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Em parceria com ministério, IBGE fará pesquisa nacional sobre saúde

Pesquisa do BGE vai orientar ministério para distribuição de equipamentos de saúde em regiões do paísDivulgação

Pesquisa do BGE vai orientar ministério para distribuição de equipamentos de saúde em regiões do país

O Ministério da Saúde e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) firmaram um acordo para a realização de pesquisas na área de saúde pública. O protocolo foi assinado durante a 3ª Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Informações Estatísticas, Geográficas e Ambientais,no Rio de Janeiro.

Serão integrados os dados de nascimento e morte do ministério com as informações de cartórios de todo o país, coletadas pelo IBGE; as pesquisas Nacional de Saúde (PNS) e de Demografia e Saúde (PNDS) serão unificadas; será retomada a pesquisa de Assistência Médica Sanitária/Hospitais, suspensa desde 2010, conhecida como Censo dos Estabelecimentos de Saúde e o levantamento Consumo Alimentar Pessoal, da Pesquisa de Orçamentos Familiares, será ampliado.

De acordo com o ministro Ricardo Barros, o IBGE também poderá auxiliar em outras questões, como, por exemplo, apontar a melhor distribuição de novos equipamentos de radioterapia para locais que ainda não têm acesso a esse tratamento.

“Estamos encomendando várias pesquisas, que são tradicionalmente feitas pelo ministério, algumas novas, como a alimentar, em função de obesidade, que hoje é um problema sério, diabete, hipertensão. Nós temos feito um trabalho com novos dados, novas pesquisas. Algumas nós reunimos numa mesma pesquisa, para otimizar os recursos do IBGE e obter os resultados de forma mais rápida. Nós esperamos continuar com essa parceria no IBGE para novos desafios que eu acabei de solicitar a eles, que procurem nos ofertar soluções para os problemas que temos que enfrentar agora”, disse Barros.

O ministro disse que as informações obtidas das pesquisas são fundamentais para o planejamento das ações de saúde. Segundo Barros, até março já devem estar disponíveis os primeiros dados obtidos com a informatização do SUS, com a implantação, em andamento, do prontuário eletrônico.

“Cada cidadão vai ter toda a sua ficha médica estabelecida em um registro único que ele possa acessar de qualquer lugar, que o seu médico possa ver e eliminar a duplicação de exames ou a dispensação de medicamentos, os cuidados que são necessários para evitar que a gente faça despesas de saúde para diagnosticar algo que na ficha médica do paciente o médico já pode ter a informação. Então, vamos economizar muito com essas informações e as informações do IBGE servem para o planejamento das ações do Ministério da Saúde como um todo”.

Os municípios tiveram até sexta para concluir a integração ao sistema ou justificar a falta. De acordo com o ministro, a justificativa será útil para levantar as deficiências específicas, como falta de computador, internet ou pessoal treinado para operar o sistema. “A partir de agora iniciaremos o processamento dos dados que recebemos e aí teremos um programa de apoio aos municípios, para que eles possam se conectar ao nosso painel de controle em Brasília e nós temos on-line tudo o que acontece na saúde dos brasileiros”, disse Barros.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até o momento, 1.860 municípios já utilizam o prontuário eletrônico em 10.134 unidades básicas de Saúde (UBS). Desse total, 2.902 usam o sistema do Ministério da Saúde e 7.232 usam programas próprios ou privados. Das 41,6 mil UBS em funcionamento no país, 31,5 mil ainda não utilizam meio eletrônico para transmitir os dados para a base nacional.

O município que não se integrar ao sistema nem justificar o motivo da falta terá suspenso repasses federais destinados à atenção básica, via Piso de Atenção Básica (PAB) Variável. O PAB Variável é constituído por recursos financeiros destinados ao financiamento de estratégias públicas realizadas na atenção básica em saúde.