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Fim do horário de verão poderá ser prejudicial para o setor de industrias

Energia mais cara aliada ao fim do horário de verão, pode causar prejuízos ao setor industrial de Mato Grosso do SulDiário MS

Energia mais cara aliada ao fim do horário de verão, pode causar prejuízos ao setor industrial de Mato Grosso do Sul

O horário de verão termina no domingo, dia 22. Em Mato Grosso do Sul ainda não há um relatório que indique a economia gerada neste período em que os relógios estavam adiantados, mas a empresa responsável pela distribuição no Estado faz um levantamento que será publicado na próxima semana. O fim deste período deve ser visto com preocupação por parte do setor industrial, já que vem seguido de um aumento de mais de 50% no preço da tarifa de energia, o que pode prejudicar as indústrias.

“Será ruim mesmo para o setor industrial, pelo fato de que irá aumentar o custo de produção, e consequentemente, diminuirá os investimentos e os postos de trabalho” Fábio Castilho, economista

“Será ruim mesmo para o setor industrial, pelo fato de que irá aumentar o custo de produção, e consequentemente, diminuirá os investimentos e os postos de trabalho”
Fábio Castilho, economista

O economista Fábio Castilho alerta que no Estado, o cidadão sul-mato-grossense sentirá no bolso o aumento no preço da energia. Ele ainda mostra uma possibilidade para as indústrias não saírem prejudicadas e também não prejudicar os trabalhadores nesta fase que o país está enfrentado.

“Será ruim pelo fato de que irá aumentar o custo de produção, e consequentemente, diminuirá os investimentos e os postos de trabalho. A empresa terá que trabalhar em horários específicos ou colocar geradores a diesel, para evitar demissões ou férias coletivas”, explica.

Castilho diz que como toda a matriz energética vem das hidroelétricas é fundamental que a população economize energia para que não aconteça um ‘apagão’, como ocorreu em 2001, já que a maior parte dos equipamentos que as pessoas tem em casa necessita de energia. “O horário de verão é eficiente para todo o país. Dessa forma é fundamental para a economia de energia em casa. Os maiores vilões [gastadores] são: o chuveiro, o ferro, o ar condicionado e a geladeira, mas também alguns equipamentos eletrônicos, como: TV, celulares, micro-ondas, computador, fritadeira elétrica e outros. Aconselho que as lâmpadas devem ser trocadas pela fluorescentes”.

A população tem que observar a classificação dos equipamentos, que vai de A, B, C ou D, no qual a A é a melhor para economizar, mas depende do uso e do tempo que fica ligado o aparelho. “Todavia, o acompanhamento da rotina diária e desligar os aparelhos ou luzes, ar-condicionado ou ventilador faz parte da redução da sua conta”, diz.

No Brasil, o primeiro horário de verão foi realizado entre 1931 e 1932, pelo presidente Getúlio Vargas, com duração de 5 meses. A prática vem sendo adotada sem interrupções desde 1985, com algumas diferenças nos estados que aderem à mudança e os períodos de duração.

Desde janeiro deste ano está em vigor as bandeiras tarifárias que estão passando por importantes melhorias, promovidas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). As cores: verde, amarela e vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. “Com as bandeiras, o consumidor pode identificar qual condição do mês e usar a energia elétrica de forma mais consciente, sem desperdício. Assim, a conta de luz pode ficar mais barata”, trecho da nota publicada no site da Aneel. (Rafael Henrique, de Dourados)