São Bento 02

Cultura do “faça você mesmo” ganha espaço entre os jovens

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Movimento estimula inovação e criatividade

O conceito do “faça você mesmo” ou “do it yourself” (na sigla em inglês) existe desde a metade do século XX. O que norteia essa cultura é a capacidade de produzir, reconstruir e modificar todo o tipo de coisa com as próprias mãos sem a ajuda de especialistas. Sustentabilidade, exclusividade, satisfação pessoal, reaproveitamento de materiais, crise econômica e crítica ao modelo capitalista são alguns dos motivos pelos quais muitas pessoas passaram a dedicar parte do seu tempo a essa atividade.

 

Embora o termo já exista desde o século XX, ele só se difundiu em larga escala a partir do século XXI, com o acesso à internet, o compartilhamento de novas ideias em escala global  e o surgimento de  pessoas com o mesmo objetivo. Para alguns, o movimento maker é apenas um passatempo; para outros, no entanto, já se tornou um estilo de vida e um modelo ético frente às transformações do setor industrial.

 

O fato de não precisar do mercado para confeccionar os próprios produtos é um alento para aqueles que estão em busca de inovação e criatividade. Com a ajuda de tutoriais disponíveis na internet, essa geração aprende em poucos minutos a montar uma cabeceira ou um criado-mudo com o próprio esforço. O resultado é um objeto de decoração totalmente estilizado com os gostos pessoais de cada um e exclusivo.

 

Um dos meios utilizados pelo movimento maker para disseminar o conhecimento e incentivar outras pessoas é o Youtube. A plataforma de vídeos tem recebido nos últimos anos uma grande quantidade de canais com o mote do “faça você mesmo”. Entre os canais com a temática, destacam-se conteúdos produzidos por marceneiros amadores e profissionais. Eles demonstram como customizar e confeccionar diversos móveis e a manusear ferramentas específicas, como serras, serrotes e plaina elétrica.

 

Uma mulher tem grande destaque nesse universo. A jovem Paloma Cipriano, que mora na pacata cidade mineira de Sete Lagoas e coleciona centenas de milhares de inscritos em seu canal no Youtube. Nele, Paloma oferece dicas de construção civil e de montagem de móveis. Com o destaque, a jovem se tornou uma das principais influências para a geração maker no Brasil.

 

Mas o movimento “faça você mesmo” não está só na internet. O conceito se difundiu para várias áreas de atuação e passou a povoar, inclusive, o ambiente acadêmico. Nesse caso, a cultura maker foi adaptada para trazer mais inovação e criatividade para os polos de ensino. O objetivo é incentivar os trabalhos manuais, além de promover a inovação com a ajuda de ferramentas tecnológicas.

 

Nesses espaços, os estudantes possuem liberdade para testar e criar diversos produtos, de forma democrática e em colaboração com outras pessoas, incluindo os próprios professores da instituição. Além de ter acesso a materiais de construção manual, os estudantes podem usar softwares de programação e novas tecnologias, como impressoras 3D e realidade virtual. Com isso, o movimento maker também se transforma em uma política educacional para preparar os jovens para o futuro tecnológico e do mercado de trabalho.

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