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Comerciantes perceberam que importadores e exportadores estavam tentando se aproveitar do 'delivery'

Liberação de “delivery” de produtos na fronteira dura menos de 24 horas

Por Antonio Coca
MS em Foco
Imagem: W. Teixeira e Marciano Cândia
Durou menos de 24 horas a autorização para que comerciantes de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã pudessem voltar a comercializar seus produtos em um “corredor sanitário comercial” que foi estabelecido pelo governo paraguaio e que começou a vigorar na manhã da quarta-feira (22).
Por decisão da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, as atividades foram interrompidas as duas horas da tarde desta quarta-feira e só deverão ser retomada depois que forem estabelecidas todas as regras para funcionamento do “delivery”.
Há vários meses a entrada de pessoas no Paraguai está proibida nas cidades que fazem fronteira com aquele país. Assim, o comércio em cidades como Pedro Juan Caballero, Ciudad del Este e Salto estão amargando prejuízos milionários e diversos postos de trabalho foram fechados.
Na segunda-feira, um pedido da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero foi atendido pelo governo central do Paraguai e na manhã desta quarta-feira diversas barracas foram montadas permitindo que produtos comprados em Pedro Juan Caballero e em Ponta Porã através de aplicativos. Havia uma lista do que poderia ser comercializado (em sua maioria alimentos e gêneros de primeiras necessidades), mas logo os comerciantes perceberam que importadores e exportadores estavam tentando se aproveitar da medida, o que acabou causando revolta nos dirigentes lojistas e as atividades foram suspensas.
As autoridades notaram também que a falta de uma regulamentação poderia colocar em risco as medidas sanitárias adotadas desde o início da chamada Quarentena Inteligentes, por parte do Paraguai e que já está em sua quarta fase, e aparentemente tem dado resultado com o país registrando bem menos casos da Covid-19 do que outros países da América do Sul.
Durante todo o dia, dirigentes das entidades que representam os comerciantes de Pedro Juan e Ponta Porã mantiveram contatos e reuniões e um protocolo oficial que estabelece regras está sendo elaborado.

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