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Helicóptero da Polícia federal brasileira pousa em área de cultivo de maconha na fronteira

Ministros de Bolsonaro visitam fronteira no último dia de operação contra tráfico

Por Da redação
Imagem: Divulgação/Senad
André Mendonça e alta cúpula do Planalto e da Polícia Federral estiveram ontem em Amambay, perto de MS
Integrantes do primeiro escalão do governo Bolsonaro estiveram na manhã de ontem na fronteira entre Paraguai e Mato Grosso do Sul para acompanhar o encerramento da 22ª edição da Operação Nova Aliança, que durante dez dias erradicou lavouras de maconha no departamento (equivalente a Estado) de Amambay. A extensão da fronteira seca entre esses dois estados supera os 280 quilômetros.
Executada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), Força-Tarefa Conjunta das Forças Armadas paraguaias e Ministério Público do Paraguai, a operação teve apoio de dois helicópteros da Polícia Federal brasileira.
De acordo com a Senad paraguaia, estiveram na fronteira o ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça, o chefe de Gabinete de Segurança da Presidência, general Heleno Ribeiro Pereira, o chefe da Secretaria de Governo da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos Baptista, e o diretor-geral da Polícia Federal Rolando Alexandre De Souza.
Eles foram recebidos pelo ministro da Senad Arnaldo Giuzzio e representantes do Ministério do Interior e da Polícia Nacional do Paraguai. Juntos, ingressaram nas zonas de operação para erradicação dos cultivos de maconha e acampamentos usados para processamento da droga.
Durante o encontro no meio dos campos de cultivo e acampamentos na mata, as autoridades dos dois países receberam o balanço do trabalho e discutiram forma para fortalecer o trabalho conjunto de combate ao narcotráfico e ao crime organizado na fronteira.
Desde o início da operação, em 13 de agosto, as ações se concentraram nas colônias de Alpasa, Chiriguelo e María Auxiliadora, nos arredores de Pedro Juan Caballero, capital de Amambay e cidade-gêmea de Ponta Porã (MS).
Conforme a Senad, foram destruídos 127 hectares de cultivos de maconha e 63 acampamentos usados pelos traficantes para processar a droga. Só nesses acampamentos foram encontradas e destruídas 89,6 toneladas da droga. As roças poderiam render pelo menos outros 380 mil quilos de maconha.
A Senad paraguaia afirma que desde 2018, cinco operações conjuntas com a Polícia Federal brasileira levaram à destruição de 3.900 toneladas de maconha e prejuízo de 117 milhões de dólares aos traficantes.

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