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O narcotraficante brasileiro Levi Adriani Felício no dia em que foi expulso do Paraguai

MP denuncia chefes da polícia paraguaia que recebiam “mesadas” de traficante

Por Da Redação
Imagem: arquivo
Agentes do alto escalão da Polícia Nacional do Paraguai no Departamento de Amambay, na fronteira com Mato Grosso do Sul, recebiam pagamentos mensais do narcotraficante brasileiro Levi Adriani Felício, 53, preso no país vizinho outubro do ano passado e entregue à Polícia Federal do Brasil.
A denúncia do Ministério Público do Paraguai revela que os policiais se colocavam às ordens de Levi Felício e do braço-direito dele, o paraguaio Marcio Gayoso, o “Candonga”, 28, preso em Pedro Juan Caballero no dia 14 de outubro de 2019, mesma data da prisão do chefe.
Assinada por sete promotores da Unidade Especializada de Luta contra o Narcotráfico, a representação cita gravações de conversas telefônicas entre Candonga e os policiais, entre eles o comissário Rutilio Ramón Benítez Ramírez, preso por ligação com o tráfico, associação criminosa e corrupção.
Conforme o jornal paraguaio ABC Color, em 5 de dezembro de 2018, o policial fez contato com Candonga para se apresentar e marcar reunião, ocorrida em seguida. Na conversa, Rutilio afirmou que o número do traficante tinha sido passado por outro policial ex-comandante da unidade antinarcóticos da Polícia Nacional.
Em outro dia, os dois conversaram sobre a propina paga aos policiais. Marcio Gayoso fala que naquele momento a casa de câmbio já estava fechada e que na manhã seguinte levaria seu pedido. Para o MP do Paraguai, era a “mesada” paga pelo traficante ao policial.
Outro agente denunciado é o primeiro oficial Hugo Javier Frutos Villalba, que chefiou o posto policial da colônia Yvypé, a poucos quilômetros de Pedro Juan Caballero. Segundo os promotores, Frutos Villalba recebia propina para permitir a passagem dos carregamentos de maconha desde as áreas de cultivo até o território brasileiro.
Na casa onde Levi Feliciano foi preso, em Asunción, foi encontrado caderno com anotações de nomes de policiais e os valores pagos. Na lista estava o posto da colônia Yvypé e o valor de 500 mil guaranis, em torno de 500 reais. 

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