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Conheça as manobras do grupo dos presos Pepa e Cirilo para comandar a Câmara de Dourados

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Malagueta – 06/12/2018

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Grupo de Pepa e Cirilo manobra para tentar chegar à presidência

As prisões dos vereadores Pedro Pepa (DEM), Cirilo Ramão (MDB) e Idenor Machado (PSDB) pelo Ministério Público Estadual (MPE), dentro da Operação Cifra Negra, comandada pelo promotor de Justiça, Ricardo Rotunno, titular da 16ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Dourados, está fazendo o grupo da situação se virar nos trinta. Mesmo em flagrante atropelo aos Artigos 13, 14 e 15 do Regimento Interno da Câmara de Vereadores, que é claro ao fixar prazo de 48 horas de antecedência para registro das chapas que concorrerão à Mesa Diretora, o grupo ligado aos agora presos Pedro Pepa e Cirilo Ramão, candidatos à presidência e 2ª-Secretaria, respectivamente, tentou manobrar hoje para chegar ao poder. A estratégia foi protocolar o pedido de substituição de dois nomes na chapa inscrita ontem, com o sexagenário Alberto Alves dos Santos (PR), o Bebeto, no lugar de Pedro Pepa, e o supermegaproducente Jânio Colman Miguel (PR) no lugar do serelepe Cirilo Ramão. A turma do Pepa fez as contas e chegou à seguinte conclusão: como a chapa adversária tem 8 votos garantidos – Alan Guedes, na presidência, Elias Ishy (PT) na vice, Sergio Nogueira na 1ª Secretaria e Daniela Hall (PSD) na 2ª-Secretaria, além dos vereadores Lia Nogueira (PR), Olavo Sul (Patriota), Marçal Filho (PSDB) e Madson Valente (DEM) – a eleição ficaria empatada com os oito votos da situação e o presidente da Câmara seria eleito por critério de idade. Como Bebeto tem idade para ser avô de Alan Guedes, logo seria ungido presidente da Câmara Municipal de Dourados.

Assinatura dos Presos

O pedido de substituição dos nomes na chapa foi amparado pela anuência dos dois vereadores presos. Dessa forma, o vereador Bebeto conseguiu ir até o Distrito Policial onde Pedro Pepa e Cirilo Ramão estavam antes de serem transferidos para o Penitenciária Estadual de Dourados (PED) e colheu a assinatura de ambos. Por ironia, a chapa encabeçada por Pepa e que tenta ser herdada por Bebeto foi batizada de “Legislativo Forte”. Imagina se fosse fraco!

Possibilidade Assombrosa

O mais grave neste faroeste caboclo é que se tiver o pedido de substituição dos nomes impugnado pela Mesa Diretora, os vereadores do grupo dos 8 que eram 11 já receberam ordem para votar em Pedro Pepa mesmo atrás das grades. É isso mesmo! A cara de pau de parte do Legislativo douradense é tão grande que esse povo será capaz de votar num presidiário para comandar aquela que é chamada de Casa de Leis.

Bancada da Vergonha

Será preciso muita falta de vergonha na cara para os vereadores Cido Medeiros (DEM), Bebeto (PR), Carlito do Gás (PEN), Silas Zanata (PPS), Jânio Miguel (PR), Júnior Rodrigues (PR), Romualdo Ramim (PDT) e Juarez de Oliveira (MDB) votarem numa chapa cujo candidato a presidente da Câmara Municipal está numa penitenciária de segurança máxima. Caso isso ocorra, a sociedade douradense precisará guardar bem esses nomes para cobrar a fatura em 2020. Vai vendo!

Manobra do Maurício

Veja essa: poucos minutos antes de encerrar o expediente na Câmara de Vereadores, a Mesa Diretora recebeu o pedido de licença do vereador Idenor Machado, um dos presos na Operação Cifra Negra. Até aí tudo bem. O detalhe é que minutos depois, o suplente dele, Maurício Lemes (PSB), que tem ligações umbilicais com a base de sustentação do Executivo Municipal, protocolou em papel timbrado da Câmara de Vereadores o requerimento para que seja convocado para posse imediata. Apenas a título de informação, Maurício Lemes é filho do ex-vereador Ferrinho, guru da prefeita Délia Razuk. Vai vendo!

Vereador Poderoso

Sabe-se lá a que custo o vereador-presidiário Pedro Pepa já tinha praticamente certa a eleição para a presidência da Câmara Municipal. Com apoio irrestrito do Poder Executivo, tendo sido um aliado de primeira hora da prefeita Délia Razuk e com livre trânsito nas secretarias municipais e departamentos, Pedro Pepa sonhava com voos mais altos, mas agora terá que bater as asas na gaiola da Penitenciária Estadual de Dourados. Detalhe: dificilmente o trio passará o Natal e o Ano Novo em casa!

