Diário MS

Santa Casa alerta sobre a prevenção dadengue no verão

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A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica de origem viral, transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, com diferentes apresentações clínicas.Seus principais sintomas podem ser comparados aos de uma síndrome gripal grave com febre elevada, fortes dores de cabeça e nos olhos, além de dores musculares e nas articulações.Durante a evolução da doença, destacam-se três fases: febril, crítica e de recuperação.

 

Segundo a infectologista da Santa Casa, Dra. Priscilla Alexandrino, este é um ano onde as manifestações do vetor (mosquito) será menor devido à grande parte da população estar imunizada. “Não estamos em vigência de epidemia neste primeiro momento, porque a maior parte da população já está imunizada contra a doença por conta de algum contato prévio com o vetor. Então é provável que não tenha uma tendência de epidemia da dengue, o que não impede que todos se previnam nesta época”, explica a médica.

 

Estima-se apenas que, caso haja alguma epidemia neste ano, seja da Chikungunya ou da Zika com menores números de casos no verão passado (2016). Ainda de acordo com a infectologista, apóso diagnóstico, o tratamento dos pacientes é voltado para o combate aos sintomas e hidratação, sendo que a hidrataçãodo paciente é o fatormais importante. “Não existe tratamento especifico para dengue. Os cuidados terapêuticos consistem em tratar os sintomas, combatendo a febre e, nos casos graves, realizar hidratação por via intravenosa.”, disse.

 

Internação atual por dengue

 

Atualmente na Santa Casa de Campo Grande há poucos pacientescom notificaçãodedengue, pois trata-se de uma doença endêmica (comum no ano todo em baixa ocorrência) porém nos meses mais chuvosos, e com o início do verão, ela ganha caráter epidêmico, e a Dra. Priscilla alerta a população. “Devemos ficar atentos, e embora seja improvável uma epidemia da dengue, qualquer pessoa é suscetível à doença, pois nós temos o vetor circulante. E quanto maior for a prevenção nas casas, maior será a segurança de todos”, finaliza a infectologista.