A 2 dias da eleição, Beth Balanço macula imagem da Aced com manobras

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Coluna Malagueta – 27/05/2019 – Jornalista Marcos Santos –

 Beth Balanço macula imagem da Aced com manobras para evitar transparência na gestão

As manobras realizadas pela presidente da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (Aced), Elizabeth Salomão, para evitar que a oposição chegue ao poder e dê transparência não apenas à gestão, mas também aos gastos da entidade, estão maculando ainda mais a já combalida imagem da Aced. Os associados assistem com preocupação esse cenário em que até mesmo a agência de publicidade que é remunerada pela Associação Comercial está sendo usada para favorecer a chapa da situação. Também causou estranheza os esforços da atual diretoria para impugnar a candidatura do empresário José Roberto Ribeiro Pinto Junior, pessoa que goza do mais alto prestígio no meio empresarial e que seria eleito com facilidade não fosse a manobra sob a alegação que o mesmo não é mais empresário porque transferiu a titularidade da Panificadora Pão & Cia para os filhos. Se por um lado a candidatura de Beto da Pão & Cia foi barrada, por outro a Comissão Eleitoral formada pelos advogados Carlos Alberto Brenner Galvão Filho, Francisco de Lima de Sousa Junior e Marcus Faria da Costa, constituída pela diretoria da Aced, terá que decidir se foi correto o candidato da situação, empresário Romualdo Diniz Salgado Junior, ter ficado em dia com a entidade somente no dia em que registrou a chapa. É isso mesmo! O nome escolhido por Elizabeth Salomão para ser o candidato da situação ficou quase 3 anos sem pagar mensalidade na Aced, mas quitou toda dívida para viabilizar a candidatura. E agora?

Pela Madrugada

A lenda diz ainda que toda essa manobra conduzida por Elizabeth Salomão para impedir que a oposição vença eleição que acontece neste dia 29 de maio, das 8h às 17h, na sede da entidade representativa do comércio, tem o apoio de uma eminência parda da política local, que agora se diverte tentando garantir que sua aliada siga dando as cartas na Aced. Vai vendo!

Manobra da Beth

Elizabeth Salomão indicou que iria trabalhar contra a chapa que era liberada por Beto da Pão & Cia quanto manobrou para impedir que um atual diretor caminhasse com a oposição. O argumento era que o mesmo não poderia ser candidato porque não era empresário, ou seja, apenas representava uma importante instituição de Dourados na condição de procurador. Detalhe: o diretor está na Aced, contribuindo com a entidade, desde 2002 e agora foi barrado pela Beth Balanço.

Manobra Federativa

A coluna investiga a informação que toda essa sangria para impedir a transparência nas contas e gestão da Aced teria ligação direta com um salário mensal que alguém estaria recebendo para figurar como membro de um importante conselho ligado à uma instituição de renome nacional. Segundo a fonte, o pagamento não seria republicano e deve tirar o sono de muita gente. Será?

Tiro Pela Culatra

O detalhe é que o tiro disparado por Beth Balanço saiu pela culatra. Ela não esperava que ao tirar o empresário Beto da Pão & Cia da jogada, a oposição surgiria com um substituto tão bom quanto: empresário Nilson Aparecido dos Santos, diretor-proprietário da Gráfica Stillus. Pessoa querida por todos, sério, transparente e ético, Nilson ainda tem a vantagem de já ter presidido com maestria, transparência, profissionalismo e ética, a Associação Comercial no triênio 1996 a 1998. Se não surgir nenhuma outra rasteira até quarta, ele volta ao cargo e recoloca a Aced nos trilhos!

Ato pró Bolsonaro

Se for julgar pelo número de pessoas que foram às ruas em Mato Grosso do Sul ontem para declarar apoio ao governo federal, a lua de mel do eleitor sul-mato-grossense com Jair Bolsonaro (PSL) já foi prô vinagre. Dono de 769.116 votos na eleição para presidência da República somente em Mato Grosso do Sul, o presidente acabou abandonado pela grande maioria, já que não chegou a 1.000 o número de presentes no ato em Dourados e não passou de 3 mil o total de apoiadores em Campo Grande.

