São Bento 02

12 vereadores votam pela cassação, mas Cirilo é salvo por 6

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Fotos: Marcos Santos

Pedido de cassação por quebra de decoro recebeu 12 votos, mas seriam necessários 13 para perda de mandato de Cirilo Ramão

Helio de Freitas

Foi arquivada a denúncia por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Cirilo Ramão, o Pastor Cirilo (MDB), um dos denunciados no âmbito da Operação Cifra Negra.

Em sessão na noite desta quarta-feira (15) na Câmara de Dourados, 12 vereadores votaram pela cassação, mas seis foram contrários, seguindo o relatório da comissão processante que pediu o arquivamento da denúncia. Para Cirilo perder o mandato seriam necessários 13 votos – dois terços dos 19 vereadores.

A sessão começou às 17he terminou por volta de 21h40. Após a leitura da denúncia – feita no dia 4 de fevereiro pelo farmacêutico Racib Panage Harb –, do relatório da comissão processante e das alegações finais da defesa, o advogado Fernando Baraúna Recalde, que defende Cirilo, falou por uma hora e meia.

Ele desqualificou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, disse que não existem provas do suposto envolvimento de Cirilo com o esquema de corrupção e comparou a situação à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo ele condenado sem provas.

Em seguida ocorreu a votação aberta. Nos bastidores políticos, a absolvição já era esperada e até o número de votos contra a cassação tinha sido especulado.

O voto decisivo para salvar o mandato de Cirilo foi do vereador Mauricio Lemes Soares (PSB). Além dele, votaram contra a cassação Juarez de Oliveira (MDB), Janio Miguel (PR), Junior Rodrigues (PR), Alberto Alves dos Santos, o Bebeto (PR) e Carlito do Gás (Patriota).

Apesar do arquivamento da denúncia por quebra de decoro, Cirilo Ramão continua afastado da Câmara, já que o afastamento foi terminado pela Justiça.

Nesta quinta-feira (16) às 12h, a Câmara julga o vereador Pedro Pepa (DEM), outro denunciado na Operação Cifra Negra. Além dele, também é acusado o vereador Idenor Machado (PSDB), mas a comissão processante contra ele ainda não entregou o relatório final. O prazo termina no dia 19 deste mês.

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