Brasil teve primeira morte em 16 de março

Brasil ultrapassa marca de 100 mil mortos pela Covid-19

Por Rogério Vidmantas
Imagem: Divulgação
Segundo atualização do Ministério da Saúde, país passa de 3 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença
 
A pandemia da covid-19 segue sem controle no Brasil e neste sábado (8) atingiu uma marca histórica e triste. Segundo números apurados pelo consórcio de veículos de imprensa formado, entre outros, por G1, UOL e Folha de S. Paulo, são 3.013.369 casos testados positivo para o novo coronavírus. Entre a noite de sexta-feira e deste sábado, foram 841 óbitos, chegando a marca de 100.543 brasileiros que perderam a vida para a doença. 
 
Segundo o Ministério da Saúde, os números são menores, mas uma diferença quase insignificante. Total 3.012.412 pessoas diagnosticadas com a doença, com 100.477 mortes, 905 na atualização deste sábado. A pasta do governo ainda divulgou que 2.094.293 pacientes se recuperaram da doença enquanto mais de 817 mil seguem em acompanhamento.
 
O país segue em segundo lugar no número de casos e mortes, atrás apenas dos Estados Unidos nos dois quesitos, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins
 
Primeira morte
 
Para chegar a esse número de óbitos, foram quase cinco meses. A primeira morte confirmada com a doença foi no dia 16 de março em São Paulo. Um homem de 62 anos que estava internado no Hospital Sancta Maggiore, da Rede Prevent Sênior, na zona sul da capital, e apresentava comorbidades.
 
Desde então, os números de óbitos aumentaram exponencialmente. No dia 16 de abril foram registradas 1.952 mortes e 30 dias depois esse número havia aumentado para 15.662 vidas perdidas para a doença.
 
Passado mais um mês, outro salto em óbitos, segundo números do Ministério da Saúde. No dia 16 de junho eram computados 45.241 óbitos no Brasil, prestes a alcançar o Reino Unido, então na segunda posição em mortes pela doença. No dia 16 de julho, o Brasil já estava na segunda posição, atrás apenas dos Estados Unidos, e registrava 76.688 mortes desde o início da pandemia.
 
Ministros por Cloroquina
 
Neste período, o presidente Jair Bolsonaro trocou três vezes o ministro da Saúde. O sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro, mas atritos com o presidente que defendeu desde o início bandeiras contrárias ao distanciamento social e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), além da crescente popularidade de Mandetta, fez com que deixasse o cargo. Depois dele assumiu o médico Nelson Teich, mas ficou menos de um mês no cargo por não aceitar a imposição de Bolsonaro em que fosse adotado protocolo orientando a utilização da cloroquina no tratamento da doença, mesmo sem nenhuma comprovação cientifica da eficiência da droga para tal.
 
A pasta é ocupada hoje interinamente por Eduardo Pazuello, militar que aceitou as imposições do presidente em relação à cloroquina. Desde que assumiu o cargo, no dia 15 de maio, o número de mortes no Brasil saltou de aproximadamente 15 mil para mais de 100 mil registrados neste sábado.
 
 
 

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