A desnutrição é capaz de provocar o óbito em até 40% dos pacientes oncológicos; cuidados são essenciais

Oncologia: perda de peso atinge 50% dos pacientes

A descoberta de um câncer é muito impactante para qualquer pessoa. No entanto, mais do que a enfermidade em si, que muitas vezes possui chances de reversão, é fundamental observar diferentes complicações decorrentes do tratamento. A desnutrição é a principal delas e acomete mais de 50% dos pacientes da oncologia. 
 
Essa realidade revela que o risco de um paciente oncológico, em tratamento, apresentar problemas com a alimentação é até três vezes maior do que o observado na manifestação de outras doenças. As razões, no entanto, são variadas, especialmente devido aos efeitos da quimioterapia, que podem modificar o paladar e diminuir o apetite; além da radioterapia, que pode atrapalhar a deglutição; o abalo psíquico que a doença acarreta e outros fatores.
 
Desnutrição é grave e gera desafios maiores
 
O processo de desnutrição em portadores de câncer é tão grave, que dificulta totalmente o tratamento oncológico e, em casos de complicação, a desnutrição é capaz de provocar o óbito em até 40% dos pacientes.
 
De acordo com o diretor do Departamento de Nutrologia do A.C. Camargo Cancer Center, Doutor Jone Robson de Almeida, “quando faltam nutrientes, o corpo vai pegando tudo o que tem pela frente para se manter. Ou seja, quando não há reserva de carboidratos, gorduras, ele perde proteína e, consequentemente, massa muscular.” 
 
Isso significa que, qualquer perda de peso involuntária, maior que 10%, pode ser caracterizada como desnutrição. O acúmulo de perdas de proteínas, carboidratos e gorduras atrapalha processos muito importantes, como cicatrização e coagulação, além de aumentar o risco de infecção, sangramentos e dificultar o prognóstico.
 
Localização do tumor e dificuldades na alimentação 
 
Outro importante fator que dificulta a alimentação de pacientes oncológicos é a região em que o tumor está localizado, veja:
 
Pulmão e cérebro: Nesse caso o paciente sofre intensa sonolência e como só tem vontade de dormir, se alimenta muito mal.
 
Laringe: O paciente com tumor de laringe ao comer acaba engasgando, e passa a comer menos. Com a sequência de dias, perde muitos quilos.
 
Esôfago: Com um tumor no esôfago, a passagem da comida fica estreita e engolir fica cada vez mais difícil. Nessa situação, sopas, caldos e líquidos acabam sendo a única forma de alimentação. 
Nessas situações, quando a nutrição oral tradicional é prejudicada, recomenda-se iniciar a alimentação por sonda, visando a recuperação nutricional do paciente e o ganho de peso para continuação do tratamento oncológico.

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