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Concorrência desleal: Família Taurus já opera 5 postos em Dourados

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Malagueta – 21/02/2019

Família Taurus já opera cinco postos de combustíveis em Dourados, aumentando a concorrência desleal

Um dia após a Malagueta tornar público que proprietários de postos de combustíveis que têm a bandeira Taurus estão revoltados com a distribuidora, que vem praticando uma concorrência desleal ao favorecer os postos ligados à familiares do grupo em detrimento dos antigos parceiros, surgiu a informação que a “Família Taurus” já opera cinco postos somente em Dourados, preocupando ainda mais os empresários que ficam refém dos contratos de fidelização, ou seja, mesmo pagando mais caro eles não podem comprar gasolina, diesel ou etanol de outras marcas. Enquanto os postos da “Família Taurus” vendem gasolina ao consumidor por até R$ 3,69 o litro, os postos da bandeira são obrigados a pagar R$ 3,62 pelo litro, ou seja, precisam vender por médios R$ 3,99 ao consumidor para conseguir empatar os custos, já que lucrar com a bandeira Taurus ficou impossível. A coluna revelou, também, que essa prática desleal da Taurus já virou caso de justiça em Campo Grande, uma vez que o juiz José de Andrade Neto, da 12ª Vara Cível da Capital, obrigou a distribuidora a dar aos postos da bandeira as mesmas condições de prazos e preços oportunizadas as empresas da “Família Taurus”. A denúncia feita pela Malagueta repercutiu em todo o Mato Grosso do Sul e até agências de assessoria distribuíram o conteúdo como sugestão de pauta para os veículos de comunicação.

Negócio Lucrativo

O fato é que a Distribuidora Taurus deve ter descoberto que melhor que vender combustível aos postos dos outros é comercializar nas empresas da própria família. A Malagueta fez um rápido levantamento na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul e de São Paulo e descobriu que a “Família Taurus” está rompendo divisas estaduais, operando com postos de abastecimento em outras Unidades da Federação.

Bombas da Família

Somente no negócio de postos de combustíveis a “Família Taurus” aparece em pelo menos 38 CNPJs diferentes, com capital social somado de R$ 70.422.612,00 (setenta milhões, quatrocentos e vinte e dois mil e seiscentos e doze reais). A primeira unidade de varejo da “Família Taurus” foi criada em 17/01/1983. O negócio cresceu e atualmente os postos operados por familiares da Taurus Distribuidora de Petróleo estão espalhados por diversos municípios de Mato Grosso do Sul, grande parte deles com nome fantasia de Auto Posto Pororoca.

Crescendo em Família

Tem Auto Posto Pororoca em Iguatemi; Campo Grande (vários); Dourados (vários); Paranhos; Itaporã; Nova Andradina; Matão (SP) enfim, mesmo com empresários investindo pequenas fortunas na instalação de postos e comprando combustíveis da bandeira Taurus, a distribuidora prefere praticar uma concorrência que acaba prejudicando não apenas a própria marca, mas sobretudo que apostou num negócio que aparentemente seria rentável.

Coronel Atabalhoado

Veja essa: o coronel da reserva do Exército Brasileiro, Paulo César Nogueira Júnior, novo secretário de Fazenda da Prefeitura de Dourados, mal se acomodou na cadeira e já estaria trocando os pés pelas mãos. Do alto da sua autoridade de coronel, Paulo César Nogueira estaria ligando pessoalmente para empresas e convidando-as a participar de licitações na Prefeitura de Dourados já garantindo que a convidada seria vencedora do certame. Pode isso? Alguém deve informar ao inexperiente coronel-secretário que isso não pode!

Coronel Licitante

Preocupadíssimo com uma empresa que presta serviços há anos ao município (como se isso fosse crime), o coronel entendeu que chegou a hora de mudar, mesmo com a prestadora tendo vencido todas as licitações de forma limpa e transparente. Em telefonema para um empresário do mesmo ramo, Paulo César Nogueira Júnior teria dito: “vem participar da licitação aqui em Dourados. Tem uma empresa que já está há muito tempo aqui e precisamos tirar ela. Vem que você ganha a licitação”. Como assim? Será licitação dirigida? Pelo jeito, o Ministério Público Estadual terá serviço extra em breve.

Assessor às Avessas

Ao abordar o tratamento nada respeitoso que assessor de comunicação de mídia social da Prefeitura de Dourados deu a uma contribuinte que perguntou sobre a entrega de kits escolares na Rede Municipal de Ensino, ontem, a coluna afirmou que a pobre da mãe não tinha culpa pela incapacidade da Secretaria Municipal de Ensino em realizar licitação em tempo hábil para que os tais kits fossem entregues no início do ano letivo. O secretário municipal de Educação, Upiran Jorge Gonçalves, entrou em contato com a Malagueta e colocou os pingos nos “is”.

