São Bento 02

Assessor do coronel-patinhas demitido por Délia tenta censurar a Malagueta

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O artista plástico Oswaldo Arnez, que integrou a excelente equipe do então coronel da reserva do Exército Brasileiro, Paulo César Nogueira Junior, na Secretaria Municipal de Fazenda e acabou demitido junto com o chefe pela prefeita Délia Razuk, proibiu a Malagueta hoje de escrever qualquer coisa sobre ele e caso o fizesse o titular da coluna seria processado. Eram 8h31 quanto o hipermegacompetente ex-assessor chegou aos berros fazendo a defesa do coronel-patinhas e acusando a Malagueta de criticar sem ouvir a versão deles. “O senhor nunca fez uma entrevista com a gente para divulgar as coisas boas que fizemos na Secretaria de Fazenda”, esbravejou o dublê de político, que foi candidato a vereador em 2012, pelo PMDB, na coligação de 15 partidos encabeçada pelo atual vice-governador do Estado, Murilo Zauith, e conquistou 191 votos. Faltou pouco para ser eleito! Apegado ao poder, quando Murilo deixou a prefeitura o hipermegacompetente ex-assessor se filiou ao PSDB, onde passou a integrar o Diretório Municipal tucano. Hoje pela manhã, ao tentar intimidar o titular da coluna, o dublê de político e “lambe botas” de milico, entregou um envelope com sete certidões negativas da Justiça Estadual, Justiça Federal e Justiça Militar e berrou: “se o senhor for escrever alguma coisa sobre minha pessoa, veja primeiro a minha vida pregressa”. A questão é: o que o hipermegacompetente ex-assessor da Secretaria Municipal de Fazenda tem a temer? Por que essa preocupação em inventar um habeas corpus preventivo para tentar censurar a Malagueta?

Reação à Coluna

A reação autoritária do hipermegacompetente ex-assessor do coronel-patinhas foi em resposta à coluna de ontem, quando foi noticiado que o ex-chefe estava ensaiando um governo paralelo, tanto que chegou a participar de reunião, na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada de Dourados, onde foram discutidos eventuais contratos entre a Prefeitura de Dourados e a Fundação Getúlio Vargas, mesmo sem a presença da chefe do Poder Executivo Municipal.

Reunião Política

Ao invés de proibir a Malagueta de escrever o nome dele, o hipermegacompetente ex-assessor deveria informar porque a malfada reunião com o pessoal da FGV foi transformada em ato político em favor do pré-candidato do PSL à Prefeitura de Dourados. Se a reunião era técnica, como tentaram fazer crer os milicos de plantão, por que somente o fazendeiro Aristeu Carbonari foi convidado para o encontro com a trupe da Fundação Getúlio Vargas?

Política na Caserna

Será que o pessoal que organizou a tal reunião com os sabichões da FGV não tem conhecimento que existem outros pré-candidatos a prefeito de Dourados, como, por exemplo, os deputados estaduais Marçal Filho (PSDB), José Carlos Barbosinha (DEM), Renato Câmara (MDB), Elias Ishy (PT) e Racib Panage Harb (PRB)? Se tem conhecimento, qual foi o critério utilizado para convidar apenas o pré-candidato do partido do capitão Bolsonaro para o encontro? Será que os milicos estão articulando uma candidatura da caserna à Prefeitura de Dourados?

 Censurador Oficial

Voltando ao hipermegacompetente ex-assessor do coronel-patinhas, o senhor Oswaldo Arnez teve o despautério de proibir a coluna de citar não apenas o nome dele, mas, também, dos demais integrantes da equipe que foi varrida da Secretaria de Fazenda pela prefeita Délia Razuk, quais sejam, os chapa-branca Carlos Augusto Nantes Harb, Juliander Braga do Nascimento, Paulo Andrade Silva, Rafael Rodrigues Poloni, Ramao Soilo Felix dos Santos, Rayter Abib Salomão e Vitor da Silva Natividade, que juntos embolsavam R$ 38.326,07 mensais em salários.

