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Resultado superou a meta prevista pela Associação de Supermercados

Supermercados do RJ tiram de circulação 2 bilhões de sacolas plásticas

Por Alana Gandra
Agência Brasil
Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) anunciou nesta sexta-feira (26) a retirada de circulação de 2 bilhões de sacolas plásticas do meio ambiente, um ano após a regulamentação da lei que restringe a distribuição ao consumidor pelos estabelecimentos comerciais de sacolas feitas à base de petróleo.
O resultado superou a meta de 40%, prevista para o primeiro ano de vigência da lei, destacou o presidente da Asserj, Fábio Queiróz. Segundo a entidade, a redução atingiu 50% na entrega das sacolas. “Nunca tantas sacolas plásticas descartáveis foram retiradas de circulação em um intervalo de tempo tão curto”, disse Queiróz.
A superintendente da Asserj, Keila Prates, lembrou que a lei prevê, para os próximos três anos, redução de 10% ao ano na circulação das sacolas plásticas, de modo a totalizar a retirada de 70% das sacolas até 2022. 
O presidente da Asserj acredita que os supermercadistas associados vão conseguir atingir os 70% de redução bem antes do prazo, tendo em vista que, em apenas um ano, já alcançaram 50%.
Novo hábito
Keila Prates disse que a Asserj apoiou a lei e procedeu à sua implementação, conscientizando não só os associados como o consumidor. Ela avaliou que houve uma resposta muito positiva por parte do consumidor fluminense. 
“Na verdade, criou-se um novo hábito. O consumidor colocou a sacola retornável como um item indispensável para ir ao supermercado. Em vez dele comprar a sacola de fontes renováveis, ele compra a sacola retornável e faz uso dela quantas vezes for necessário”, disse.
A lei determinou a retirada integral de circulação das sacolas produzidas 100% à base de petróleo até dezembro do ano passado. As sacolas plásticas brancas estão proibidas. “Inclusive, os estabelecimentos que continuam fazendo uso dessas sacolas têm que ser denunciados e vão ser enquadrados em crime ambiental. A lei prevê a total retirada dessas sacolas e a entrada das novas sacolas, que são feitas com 51% de fontes renováveis”, alertou a superintendente.
Seguindo determinação da lei, as grandes redes do setor supermercadista passaram a disponibilizar em junho do ano passado apenas as novas sacolas renováveis, que são vendidas a preço de custo, sem lucro para os lojistas. Os estabelecimentos de pequeno porte tiveram seis meses para se adequar e iniciaram a distribuição das novas sacolas em 26 de dezembro de 2019.

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