Explicando o Atraso

A Secretaria Municipal de Educação se eximiu da culpa pelo atraso na entrega dos uniformes escolares e dos kits de materiais escolares para os estudantes da Rede Municipal de Ensino de Dourados. Documentos enviados à Malagueta mostram que a Secretaria Municipal de Educação iniciou o Processo de Licitação número 1898, para compra de kits escolares, em 27 de julho de 2018, ou seja, no início do segundo semestre do ano passado.

Ordem Cronológica

No mesmo dia que foi solicitada a licitação para compra de Kits Escolares, ocorreu a autorização pela prefeita Délia Razuk e o encaminhamento para o protocolo de cotações. A coisa andou rápido nesta etapa licitatória e as cotações foram recebidas no dia 10 de agosto de 2018, com a licitação ocorrendo no dia 26 de outubro de 2018. O pregão eletrônico acabou recebendo o número 10/2018.

Culpa da Operação

Ocorre que logo após o certame, o Ministério Público Estadual levou a efeito a Operação Pregão, que mandou para trás das grades uma quadrilha que fraudava licitações na Prefeitura de Dourados. Com a prisão do então secretário municipal de Fazenda, João Fava Netto, e do então diretor do Departamento de Licitações, Anilton Garcia de Souza, houve uma demora excessiva para a homologação do resultado, o que acabou ocorrendo somente em 18 de janeiro de 2019 e o contrato foi encaminhado à empresa apenas ontem, dia 20 de fevereiro de 2019, ou seja, se tudo der muito certo os kits chegarão aos alunos em abril ou maio de 2019.

Uniformes Escolares

O mesmo ocorreu com a licitação dos uniformes escolares, com o processo número 1670/2019 sendo autorizado pela prefeita Délia Razuk em 9 de julho de 2018; com as cotações sendo apresentadas no dia 30 de julho e a licitação ocorrendo em 15 de outubro, com o pregão presencial número 117/2018. A homologação aconteceu em 19 de dezembro de 2018, mas a ata de registro de preços, sabe-se lá porque, só foi publicada pelo Departamento de Licitação em 13 de fevereiro de 2019, com o contrato sendo encaminhado à empresa vencedora somente hoje, dia 21 de fevereiro. Com muita fé, os uniformes serão entregues ainda neste semestre.

Secretaria de Saúde

Confirmando informação publicada pela Malagueta ainda em janeiro, a presidente do Conselho Municipal de Saúde de Dourados, Berenice de Oliveira Machado, assumiu hoje o comando da Secretaria Municipal de Saúde, substituindo o enfermeiro Vagner da Silva Costa, que assumiu a Pasta em janeiro, mas não estava nem um pouco confortável no cargo. A exoneração de Vagner e nomeação de Berenice foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Município.

Enfrentamento na Saúde

Assistente social por formação, Berenice Machado de Souza é pós-graduada em Gestão do Serviço Social e Gestão da Saúde, e terá a missão de fazer os enfrentamentos necessários para que a saúde pública de Dourados seja tratada com respeito pelas autoridades de Campo Grande, sobretudo pelo atual secretário estadual Geraldo Resende. Agora, como secretária municipal de Saúde, Berenice Machado de Souza terá que sentar-se à mesa com o ex-deputado federal para resolver a grave crise da saúde pública na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

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Leia também…

1- Concorrência desleal da Taurus penaliza postos da mesma bandeira

2- Presidente da Funsaud demite servidor que operava em fraude da lavanderia

 

Ardidas

  • Prioridade máxima do governo Jair Bolsonaro, a proposta de reforma da Previdência chegou ao Congresso ontem pelas mãos do próprio presidente – já crivada de críticas oposicionistas, como era de se esperar, e em meio a um clima de desconfiança entre os próprios partidos que tendem a compor a base aliada. Diante de questões polêmicas como o pagamento inferior ao salário mínimo para pensionistas e as mudanças na aposentadoria rural, que já têm a resistência de governadores, o texto deve sofrer diversas alterações até que ganhe versão com condições de ser aprovada. A avaliação é unânime entre lideranças ouvidas pelo Congresso em Foco. Além da própria natureza polêmica do texto, contribui para embaraçar os planos do governo a própria disputa de poder entre os partidos que sinalizam apoio à gestão Bolsonaro. Como se viu na última terça-feira (19), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mobilizou lideranças partidárias e abriu espaço para a primeira derrota de Bolsonaro em plenário. Uma demonstração de força a indicar que, para além da própria reforma da Previdência, as maiores bancadas da Casa cobrarão mais espaço no governo a cada nova pauta de interesse do Planalto levada ao plenário.