Batendo e Assoprando

Outro detalhe: que moral o hipermegacompetente ex-assessor do coronel-patinhas tem para proibir a divulgação de qualquer ato que envolva o nome dele se por interesse mercantil o próprio Oswaldo Arnez deixou de ser oposição ao governo Délia Razuk para virar membro do governo? Antes de abocanhar o gordo salário de assessor do coronel-patinhas, o censor oficial era um crítico contumaz da prefeita, a ponto de usar a própria conta no Facebook para postar frases como “Campanha faça um povo feliz. Renuncia Délia”; “Não está dando certo. Vamos trocar ou esperar se acabar de vez?” e a surrada “#foradelia”. Agora que foi demitido, ele deve voltar ao antigo posto de opositor. Espia só!

Amiguinho de Milicos

O hipermegacompetente ex-assessor do coronel-patinhas precisa entender que o fato dele ser “lambe botas” de milicos não lhe dá o direito de proibir jornalista de escrever o que ele não gostaria de ver publicado. Sobre a reclamação que o titular da coluna nunca procurou a eficientíssima equipe da Secretaria de Fazenda para produzir matéria positiva, o censor oficial deveria saber que o papel do jornalista é denunciar os erros dos agentes públicos. Os acertos quem divulga é o pessoal do marketing.

Denúncia de Conchavo

A coluna recebeu a informação que a Fundação Getúlio Vargas estava sendo contratada sem licitação para elaboração do Plano Diretor do Município; Modernização da Estrutura de Arrecadação Municipal e de revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores municipais, com a contrapartida de contratar pessoas indicadas pelo próprio contratante, o que seria prática clara de improbidade administrativa. A Malagueta está investigando a informação e se confirmar vai divulgar os nomes de todos os envolvidos, tenham eles certidões negativas de crime ou não.

Fundação Repudiada

Antes de cair na graça do então secretário municipal de Fazenda, Paulo César Nogueira Junior, o pessoal da FGV, fundação que está com sua credibilidade maculada pela acusação de corrupção justamente na contratação de serviços com dispensa de licitação no governo Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, tentou vender ilusões para a Prefeitura de Dourados e não conseguiu. Foi justamente o antecessor do coronel-patinhas, o advogado Carlos Augusto de Mello Pimentel, que disse “não, obrigado” para os serviços oferecidos pela astuta equipe da FGV. Vai vendo!

Hospital Regional

O Instituto Acqua, que assumiu a gestão do Hospital Regional de Cirurgias de Dourados com a promessa de revolucionar o atendimento, acaba de terceirizar a equipe médica. Ao invés de valorizar os profissionais de Dourados, o Instituto Acqua, que ainda sonha em assumir o Hospital da Vida e a UPA 24h, passou os serviços médicos para a empresa Cordeiro e Ferreira Médicos Associados LTDA, que tem sede na Rua Otavio Lobo, número 199, Jardim Monjolo, São Paulo (SP), e que pertence ao médico Josué Sommer. A sociedade envolve quase 200 médicos.

Ramo de Atuação

A tal Cordeiro e Ferreira Médicos Associados LTDA atua na atividade médica ambulatorial restrita a consultas presta-se aos pacientes externos nas áreas de  ambulatórios, consultórios médicos, postos de saúde, clínicas de especialidades, como odontológica, oftalmológica, dermatológica, cardiologia, pneumologia, nefrologia, gastrentereologia, otorrinolaringologia, neurologia, ginecologia dentre outras. A terceirizada também atua na atividade médica ambulatorial com recursos para realização de procedimentos cirúrgicos; na atividade médica ambulatorial com recursos para realização de exames complementares; nos Centros de apoio a pacientes com câncer e com AIDS, dentre outras.

Ardidas

  • O deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG) foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelo crime de peculato. A acusação aponta que o tucano desviou parte dos recursos recebidos pela Federação das Apaes de Minas Gerais, por meio de emendas parlamentares. O dinheiro deveria ser destinados à promoção e defesa de direitos de pessoas com deficiência, mas, de acordo com a PGR, cerca de 60% do montante de R$ 1 milhão acabou sendo usado para beneficiar pessoas físicas e jurídicas e financiar a campanha eleitoral de Barbosa à reeleição. Os fatos ocorreram em 2010, quando Eduardo Barbosa era presidente da Federação Nacional da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O relatório final de prestação de contas, produzido pela Coordenação-Geral de Convênios da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, concluiu que houve fraude e malversação dos recursos públicos. Na peça, a PGR afirma que o deputado se valeu de sua ingerência na gestão da Apae Nacional e na FeApaes/MG para conseguir a destinação de duas emendas parlamentares para as instituições mineiras. Posteriormente, o parlamentar se valeu do convênio firmado entre a entidade e o governo federal para “utilizar parte desses recursos, de forma escamoteada, para outras finalidades que não, especificamente, a execução da finalidade da destinação do dinheiro prevista no instrumento contratual”. O deputado se defendeu nas redes sociais contra a denúncia. Eduardo Barbosa disse que a investigação já se estende por seis anos, sem que a Procuradoria Geral da República consiga reunir provas.

