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Até onde um teste vocacional pode ajudar na escolha do futuro?

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Os estudantes que estão terminando o ensino médio, têm uma tarefa crucial para fazer – a escolha da carreira profissional. Embora existam outros caminhos, como mudar de país ou abrir um novo negócio, a universidade continua sendo o principal destino para quem quer ingressar no mercado de trabalho. Só em 2017, 35.380 cursos de graduação e 63 cursos sequenciais foram ofertados em 2.448 instituições de ensino superior no Brasil, de acordo com o Censo da Educação Superior 2017.

Nesse cenário, muitas dúvidas começam a surgir quanto à escolha do curso ideal. Interferem nesse processo a opinião de terceiros, como família, amigos e professores, mas também uma certa insegurança sobre o que se gosta de fazer e o quão rentável seria optar por uma determinada carreira ou outra. Um dos recursos capazes de resolver tais impasses é o teste vocacional.

O método, desenvolvido a partir do século XX e aprimorado ao longo dos anos, consiste em fornecer um questionário ao vestibulando para traçar suas as melhores habilidades, comportamentos e desejos. Com essa coleta de informações, o teste exibe uma ou mais opções de cursos compatíveis com o estudante. Existem vários modelos e com o avanço da tecnologia, o questionário passou a ser distribuído online pelas próprias universidades.

Entre os anos de 2010 e 2015, segundo o Censo da Educação Superior, mais de 1.392.470 estudantes passaram por situações de instabilidades na vida universitária e 56% dos alunos desistiram do curso que escolheram no meio do caminho ou trocaram de graduação. Tais dados demonstram a dificuldade de saber o melhor caminho a ser seguido nessa faixa etária. O teste vocacional se baseia no autoconhecimento do candidato para auxiliá-lo a fazer uma boa escolha.

Mas, mesmo com a ajuda desses questionários, muitos estudantes continuam com dúvidas. Em parte pelo fato do teste vocacional não ser milagroso – ele não escolhe, apenas mostra um caminho possível. Por outro lado, se tornou consenso entre os educadores de que o mais eficiente é usar os questionários apenas com uma fase do processo. Foi a partir desse pensamento que surgiu a orientação profissional.

O conceito engloba mais áreas do conhecimento e mais etapas para ajudar o estudante a escolher a carreira profissional. Conta com pedagogos, psicólogos, coaches e profissionais do próprio mercado. Além de preencher questionários, o aluno tem conversas presenciais com os psicólogos e, dessa forma, consegue exprimir melhor os sentimentos, desejos e objetivos para o futuro. Os psicólogos, por sua vez, possuem mais ferramentas para traçar um perfil do vestibulando.

Além dos questionários e conversas presenciais com os psicólogos, o aluno também tem a oportunidade de conhecer mais sobre o mercado de trabalho, muitas vezes conversando com quem já atua na profissão.

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