Diário MS
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LITERATURA: Mazé Torquato Chotil lança “Lembranças da vila” no FLID

DIVULGAÇÃO

Mazé Torquato Chotil, radicada em Paris há 35 anos, mas suas obras refletem as vivências em MS

A escritora sul-mato-grossense Mazé Torquato Chotil, que reside há 32 anos em Paris, estará no Brasil para o lançamento de “Lembranças da vila”, cumprindo extensa agenda. Dias 28 e 29 de abril, em Dourados, participará do Festival Literário Internacional de Dourados – FLID. Neste evento, a autora também dividirá a Mesa Redonda com o escritor e membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Henrique Alberto de Medeiros Filho, com os temas: “Paris e as lembranças e histórias de colonizadores da CAND” e “Metrópole, poesia e o viver”.

Logo depois, no dia 30, será a vez de Mazé expor sua literatura em Angélica, durante evento na Câmara Municipal do município. Dia 1º de maio, em Glória de Dourados, fará apresentação juntamente com Antônio Doarte e seu livro “Historias sem fim”. No dia 2, em Campo Grande, os convidados serão recebidos na Livraria Le Parole para o lançamento de seu livro na capital sul-mato-grossense. Logo depois (dia 6), seguirá para Osasco-SP, lançando “Lembranças da vila” na Biblioteca Monteiro Lobato. O cronograma será encerrado em São Paulo, no dia 7, na Alternativa Casa do Natural.

“LEMBRANÇAS DA VILA”Mazé Torquato Chotil
Letra Livre Editora
80 págs.

“Lembranças da vila” é o terceiro livro da série “sul-mato-grossenses” de Mazé Torquato Chotil, após “Lembranças do sítio” e “Minha aventura na colonizaçao do Oeste”. Conforme a autora, é um livro abrangendo conjunto de histórias contadas por uma criança que descobre o vilarejo para onde foi morar a família, o novo paraíso da menina que em tempo de escola vai descobrir mundos como o espetáculo de circo, o homem da cobra, o doido, os contadores de história no espaço bar do comércio do pai. Histórias baseadas em fatos reais na região da CAND – Colônia Agrícola de Dourados.

No texto de apresentação da obra, o poeta Henrique de Medeiros, escritor, publicitário e membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, afirma que: “Quando nossos pés percorrem caminhos que forjam corpos e mentes, eles permanecem em nosso ser como uma vitória existencial. Do crescer, do sobreviver, do continuar e do rememorar lembranças que trazem as fortes memórias de tudo daquilo que faz o hoje. Nas lindas passagens existenciais de Mazé Torquato Chotil, tudo isso é exposto em histórias que nos levam ao seu rico ambiente temático do interior brasileiro”.

Ainda segundo Henrique de Medeiros, “as ‘Lembranças da Vila’que Mazé agora nos traz já a levam a descobrir as fronteiras do mundo, seus doidos, suas feiras, primeiros dias de escola, heróis e fotografias para registrar o tempo de alguém que existia ou estava por vir. Coisas do mundo, coisas de Mazé Torquato Chotil, que tanto se recordava e cuidava de uma lata de biscoitos onde guardava seus preciosos objetos de criança que juntava como delícias para, justamente, alimentar para nós lembranças da vida, lembranças da sua vila”.

Quem também comentou a obra foi a professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários de UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais): “Em ‘Lembranças da Vila’, Mazé Torquato Chotil dá prosseguimento ao seu resgate da infância iniciado em “Lembranças do Sítio”. Neste outro momento, a cena se desloca para a pequena vila onde a família passara a residir, repleta de novidades para a menina curiosa, sensível e ávida por experimentá-las intensamente. E é precisamente essa sensibilidade infantil, atravessada por um olhar poético, que a autora consegue nos transmitir, levando-nos, seus leitores, a também nos encantar por cada novo relato que nos é apresentado com entusiasmo, às vezes temor, mas sempre com delicadeza: a vida na escola, o circo, o homem da cobra, o doido, o enforcado, o fotógrafo, entre tantos outros. Memória e invenção entrelaçadas, saudade do vivido ou, quem sabe, do apenas sonhado, fazem com que se atualizem nossas próprias lembranças de infância. Um convite ao jogo de recordar o passado, de devanear, de se emocionar e até mesmo de recriar o presente”.

 

 

 

A AUTORA

Mazé Torquato Chotil é brasileira, autora, jornalista, pesquisadora, doutora em ciências da informação e da comunicação pela Universidade de Paris VIII e pós-doutora pela EHESS. Nascida em Glória de Dourados quando o lugar fazia parte de Dourados, escreveu dois outros livros sobre a memória de sua região: “Lembranças do sítio” e “Minha aventura na colonização do Oeste”. Também é autora de dois outros livros em português: “Minha Paris Brasileira” e “Trabalhadores Exilados: a saga de brasileiros forçados a partir (1964-1985)”; e dois outros em francês: “L’Exil ouvrier” e “Ouvrières chez Bidermann : une histoire, des vies”.

Vive em Paris desde 1985, onde se casou com o poeta e compositor francês Bernard Chotil e é a apresentadora do Encontro literário do Instituto Alter’brasilis. Realizou, em 7 de dezembro de 2016, na Embaixada do Brasil, com a participação do poeta Henrique de Medeiros, “AutreBrésil: Mato Grosso do Sul”, com o objetivo de divulgar a cultura do nosso estado. Participa regularmente do Salão do livro de Paris.