  • Partidos e grandes blocos da Câmara já preparam reação ao texto de Bolsonaro. Líder do maior bloco da Casa (PSL, PP, PSD, MDB, PR, PRB, PSDB, DEM, PTB, PSC e PMN), com 302 deputados, o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) disse à reportagem que “todo mundo é consciente de que a reforma precisa ser aprovada”, mas, segundo ele, não há clima para votação, dado o patamar de diálogo incipiente do Palácio do Planalto com o Congresso. “Não tem clima, nem ruim nem bom. O governo precisa começar a dialogar, ter uma articulação política mais forte, intensa aqui no Congresso. ‘Perder’ mais tempo para que as costuras possam evoluir”, ponderou o deputado baiano. Ele não se arrisca a dizer se o governo, ao escolher questões impopulares já na formulação da proposta, o faz para depois conseguir negociar uma versão mais branda da reforma. “Não sei. Por isso que estou dizendo que o governo precisa dialogar. Tem alguns pontos que são difíceis. Por exemplo o BPC [Benefício de Prestação Continuada] e a aposentadoria rural. O governo não tem uma base consistente e o diálogo sobre o texto da reforma ainda não foi feito”, arrematou Elmar Nascimento, que cumpre seu segundo mandato consecutivo na Câmara.

  • Deputados mais experientes têm a mesma impressão sobre a falta de diálogo do governo. “Neste momento o clima ainda não é bom. Já foi melhor”, admitiu à reportagem um dos líderes do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), na Câmara desde 1991. Favorável à aprovação da reforma, ele prevê muitos ajustes no texto, que tem coisas demais. “É uma reforma de que o país precisa. Não há como continuar em busca do equilíbrio fiscal sem a reforma da Previdência. Claro que vai haver ajustes aqui no Congresso, até porque tem coisas demais, e isso sequer estava previsto nos comentários ou na divulgação de notícias a respeito”, acrescentou o parlamentar. Líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP) manifestou mais otimismo em entrevista ao site. Ele diz ser possível aprovar a reforma antes mesmo de 15 de julho, quando o Congresso entra em recesso, e considera haver um “clima positivo” nesse sentido. “Claro que será necessário haver muito trabalho, muito convencimento, mas o clima é positivo. Há duas preocupações, com o BPC e com o [trabalhador] rural, mas acho que o clima geral é favorável devido à necessidade de se votar pelo país”, defendeu o emedebista, relativizando a disputa de poder entre partidos da base. “Não acredito que vai haver esse posicionamento”, acrescentou Baleia Rossi, passando a destacar o papel de seu partido – que fracassou em aprovar a reforma da Previdência do correligionário Michel Temer – agora na discussão da proposta de Bolsonaro.  A ideia é discutir “item por item”, diz.

  • Líder de uma das maiores bancadas da Câmara – o PSD, que tem 35 membros –, André de Paula (PE) é outro exemplo de que o governo não procurou se antecipar e explicar a proposta de reforma aos parlamentares da base. No mesmo bloco partidário de DEM, PP e PRB, aquele dos 302 deputados, o pernambucano também manifesta apoio à reforma e, ao mesmo tempo, preocupação com a polêmica que ela já desperta. “Essa é uma matéria complexa, com muitas nuances. Temos que ver todas elas”, disse o deputado à reportagem, esquivando-se de se aprofundar sobre pontos específicos do texto sob o argumento de que, a partir desta legislatura, fala em nome da bancada. Ele adiantou que a questão “fulcral” do BPC, por exemplo, é uma das que encontram resistências no partido. Pela proposta, o benefício de prestação continuada, salário mínimo assegurado a idosos que não têm condições de se manter, será pago integralmente apenas para quem tiver 70 anos ou mais. Hoje é pago mensalmente à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprove não ter meios de se sustentar nem tem auxílio da família. O governo propõe o pagamento de R$ 400 a quem tiver 60 anos. Se a pessoa não tiver direito a se aposentar aos 65 anos, continuará a receber esse valor até alcançar os 70 anos. “Vamos analisar em grupo, na bancada, mas eu tenho repetido que meu partido tem uma vontade grande de ajudar o Brasil, porque entende a importância e a urgência dessa matéria. Tem consciência de que essa é a matéria mais importante dessa legislatura”, afirma André de Paula, acrescentando que o sentimento na Câmara é favorável à proposta de Bolsonaro, “muito distinto” em relação à natimorta reforma de Temer.
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