Dourados na Rua

Em Dourados, por exemplo, Jair Bolsonaro recebeu 57,81% do total de votos válidos, o que lhe valeu 66.529 votos nas eleições do ano passado. No ato de ontem, pelo menos 66 mil eleitores preferiram ficar em casa vendo o Domingão do Faustão do que se vestir de verde e amarelo para desfilar de “bolsominium” na Praça Antônio João, local escolhido pelo organizadores para o tal ato de apoio ao governo. Espia só!

Capital na Rua

Em Campo Grande não foi diferente. A Cidade Morena deu 60,39% dos votos válidos para Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, totalizando 295.190 votos. Contudo, o ato de ontem, que aconteceu em frente à sede do Ministério Público Federal e depois seguiu em passeata até a região do Shopping Campo Grande, não conseguiu atrair 3 mil pessoas, de forma que 292 mil eleitores “bolsominiuns” preferiram fazer ouvidos moucos para os apelos de Soraya Thronicke, Tio Trutis, Capitão Contar, Luiz Ovando e Coronel David.

Reflexo Eleitoral

O mais engraçado é que mesmo com um apoio tão pífio como o demonstrado ontem, não é pequeno o número de candidatos do PSL que sonham em surfar na onda do Capitão Bolsonaro nas eleições municipais de 2020, a ponto de o partido comandado pela dublê de senadora Soraya Thronicke falar em eleger 30 prefeitos somente em Mato Grosso do Sul. Pelo que se viu ontem, se conseguir eleger 30 vereadores já será um milagre.

Perseguição na PED

Quando passou por Dourados, para prestigiar a abertura da Expoagro, o governador Reinaldo Azambuja fez duas afirmações: 1 – que já havia determinado à Secretaria de Estado de Justiça e à Agencia Estadual do Sistema Penitenciário que colocassem ordem na lambança que a atual diretoria da Penitenciária Estadual de Dourados (PED) estava fazendo ao confundir o público com o privado. 2 – Que nenhum agente penitenciário seria transferido em retaliação às denúncias de má gestão da PED.

PED na Perseguição

A primeira ordem dada pelo governo foi cumprida e o diretor Manoel Machado da Silva acabou exonerado do cargo, mas o pessoal da Sejusp e da Agepen continua passando por cima da ordem do governador Reinaldo Azambuja em relação às transferências de agentes penitenciários por pura perseguição. Hoje, por exemplo, o chefe da divisão dos estabelecimentos penais, Antônio Rubens Fernandes, enviou Comunicação Interna à Penitenciária Estadual de Dourados informando que o agente penitenciário Guilhermo Garcia Filho havia sido transferido de forma unilateral.

Poder na PED

O agente penitenciário Thomas Silva Portugal já havia sido transferido antes mesmo da queda da antiga diretoria e diz a lenda que outros 4 agentes terão o mesmo destino nos próximos dias. Ademais, mesmo exonerados dos cargos de direção, os servidores Manoel Machado e Jackson continuam dando as cartas na PED. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, precisam definir quem manda mais nesse faroeste caboclo: eles ou o governador do Estado?

Leia também…

1- Chapa de oposição quer resgatar moral e protagonismo da Aced.

2- Ministério da Saúde rejeita habilitação da Cassems para tratar câncer em Dourados.

