Diário MS
Get Adobe Flash player

Presidente do TRT defende diálogo e maior proximidade com as pessoas

DESEMBARGADOR permaneceu dois dias em Dourados e ontem de manhã fez visita de cortesia ao Diário MS

 

 

O desembargador João de Deus Gomes de Souza, presidente e corregedor do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região cumpriu agenda segunda-feira e ontem em Dourados, realizando correições ordinárias nas duas Varas do Trabalho e no Foro Trabalhista do município. Ontem de manhã, ele abriu espaço em sua agenda para conhecer o funcionamento de um jornal, quando realizou visita de cortesia ao Diário MS.

Bárbara Ballestero | Diário MS

Desembargador João de Deus Gomes visitou o Diário MS na manhã de ontem

 

Durante o período em que está na presidência do TRT, ele diz que se esforça para diminuir a duração e a quantidade de processos trabalhistas que se iniciam. “A finalidade maior é o diálogo e a proximidade com as pessoas”, disse, esclarecendo que muito importante neste momento de crise vivido pelo Brasil é o incentivo para o surgimento de postos de trabalho, além da manutenção das vagas existentes.

Para ele, o aumento do emprego e a volta ao mercado formal dos milhões de brasileiros que estão desempregados dependem prioritariamente de um ponto. “O termômetro do emprego é o aquecimento do mercado produtivo”, frisou.

Ressaltando que neste momento o mercado está “desaquecido”, o desembargador disse que as reformas (previdenciária, trabalhista e política) do governo federal que estão tramitando no Congresso Nacional precisam sair do papel. “Hoje em dia quem está segurando o país é o agronegócio”.

Ele ainda fez uma conta interessante durante a conversa no Diário MS. Disse que as estatísticas mostram que existem cerca de 13 milhões de pessoas desempregadas, mas que é preciso acrescentar a esse número as pessoas que estão vivendo de subempregos. A somatória chegaria, segundo ele, por volta de 30 milhões de pessoas.

Bárbara Ballestero | Diário MS

O militar José Tadeu Sampaio Vieira, o jornalista Alfredo Barbara Neto e o presidente do TRT, ontem de manhã no Diário MS

João de Deus Souza argumenta que “o maior vilão” do desemprego no país é justamente o Estado brasileiro e não o empregador. Ele se refere à União, aos estados e aos municípios que, em sua opinião, deveriam fomentar o mercado com parte dos impostos que recolhe. Tais impostos, cobrados em demasia, poderiam ficar com empregadores e empregados.

“É importante que a empresa sobreviva”, afirmou, antes de comentar que o juiz trabalhista de hoje em dia “tem que ter proximidade com a sociedade”. Ele ressaltou que o juiz tem que aplicar a lei, acolhendo ao pedido do trabalhador, “mas sem ser ativista”.

Disse ainda que o juiz do trabalho não precisa, necessariamente, estudar processos apenas quando está no local de trabalho. “Hoje em dia, de qualquer lugar ele pode ter acesso aos processos, porque tudo é virtual”, comentou. Por isso mesmo, considera fundamental que o juiz saiba “como funcionam as empresas e ouvir as pessoas”.

Na visita técnica que fez em Dourados, o presidente do TRT verificou as condições físicas e também a forma como os juízes do trabalho estão atuando no município. Para ele, o importante é contribuir para a melhoria das condições da sociedade como um todo.