População Vigilante

A população douradense deveria ser mais vigilante com seus representantes nos poderes Legislativo e Executivo. Se tivesse um pouco mais de preocupação com o futuro da cidade e com o próprio futuro, os moradores iriam para a Câmara Municipal amanhã acompanhar de perto a eleição da Mesa Diretora e saber como votam os vereadores. Quem sabe sendo vigiados eles tenham vergonha de fazer coisa errada.

Promotoria Vigilante

Diante desse esforço concentrado para chegar à presidência, inclusive com tentativa de convocação na marra de suplente, cabe ao Ministério Público a difícil missão de acompanhar de perto a eleição que acontece amanhã. Certamente o promotor Ricardo Rotunno já colocou cães farejadores para tentar descobrir o que existe de pobre no submundo do Palácio Jaguaribe. Espia só!

 

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13º da Prefeitura

Olha essa: o secretário municipal de Fazenda, Carlos Augusto Pimentel, que ocupou o cargo que era do chefe da Máfia do Pregão, João Fava Neto, mandou distribuir release criticando o que ele chamou de “boatos” sobre eventual dificuldade que a Prefeitura de Dourados teria para pagar o 13º salário dos servidores municipais. “Não entendemos o porquê dessa especulação”, disse o agora dono das chaves dos cofres municipais.

13º Garantido

Carlos Augusto Pimentel, do alto da sua experiência como gestor público, garantiu que a Prefeitura de Dourados pretende pagar o 13º salário dos funcionários públicos municipais até o dia 20 de dezembro e reclamou que as especulações em redes sociais e em meios de comunicação dando conta de que a prefeitura estaria tendo dificuldades para honrar 13º salário dos servidores municipais causaram estranheza à administração municipal. Na primeira parte do release, o intrépido secretário disse que o dinheiro já estaria garantido.

13º na Berlinda

Na segunda parte do release, o sucessor do João Fava explica que conta com a devolução de R$ 4 milhões de duodécimo pela Câmara de Vereadores e com repasses de R$ 11 milhões da União, referentes a adiantamento que o município fez para pagamento de dívidas do Hospital Universitário da UFGD, para fazer caixa para o 13º salário dos servidores. “A Câmara tem até o dia 31 de dezembro para efetuar a devolução das sobras do duodécimo, no entanto, seria um ato de grandeza se antecipasse e nos ajudasse a garantir este direito dos servidores”, implora Pimentel. Ué, o dinheiro já não está garantido na conta da Prefeitura?

Câmara Omissa

A pergunta que não quer calar em relação ao Poder Legislativo de Dourados é uma só: até quando a Mesa Diretora seguirá omissa na obrigação de determinar a instauração de processo ético-disciplinar por quebra de decoro parlamentar da vereadora licenciada e presidiária Denize Portolann (PR)? O argumento que nada fez até o momento porque não teve acesso aos processos nas esferas cível e criminal não cola, mesmo porque os crimes atribuídos à vereadora presidiária já são de conhecimento de todos.

Ardidas

  • Indicado na noite de ontem para a Secretaria-Geral do Itamaraty de Ernesto Araújo, que assumirá a pasta no governo de Jair Bolsonaro (PSL), o diplomata Otávio Brandelli apoiou a entrada da Bolívia no Mercosul. Brandelli, que é diretor do Mercosul no ministério, foi anunciado no twitter do futuro chanceler. O governo da Bolívia, que é um “Estado associado em processo de adesão” ao bloco, é criticado por Bolsonaro por compor o Foro de São Paulo e por seu alinhamento com os partidos de esquerda no Brasil. Em vídeo gravado no final do ano passado à ativista Carla Zambelli (PSL-SP), que se elegeria deputada federal no último mês de outubro, o então pré-candidato à Presidência criticou o mandatário boliviano, Evo Morales. “Nós temos que nos preocupar, não apenas ficarmos vigilantes, mas cada um fazer a sua parte para que não tenhamos dias sombrios no futuro, com essa esquerda que ainda, em grande parte, se encontra nos poderes no Brasil, na Bolívia e em vários outros países da América do Sul”, disse Bolsonaro ao final da entrevista. A adesão boliviana ao Mercosul teve a entrada aprovada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em maio deste ano. Brandelli disse em audiência no Senado, em agosto, que o ingresso do país é desejável por motivos econômicos: o fornecimento de gás natural (90% das exportações do país para o Brasil), o investimento crescente dos bolivianos em energia hidrelétrica e suas reservas de lítio, que o embaixador chamou de “energia do futuro”.

