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Pessoas com Síndrome de Down podem atingir o seu potencial máximo, se estimuladas

Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por uma alteração incomum na divisão celular durante a divisão embrionária. As pessoas que possuem a síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, que é o menor cromossomo humano, possuem três. O excesso de material genético no organismo determinam algumas características típicas desta condição física. 
O pediatra Alberto Cubel Brull, que atua na Cassems, explica que o tratamento recebido por uma criança com Síndrome de Down deve ser o mesmo recebido por uma criança sem a síndrome. “O processo de tratamento deve começar o quanto antes. O médico dá o diagnóstico e envolve a equipe multidisciplinar, que vai cuidar dessa criança. Quanto mais cedo ela receber os estímulos, melhor”.
De acordo com Alberto, os estímulos podem vir de diversas formas, para contribuir com o desenvolvimento da criança. “É possível que a criança faça fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, tratamento médico especializado, entre outros métodos. É importante salientar que crianças com Síndrome de Down podem nascer com problemas cardíacos que, se não tratados, podem ter um agravamento”.
 O pediatra explica que é necessário apontar o contexto social, ainda, e isso influencia no desenvolvimento dos pequenos. “Antes, algumas famílias tinham vergonha de ter um filho com a síndrome e, por isso, não o levavam ao médico para receber o tratamento. No entanto, a única maneira de fazer com que a pessoa com síndrome de down atinja o seu potencial máximo é trazer estímulos precoces, que são essenciais, desde a primeira infância”.
O médico fala, também, sobre a questão do preconceito, à partir da experiência no tratamento de crianças com Síndrome de Down. “Percebo que o preconceito diminuiu bastante, mas ainda existe. Ainda hoje, encontramos pessoas que não acreditam na evolução de quem tem Síndrome de Down. No entanto, os profissionais da saúde são testemunhas das conquistas maravilhosas daqueles que possuem a síndrome e trabalham, concluem o ensino superior, são indivíduos produtivos e inclusos na sociedade”.

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