Diário MS

O movimento na Rua 25 de Março, maior centro de comércio popular de São Paulo

Nielmar de Oliveira

Da Agência Brasil

 

As 31.223 empresas de alto crescimento existentes em 2014, cujo aumento do número de empregados era de pelo menos 20% ao ano por um período de três anos consecutivos, geraram 46,7% dos postos de trabalho entre 2011 e 2014. A constatação é da pesquisa Estatísticas de Empreendedorismo 2014, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Instituto Empreender Endeavor Brasil.

Segundo o estudo, as empresas de alto crescimento com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas em 2011 representavam apenas 1,3% do total de empresas ativas com ao menos uma pessoa ocupada assalariada. Ainda assim, entre 2011 e 2014, elas apresentaram um crescimento de 175% no número de pessoal ocupado, passando de 1,6 milhão de pessoas em 2011, para 4,4 milhões em 2014, um incremento de 2,8 milhões de postos de trabalho.

Embora em termos absolutos o maior número de empresas de alto crescimento esteja no setor de serviços (são 9.931), foi o setor de construção que apresentou a maior proporção de empresas de alto crescimento no total de empresa ativas com dez ou mais pessoas assalariadas: 9,6%. As atividades econômicas que concentram essas empresas são foram comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (26,5%); indústrias de transformação (20,5%); e construção (12,2%).

 

Arrecadação

 

A pesquisa do IBGE constatou ainda que, em relação ao valor adicionado bruto, agregado aos bens e serviços  no processo produtivo, as empresas de alto crescimento geraram, em 2014, R$ 241,4 bilhões, o equivalente a 12,8% do total de R$ 1,8 trilhão gerado nas empresas ativas com dez ou mais assalariados.

Já o valor adicional médio (valor adicionado bruto dividido pelo número de empresas) das empresas de alto crescimento foi de R$ 8,2 milhões, acima, portanto, do verificado entre as empresas com dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas (R$ 4,4 milhões).

 

Quedas

 

Apesar na importância tanto do ponto de vista do número de empregos quanto em relação ao valor adicional bruto gerado, o levantamento do IBGE constatou queda pelo segundo ano consecutivo no número de empresas de alto crescimento. Em 2013 a redução foi de 5,2%, e em 2014 este recuo chegou a 6,4%.

Em 2014, existiam, no Brasil, 31.223 empresas de alto crescimento, que ocupavam cerca de 4,4 milhões de pessoas assalariadas e pagavam R$ 103,2 bilhões em salários e outras remunerações. Foram registradas quedas também no pessoal ocupado assalariado, de 10,4%; e nos salários e outras remunerações pagas por elas, de 4% em valores nominais. Em 2013, estes recuos tinham sido menos intensos:  -5,8% no de pessoal assalariado; e -1,1% no volume dos salários e outras remunerações pagos.

 

Regiões

 

A região Sudeste do país concentra maior número de unidades locais de empresas de alto crescimento (48%). Mas proporcionalmente, o maior percentual dessas empresas está na região Norte (9,4%), seguida por Centro-Oeste (9,2%), Nordeste (8,9%), Sul (8,2%) e Sudeste (7,9%).

No caso da representatividade em termos de pessoal ocupado, o Norte também aparece em primeiro, com 19,3%, seguido por Nordeste (18,6%), Centro-Oeste (17,4%), Sudeste (14,6%) e Sul (12,8%).