 

  • O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, está internado no Hospital das Forças Armadas em Brasília. A informação foi repassada pelos próprios assessores do ministro para deputados, na manhã desta quinta-feira. Pontes iria participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, em reunião conjunta com outras duas comissões, para tratar da demissão de Ricardo Galvão, da diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A audiência estava marcada para as 10h e a equipe do ministério compareceu à Câmara por volta das 9h20 para comunicar a ausência e representar Pontes no compromisso. “Sabemos que o foi um motivo de força maior a não vinda do ministro, foi um mal súbito, o ministro, inclusive, está internado. Estimamos que ele melhore o mais rápido possível”, comentou a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), na abertura da reunião. O Hospital das Forças Armadas ainda não divulgou informações oficiais sobre o estado de saúde de Marcos Pontes. De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, Pontes não está internado, apenas realiza exames. Pontes, que tem 56 anos, sentiu uma indisposição na tarde de ontem (11) e procurou atendimento médico na manhã desta quinta.

 

  • O presidente Jair Bolsonaro tem 15 dias para sancionar o projeto de lei (PLC 79/2016) que altera o regime geral de telecomunicações, aprovado ontem à noite em votação simbólica pelo plenário do Senado. Embora não tenha havido declaração nominal de votos, apenas três senadores reclamaram da aprovação da proposta: Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Eliziane Gama (Cidadania-MA). O texto muda o regime de concessão para o de autorização, mais flexível e menos burocrático para as empresas telefônicas. Caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinar as regras de transição dos contratos. O governo estima que a mudança possa injetar R$ 34 bilhões em investimentos no setor. “Estamos entregando concessões públicas gratuitamente para o setor privado. O não-aperfeiçoamento da matéria, pela pressa que o governo tem para votar, na prática faz a doação de bens públicos sem contrapartida nenhuma”, criticou Randolfe. Já Eliziane lamentou que a proposta não tenha passado por mais comissões e que os senadores não tenham discutido o plano de aplicação dos investimentos antes de decidir sobre o projeto. A baixa resistência à aprovação da proposta indica caminho favorável à sua sanção sem vetos. A avaliação, no mercado, é de que medida beneficia empresas brasileiras de telefonia e as torna mais competitivas em relação às companhias estrangeiras. As nacionais atualmente são as únicas do país que são reguladas pelo regime de concessão federal.

 

  • O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) considera que a futura lei modernizará o ambiente legal e regulatório das telecomunicações ao constituir fundamentos para expansão da banda larga fixa e móvel. Para a entidade, o novo marco permite que os investimentos obrigatórios em soluções obsoletas, como os orelhões, passem a ser destinados à ampliação do acesso à internet em áreas sem infraestrutura adequada visando à redução das desigualdades. “Ao mesmo tempo, alavanca as potencialidades da banda larga móvel, garantindo segurança jurídica para a continuidade de investimentos no uso de radiofrequências que hoje já viabilizam este serviço para milhões de usuários”, diz o sindicato. “Essa infraestrutura de banda larga será essencial para suportar o crescimento de dados previsto para os próximos dez anos, inclusive devido à chegada da tecnologia 5G”, acrescenta. Aprovado ontem pela manhã na Comissão de Ciência e Tecnologia, o projeto passou pelo plenário à noite após acordo firmado entre os líderes partidários. Segundo o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), os recursos a serem arrecadados devem ser aplicados prioritariamente em políticas públicas nas regiões Norte e Nordeste. O modelo de concessão entrou em desuso com o avanço da internet, o que torna esses contratos desinteressantes para o setor privado. Diferente do contrato de concessão, que exige licitação e não pode ser rompido unilateralmente, a autorização dispensa a concorrência pública, mas pode ser revogada a qualquer tempo pelo poder público. Na prática, Oi, Telefônica, Embratel, Algar e Sercomtel, que também operam como concessionárias, agora poderão migrar seus contratos.
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