo de Onyx Lorenzoni, ministro chefe da Casa Civil, e de Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo. “Os ministros que têm mandato já estão liberados para participarem da votação. O senhor presidente entende que a presença deles em plenário há de reforçar a presença do governo em plenário, no sentido que a Nova Previdência é essencial para o futuro do nosso país”, disse o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros. Ele também confirmou que saída temporária da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Havia a expectativa que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, também seria exonerado, conforme mencionado pelo Palácio do Planalto, mas a assessoria de imprensa do ministério confirmou que ele permanece no cargo. O retorno temporário de ministros com mandato para participar de votações importantes tem sido uma prática adotada por todos os governos. Em agosto de 2017, por exemplo, o então presidente Michel Temer exonerou dez ministros para votarem contra autorização para que o STF  analisasse a denúncia da Procuradoria Geral da República contra ele, por corrupção passiva. A mesma estratégia foi adotada em abril de 2017, para garantir a aprovação da reforma trabalhista na Câmara. Em abril de 2016, Dilma Rousseff exonerou quatro de seus então ministros para votarem contra o processo de impeachment no plenário da Câmara.

  • Com a volta de Onyx e Álvaro Antônio para os postos de deputado, perdem a vaga Marcelo Brum (PSL-RS), suplente do ministro da Casa Civil, e  Enéias Reis (PSL-MG), suplente do ministro do Turismo. Apesar da exoneração dos ministros, a mensagem transmitida pelo porta-voz é de que o governo está confiante, inclusive considerando que os dois turnos da votação da PEC devem ocorrer nesta semana. O porta-voz do Palácio do Planalto também comentou a possibilidade de mudanças no texto da previdência para garantir regras mais brandas para os policiais, como defendeu o próprio presidente da República. Pelo texto aprovado, policiais federais e legislativos se aposentarão aos 55 anos de idade, com 30 anos de contribuição e 25 anos de exercício efetivo na carreira, independentemente de distinção de sexo. “Sob o ponto de vista do presidente, existem percepções que podem ser melhoradas, nós já tocamos aqui nos assuntos referentes aos policiais federais, mas ele gostaria de reforçar a importância que atribui à decisão da Câmara nesse momento”, afirmou Rêgo Barros. Segundo ele, o Congresso “tem capacidade de avaliar mudanças, pequenas ou grandes, em cima do relatório, a partir da percepção de cada um daqueles legisladores”.

  • Os partidos de oposição (PDT, PSB, PT, PCdoB, Psol e Rede) fecharam questão contra a reforma da Previdência idealizada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. No somatório, são 132 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras do sistema de aposentadoria. Para aprová-la no plenário da Câmara, são necessários 308 deputados favoráveis ao texto em discussão, em dois turnos. Na corrida pela aprovação da proposta, o Palácio do Planalto não contabiliza o número necessário. Nessa segunda-feira, os líderes governistas levantaram o número exato de “votos seguros” a favor da matéria – aqueles que não mudarão de opinião: 298 votos favoráveis. A lista está fixada no gabinete do deputado Alexandre Frota (PSL-SP). Ontem (8), o PSB fechou questão contra a reforma da Previdência. A decisão reforça o posicionamento adotado pelo partido na comissão especial e foi tomada pela ampla maioria do Diretório Nacional em reunião realizada em Brasília. Hoje, o PDT se reúne para referendar decisão da convenção nacional do partido que fechou questão, em 18 de março, contra a reforma. “Não há qualquer possibilidade de se mudar este fechamento”, disse Lupi ao Congresso em Foco.

  • O grupo de trabalho criado para apreciar o pacote anticrime idealizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, reúne-se, nesta terça-feira (9), para votar o relatório do deputado Capitão Augusto (PL-SP). Um requerimento do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), no entanto, pode inviabilizar a aprovação das mudanças na legislação penal e processual penal. Orlando sugere a divisão do conteúdo do relatório em temas, que seriam discutidos e votados separadamente. “Com um fatiamento desse, demorará mais dois meses [para discutir o pacote]. Eu considero uma medida protelatória”, afirmou Capitão Augusto ao Congresso em Foco. Ele defende o desmembramento apenas dos pontos de discordância. “Dá um ar de ação protelatória. Isso não vamos aceitar”, criticou. Augusto define como pontos positivos a modernização e o endurecimento da legislação, a instituição da figura do informante do bem, o agente infiltrado e o banco balístico. O pacote altera 14 leis: Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Execuções Penais, Lei de Crimes Hediondos, entre outros. As mudanças foram baseadas em três pilares: a corrupção, o crime organizado e os crimes violentos. “É a mudança que estávamos precisando para melhorar o nosso sistema penal”, disse.
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