Com material escolar custando até 50% mais caro, pesquisa é indispensável

Com os preços do material escolar até 50% mais caros este ano em papelarias da Capital em relação ao ano passado, pesquisar os valores será obrigatório antes das compras. Pesquisa do Procon feita no mês passado aponta que a variação nos custos do material pode superar os 1.000% de um estabelecimento para outro. Com tanta diferença reaproveitar material, pesquisar, buscar produtos duráveis são regras imprenscindíveis para um boa economia. A compra do material escolar exige equilíbrio entre o que pode ser reaproveitado e o que é essencial.

De acordo com a pesquisa do Procon/MS é preciso verificar bem os valores e não ter pressa para comprar, visitando mais de um local. O mercado oferece inúmeras opções de produtos, marcas, personagens e utensílios que, aos olhos das crianças, se tornam objetos de desejo. No entanto, a atenção dos pais vai além desses detalhes observados pelos pequenos, mas sim, no preço e nas ofertas.

O levantamento do órgão de defesa do consumidor de MS em 12 estabelecimentos, constatou variações de custos que vão de 4,09% – como ocorre na fita PVC transparente que o menor preço encontrado foi de R$ 2,69 e o maior R$ 2,80 – a 1.020% na fita durex que pode ser encontrada por R$ 0,25 ou R$ 2,80. A verificação de preços se deu no período de 11 a 18 de dezembro, ocasião em que foram pesquisados 233 itens, dos quais são divulgados 198 uma vez que são levados em consideração os que são encontrados em três ou mais locais.

O setor de pesquisa do órgão estadual realizou comparações de 194 itens em relação ao dezembro de 2018 e os que estão em vigor, tendo sido constatado aumento em 131 itens e decréscimo em 63 itens. A alta mais expressiva ficou em 54,55% numa fita dupla face 12x30m. Entre as quedas de preços estão de mini dicionário Michaelis com decréscimo de -188,20% . . Para esta comparação os critérios são que todas as características dos produtos avaliados sejam iguais de um ano para o outro.

1. Reaproveite os materiais do ano anterior
O primeiro passo é conferir tudo o que sobrou do ano anterior e ver o que pode ser reutilizado. O ideal é que uma mochila, por exemplo, possa ser reaproveitada por muitos anos, assim como, tesouras, estojos e outros itens mais resistentes. Entretanto, não é bom reutilizar cadernos. Certos itens incentivam o aluno a estudar. Um caderno novo, por exemplo, pode fazer toda a diferença. Para não desperdiçar, os antigos podem ser utilizados como rascunhos ou para estudos em casa.

2. Combine um orçamento e converse com seu filho
Estabelecer quanto pode ser gasto é o segundo passo. Assim, é possível ter mais controle na hora das compras. Levar uma calculadora para não se perder pode ser uma boa alternativa. Além disso, é preciso pensar na questão de levar o filho ou não para ajudar nessa tarefa.
Alguns pais preferem manter os filhos fora dessa decisão. A chance de eles optarem por um produto apenas pela aparência existe e é alta. Entretanto, para quem tiver interesse, essa pode ser uma ótima oportunidade para dar uma dose de educação financeira para os filhos. Isso será benéfico não apenas na hora da compra, mas a longo prazo. Entendendo o valor de cada material e com a consciência de que existe um orçamento que não pode ser ultrapassado, ele pode ter um cuidado ainda maior com suas coisas – o que aumenta a quantidade de produtos que poderão ser reaproveitados no ano seguinte e ajudando a economizar no próximo ano.

3. Faça uma lista do que precisa ser comprado
Durante as compras, é possível que você se depare com materiais incríveis – mas que fogem totalmente do seu orçamento. Ter uma lista e segui-la irá poupar dúvidas desnecessárias e gastos imprevistos.

4. Fuja de marcas e personagens
Nada de escolher um produto mais caro apenas porque é de determinada marca ou de um personagem específico. O foco aqui deve ser a qualidade dos produtos, não os logo e etiquetas que carregam. Pense na durabilidade de cada item, cuidado com as estampas que escolhe. Muitas vezes, o personagem preferido do seu filho hoje pode nem passar mais pela cabeça dele daqui alguns meses.

5. Foque em materiais duráveis
Não adianta comprar um produto exclusivamente porque seu preço está abaixo da média e precisar comprar o mesmo produto alguns meses ou até semanas depois. A qualidade e o preço devem estar entrelaçados. Investir no barato, sem uma durabilidade adequada não será uma economia, mas apenas uma preocupação futura.

6. Converse com outros pais
Os outros pais estão passando pela mesma situação, então por que não investir em algo que seja bom para todos? Uma estratégia que vale muito a pena é conversar com outros pais, se organizarem e procurarem um bom atacado, ou realizarem grupos de troca e reaproveitamento.

7. Pesquise
Nessa época, as lojas investem nesse setor e é possível encontrar diversas ofertas e promoções exclusivas. Entretanto, cuidado: nem todas valem a pena. Logo, é importante fazer uma pesquisa de preços, produtos, lojas e promoções. E isso não é algo para ser feito apenas em dezembro ou janeiro, mas ao longo de todo o ano. Ter uma noção do preço dos produtos que precisa comprar, irá facilitar muito suas compras.

Livraria no início do ano passado, lotada na Capital. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)