  • Reportagem publicada hoje no jornal Estadão revela que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) rastreou a movimentação bancária de R$ 1,2 milhão por Flávio José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a reportagem do jornalista Fábio Serapião, o órgão foi acionado pelo banco, que considerou a transação atípica. Relatório do Coaf cita que os valores são incompatíveis com o patrimônio, atividade econômica ou ocupação profissional e capacidade financeira do ex-assessor parlamentar. Fabrício é policial militar, motorista e era segurança do deputado. Ele foi exonerado em 15 de novembro deste ano. O valor foi movimentado de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, e parte em espécie. Os dados foram incluídos em investigação do Ministério Público Federal que culminou na operação Furna da Onça, deflagrada no mês passado. A ação prendeu dez deputados estaduais do Rio de Janeiro. Os políticos são suspeitos de envolvimento no chamado “mensalinho” da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Flávio Bolsonaro e Fabrício não foram alvo da operação. Porém, o ex-assessor de Bolsonaro é citado em levantamento feito pelo Coaf a pedido do MPF de movimentações financeiras suspeitas envolvendo funcionários e ex-servidores da Alerj. Segundo o relatório do Coaf, de R$ 1,2 milhão; R$ 320 foram saques, sendo que R$ 159 sacados em agência no próprio prédio doo legislativo estadual. Ao Estadão, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro disse não saber nada sobre o assunto. O deputado estadual confirmou que Fabrício foi seu motorista e segurança por mais de dez anos e que não tem nenhuma “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-funcionário. Flávio disse ainda que o ex-assessor foi exonerado para tratar de sua passagem para a “inatividade”.

  • A líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS), diz não ver chance de votação do projeto de lei (PLC 78/2018) que envolve a negociação de cerca de cinco bilhões de barris de petróleo brasileiro e que, nos últimos dias, tem sido o grande impasse da pauta da Casa – que o diga o líder do governo, senador Romero Jucá (MDB-RR), entusiasta da aprovação da matéria. Trata-se da chamada “cessão onerosa” da Petrobras, em que a petrolífera fica autorizada a vender até 70% dos campos de pré-sal que recebeu da União em 2010, último ano de mandato do então presidente Lula (Lei 12.276, de 2010). Outro projeto relevante praticamente descartado, segundo a senadora, é a atualização da Lei Geral das Telecomunicações (PLC 79/2016), legislação aprovada no Congresso há 21 anos e ainda à espera de atenção dos atuais parlamentares. Tanto o projeto da cessão onerosa quanto o da chamada Lei das Teles esbarram não só na agenda parlamentar, faltando menos de 20 dias para o fim do ano legislativo, mas também na atual conjuntura política e na iminência da posse de um futuro governo.

  • No caso da cessão onerosa, a trava está muito menos no cronograma e mais nos desdobramentos para a gestão Jair Bolsonaro (PSL), com o pano de fundo das questões técnicas apontadas pela atual equipe econômica do governo, Ministério da Fazenda à frente (leia mais abaixo). Como a Petrobras cederia a empresas privadas brasileiras ou estrangeiras até 70% dos direitos de exploração do pré-sal, com a contrapartida da remuneração, o dinheiro daí arrecadado seria compartilhado com as unidades da Federação – uma ajuda considerada essencial por governadores eleitos e reeleitos. A conta é tão estratosférica quanto estratégica para os governos estaduais: em 2010, ano da cessão, a Petrobras pagou à União algo em torno de R$ 74 bilhões pelo direito de explorar o volume correspondente a 5 bilhões de barris de petróleo na camada de pré-sal. Depois de iniciadas as perfurações em mar aberto, a surpresa: o potencial de extração foi estimado em até 14 bilhões de barris. Em tempos de crise persistente, o governo poderá vender a empresas interessadas o excedente bilionário descoberto nos campos de pré-sal. A matéria gerou, já em seu nascedouro, uma guerra de versões sobre seu conteúdo, como este site mostrou em 21 de junho, quando da aprovação do texto-base na Câmara (leia a íntegra). Para oposicionistas, trata-se de mais uma maneira que o governo Michel Temer (MDB) encontrou para favorecer concorrentes estrangeiras da estatal de olho no potencial de exploração; para a base aliada, uma ajuda providencial para que a petrolífera possa explorar, por meio de parcerias lucrativas, os hidrocarbonetos (petróleo, gás etc) que ora não consegue extrair das profundezas com aproveitamento máximo.
PBF HALF

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