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Coordenador diz que Brasileirão pode ter VAR ainda neste ano

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Manoel Serapião Filho diz que áribtros aguardam reunião da cúpula da CBF para entrar em ação

Faltam dez rodadas para o término do Campeonato Brasileiro. E pode ser que na reta final da competição as partidas tenham a presença do árbitro de vídeo. A informação foi dada pelo coordenador do sistema de árbitro de vídeo no Brasil, Manoel Serapião Filho, durante entrevista coletiva em um hotel em Belo Horizonte na terça-feira.

“A CBF vai se reunir para definir isso. Depende da cúpula. Nós estamos prontos. Basta que tenhamos equipamentos. Vou sair daqui e vou para São Paulo exatamente para treinar mais uma equipe de árbitros para quando a CBF quiser colocar em todos os jogos da Série A, ainda esse ano se assim desejar, estarmos prontos”, disse.

O VAR não entrou na atual edição do Campeonato Brasileiro porque não houve acordo entre clubes e CBF para o custeio do sistema. No início da temporada, 13 clubes se colocaram contrários à maneira que o árbitro de vídeo seria implementado. Foral eles: América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Paraná, Santos, Sport, Vasco e Vitória. O São Paulo se absteve e depois afirmou ser contra.

Recentemente, a reportagem do Estado entrou em contato com dirigentes desses clubes que se mostraram favoráveis à presença do árbitro de vídeo, mas sem ter que arcar com os custos. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, chegou a afirmar que o clube sempre foi favorável ao VAR, mas as condições colocadas pela CBF eram impossíveis de serem aceitas.

O valor era de R$ 50 mil por partida, a ser bancado pelo mandante. Só para se ter uma ideia, muitas partidas do torneio não chegam a dar isso de lucro líquido ao clube. Ou seja, o VAR traria prejuízo ou lucro bem pequeno para o mandante em algumas ocasiões.

O VAR entrou na Copa do Brasil a partir das quartas de final. E estará presente no primeiro jogo da decisão entre Corinthians e Cruzeiro nesta quarta-feira, às 21h45, no Mineirão. Serapião disse que o sistema não tem segredo e resumiu seu funcionamento.

“O protocolo é único para o mundo todo. Agora, por trás da câmera e da imagem tem um homem analisando, que pode ter uma percepção diferente de um para o outro. As diretrizes são as mesmas e os árbitros da CBF estão habilitados”, comentou.

Jeep

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