Diário MS
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Drones na agricultura são debatidos no 5º GeoPantanal

As aplicações, vantagens e desvantagens do uso de veículos aéreos não tripulados (vant), ou drones, na agricultura de precisão e no monitoramento de áreas degradadas serão apresentadas durante o 5° Simpósio de Geotecnologias do Pantanal – 5º GeoPantanal, que ocorre de 22 a 26 de novembro, em Campo Grande (MS).

Bastante populares, especialmente em operações militares, os drones também vêm sendo muito utilizados em atividades de monitoramento da produção agrícola. Acopladas a câmeras e sensores baseados em sistemas de posicionamento global (GPS), as aeronaves são capazes de sobrevoar grandes extensões de terra, produzindo imagens e coletando dados com precisão e a um custo relativamente baixo.

Várias apresentações vão abordar o tema, com o objetivo de discutir a necessidade de se melhor compreender o potencial e as limitações desses instrumentos em relação à qualidade dos mapeamentos realizados pela tecnologia. Diversos fatores podem influenciar os trabalhos, como as características físicas das plataformas aéreas, resolução dos instrumentos, tipos de alvos e condições atmosféricas do voo.

Esse crescente interesse pelos drones deve-se ao potencial de uso, de acordo com João Vila, pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) e presidente da comissão organizadora do evento. “Queremos mostrar várias experiências que já estão ocorrendo no Brasil com o uso dessas tecnologias e apresentar novas aplicações”, afirma.

Os pesquisadores ainda discutirão os diferentes tipos de aplicações da tecnologia e resultados obtidos em diferentes culturas. Além disso, os desafios para implantação de um projeto em atividades de fiscalização de áreas mineradoras e para o monitoramento de áreas de preservação permanente (APP) também serão abordados.

O uso das aeronaves operadas apenas por controle ainda não é regulamentado no Brasil. Atualmente, só é permitida a utilização destes equipamentos para fins militares e voos experimentais visando ao desenvolvimento e à avaliação de mercado. Em outros países, o uso comercial é também bastante restrito.

Conforme Cristina Prando Bicho, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Ministério de Minas e Energia, que apresenta um artigo sobre o tema no simpósio, a não regulamentação faz com que os recursos para o desenvolvimento da tecnologia sejam limitados. Isso encarece a produção, que ainda enfrenta a falta de mão de obra qualificada tanto para o treinamento de pilotos como para manutenção dos equipamentos. (Assessoria)