Ardidas
  • Militantes favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas em pelo menos 140 cidades, nos 26 estados e no Distrito Federal, ao longo do domingo, para defender o governo, a reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Embora não tenha sido divulgado um balanço consolidado com o número de participantes em todo o país, os protestos foram marcados pela presença expressiva de pessoas e pelo clima pacífico, destoando de previsões menos otimistas feitas até mesmo por apoiadores de Bolsonaro. Os efeitos da mobilização capitaneada por bolsonaristas nas redes sociais serão sentidos com a retomada dos trabalhos do Congresso, um dos principais alvos dos manifestantes. As críticas foram dirigidas principalmente ao Centrão, bloco informal composto por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, que tem criado obstáculos para Bolsonaro no Parlamento. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi um dos políticos mais hostilizados. Defensores de Bolsonaro acusaram Maia de dificultar a aprovação da reforma da Previdência e de outros projetos de interesse do governo. O Supremo Tribunal Federal (STF) e a imprensa também estiveram na mira dos manifestantes.
  • As cidades que reuniram maior número de apoiadores de Bolsonaro foram São Paulo e Rio de Janeiro. Na Avenida Paulista, houve pelo menos dois momentos de hostilidade. Uma mulher que deixava o trabalho teve de ser escoltada pela polícia após ser cercada por manifestantes depois que os questionou sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), acusado de se apropriar de parte do salário de seus assessores na Assembleia Legislativa. Também recebeu proteção outra mulher que vestia uma camiseta da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada no ano passado por causa de sua militância em defesa das minorias e oposição às milícias. Apenas grupos isolados defenderam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro, que chegou a sugerir que poderia sair às ruas para engrossar as manifestações, limitou-se a propagandear as manifestações pelas redes sociais. Em culto na manhã de domingo, o presidente afirmou que os protestos eram um recado contra as “velhas práticas” políticas.
  • Em Brasília, onde o ato reuniu entre 15 mil e 20 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, alguns manifestantes defendiam a volta do regime monarquista. Havia faixas com dizeres favoráveis ao ministro Paulo Guedes e um boneco inflável de 20 metros que misturava a imagem do ministro Sérgio Moro com o personagem de quadrinhos e cinema Super-Homem. Cinco carros de som traziam faixas defendendo a aprovação da Medida Provisória 870, que reduziu o número de ministérios. A MP, que corre o risco de perder a validade se não for votada até o próximo dia 3, foi aprovada após acordo na Câmara e precisa ser avalizada esta semana pelo Senado. Um dos criadores do Mídia Ninja, coletivo de esquerda que faz oposição a Bolsonaro, o ativista Bruno Torturra avaliou no Twitter que, a despeito de suas divergências ideológicas, as manifestações foram positivas para o governo. “Lamento discordar da maioria de meus amigos, mas acho que as manifestações de hoje são muito mais significativas e bem sucedidas do que o relativamente baixo volume de pessoas pelo Brasil sugere”, ressaltou. A mobilização deste domingo aconteceu de forma simultânea nas ruas e nas redes sociais. Já por volta das oito da manhã o assunto mais comentado no Twitter eram as manifestações com a hashtag #BrasilNasRuas. E assim seguiu até o fim da tarde. A hashtag contrária aos atos acompanhou a movimentação virtual na segunda colocação.
  • Os protestos dividiram a direita. O Movimento Brasil Livre (MBL), que ganhou notoriedade na campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff e foi um dos primeiros a apoiar a candidatura de Bolsonaro, foi criticado em diversas postagens nas redes sociais por não aderir aos atos desse domingo. O MBL, assim como algumas lideranças do próprio PSL, haviam manifestado discordância com a convocação do ato para defender o governo por temerem que os protestos poderiam ser esvaziados. Estudo feito pela agência de comunicação FSB Inteligência mostrou que os apoiadores de Bolsonaro conseguiram manter os protestos no topo dos assuntos mais comentados do Twitter ao longo do dia. “A hashtag #BrasilNasRuas dominou o embate nos Trending Topics do Twitter durante todo o dia, com a participação majoritária de apoiadores do movimento, tais como a deputada federal Carla Zambelli, o investidor Leandro Ruschel e o jornalista Bernardo P. Küster – responsáveis pelas publicações de maior alcance”, diz o levantamento. Um contraponto entre os publicadores foi o escritor Paulo Coelho, que questionou o tamanho das manifestações nas ruas. “A #FoliaDosCusProlapsados apareceu duas horas após a principal hashtag e seguiu em segundolugar ao longo de todo o domingo (26). Apesar da grande visibilidade, o impacto foi cerca de 13% do maior grupo de publicações, o #BrasilNasRuas”, aponta a pesquisa. O youtuber Felipe Neto, o perfil de humor Dilma Bolada e o do ex-deputado federal Jean Wyllys foram alguns dos detratores mais presentes nos debates do dia, segundo a FSB.
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