O alerta é para o alto volume das TVs e aparelhos sonoros, que podem prejudicar a audição

Barulho em excesso: o inimigo invisível dentro de casa

Imagem: Reprodução
 
Nesta época de quarentena por causa da pandemia, o inimigo invisível, dentro de casa, não é só o coronavírus. Existe um outro, que já está presente no cotidiano de muitas famílias: o barulho em excesso. Principalmente agora, que todos estão reunidos 24 horas por dia, os altos volumes de som podem trazer riscos para a audição.
 
 
 
O barulho em casa vem de todos os lados. É o volume alto da TV e do aparelho de som, o rádio ligado na cozinha, o liquidificador, o secador de cabelos, o aspirador de pó. E se forem ligados ao mesmo tempo, é ainda pior. Sem falar nos brinquedos sonoros da criançada: dinossauros que rugem alto, carrinhos com sirenes, jogos com explosões, guitarras, aviões e tantos outros. Brinquedos em geral, mas principalmente os do tipo made in China, podem emitir ruídos acima do limite permitido por lei, que é de 85 decibéis. 
 
"Os ruídos estão por toda parte e podem causar prejuízos à audição, em todos que os convivem no ambiente, em grau maior ou menor, dependendo da disposição genética de cada um. Os pais precisam estar atentos e proteger também seus filhos do excesso de barulho", alerta Marcella Vidal, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.
 
O barulho pode ser também a causa mais provável do zumbido e, muitos pacientes que apresentam zumbido nos ouvidos, também têm problemas auditivos. Estudo conduzido pelo Grupo de Pesquisa em Zumbido da Faculdade de Medicina da USP comprovou que o zumbido pode ser o primeiro sinal de perda auditiva; 34,7% dos pacientes atendidos no grupo tiveram a exposição a ruídos como uma das causas do zumbido.
 
O mal pode afetar a todos, inclusive os jovens habituados a ouvir música alta usando fones no ouvido. O zumbido pode variar de intensidade de pessoa a pessoa, indo desde um pequeno incômodo até um forte ruído que causa grande estresse e dificulta a execução das tarefas do dia a dia.
 
"Infelizmente é comum que a pessoa só procure tratamento quando o caso já está mais grave. Qualquer dano à audição vai se somando ao longo do tempo e os efeitos podem não ser sentidos de imediato. A exposição frequente ao barulho pode levar, com o tempo, à perda permanente e irreversível da audição", enfatiza a fonoaudióloga da Telex.
 
Portanto, é preciso adotar a cultura da prevenção, respeitando os limites de decibéis recomendados pelos especialistas, dentro de casa. A exposição contínua a ruídos superiores a 50 decibéis pode causar perda progressiva da audição. 
 

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