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Dourados está pagando muito mais para atender menos pacientes com câncer

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Malagueta – 8/11

 

Oncologia de Dourados

A coluna lembrou ontem que no dia 14 de setembro de 2017 o Diário Oficial do Município de Dourados, edição 4.536, publicou em sua página 5 o Extrato de Contrato número 280/2017, na soma de R$ 17.743.194,30, tendo como partes o município de Dourados e a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) para execução de serviços médico-hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade na área de Oncologia. Informou ainda que no mesmo dia, o Diário Oficial publicou o Extrato de Contrato número 281/2017, no valor de no valor de R$ 3.464.471,70, tendo como partes o município de Dourados e o Centro de Tratamento de Câncer de Dourados, tendo como objeto a execução de serviços médico-hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade na área de Oncologia. Ao ler a notícia, informada fonte da área da saúde enviou e-mail apontando a disparidade entre o contrato firmado com a Cassems e o que existia com o Hospital Evangélico de Dourados, onde os pacientes eram bem atendidos e não ficavam em macas pelos corredores como ocorre atualmente.

 

Somando Contratos

A fonte lembrou que a soma do contrato entre o município de Dourados e a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) no valor de R$ 17.743.194,30 com o contrato com o Centro de Tratamento de Câncer de Dourados no valor de R$ 3.464.471,70, totaliza R$ 21.207.665,00, por um período de 30 meses. “É muito dinheiro para se prestar um serviço de tão baixa qualidade”, observou.

 

Comparando Contrato

O valor pago ao Hospital Evangélico referente ao tratamento Oncológico, tanto ambulatorial (quimioterapia e radioterapia) como hospitalar (cirurgias e internações clinicas) foi de R$ 5.990.263,91, em 2015 e R$ 4.793.641,18, no ano de 2016, que dá um total de R$ 10.783.905,09 por 24 meses de serviços prestados, ou seja, menos da metade do que será pago para a Cassems por seis meses de contrato a mais. Alguma coisa está fora da ordem!

 

Diferença Contratual

Além disso, observa o muito bem informado colaborador da coluna, o valor médio mensal pago ao Hospital Evangélico de Dourados era de R$ 449.329,75 nos anos de 2015 e 2016, enquanto o valor médio mensal do Hospital da Cassems será de R$ 706.922,21, ou seja, média mensal mais de 55% superior ao que era pago ao antigo prestador e onde os pacientes eram atendidos com total infraestrutura hospitalar.

 

Dispensando Pacientes

A situação parece ainda mais crítica quando se analisa um simples detalhe: nos valores repassados ao Hospital Evangélico para tratamento de pacientes com câncer estavam inclusos os pagamento pelos tratamentos em oncohematologia, sendo que pela licitação vencida pela Cassems esses pacientes estão sendo tratados em Campo Grande. É bem assim: estão pagando muito mais para atender menos pacientes com câncer. Espia só!

 

Vigilância do MP

Diante destas informações uma pergunta ganha pertinência astronômica: onde está o Ministério Público Estadual que tanto fez até que o município tirasse os serviços de oncologia do Hospital Evangélico de Dourados e agora não atua com o mesmo rigor para impedir que mesmo se gastando mais dinheiro público não se ofereça um serviço descente, inclusive na forma definida pela Lei 12.732/2012, que dispõe sobre o primeiro tratamento de paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início?

 

Encontro Tucano

No mesmo dia em que pedetistas fazem festa para receber a filiação do ex-juiz Odilon de Oliveira, o Sassá Mutena do Cerrado, os tucanos se reúnem em convenção do partido em Campo Grande para eleger o novo comandante da legenda em Mato Grosso do Sul. Será neste sábado, dia 11, a partir das 7h, no Clube Nipo Brasileiro, na avenida Ministro João Arinos, saída para Três Lagoas.

 

Tucanato Dividido

Ainda que aparentemente exista um clima de tranquilidade no tucanato, o nome escolhido pelos caciques não agrada todas as correntes partidárias: Beto Pereira será ungido presidente quando boa parte do PSDB defendia o nome do ex-prefeito de Sidrolândia, Enelvo Feline. Como é véspera de ano eleitoral, os bicudos marcharão unidos em torno do projeto de reeleger Reinaldo Azambuja governador. Vai vendo…

 

Críticas do Alô Você

O vereador Marçal Filho (PSDB) assoprou e bateu esta semana nos serviços de tapa-buraco realizados pela Prefeitura de Dourados. Primeiro ele agradeceu e elogiou a presteza da equipe que fechou duas crateras na rua Demenciano de Matos Pereira, no Estrela Porã, em frente ao Centro de Educação Infantil Claudina da Silva Teixeira.

 

Alô Você Criticando

Depois, o vereador desceu o sarrafo porque dois dias após a execução os trabalhos realizados pela competente equipe da prefeitura já estava apresentando problemas. “Isso demonstra desperdício de recurso público. O trabalho precisa ser realizado com qualidade, para não desaparecer com a primeira chuva”, reclamou o vigilante vereador.

 

Lavando a Roupa

Por falar em serviço público, leitor muito bem informado garante que prefeitura de uma importante cidade do interior de Mato Grosso do Sul não paga a conta da lavanderia que atende os hospitais públicos e unidades de saúde há mais de cinco meses. O mesmo leitor jura de joelhos que lençóis, fronhas e toalhas do setor da saúde agora estão sendo lavados pelos detentos de uma gigante penitenciária. A se apurar…

 

Ardidas

  • Ainda sobre a auditoria que o Tribunal de Contas do Estado

realizou na Secretaria Municipal de Educação de Dourados, foi apurado que existem mais professores temporários do que concursados na Educação. São 3.008 profissionais no total, sendo que 1.426 deles são concursados, ou seja, 47,4% do total, e outros 1.582 temporários, o que atinge 52,5% do efetivo. O TCE está elaborando um relatório destaque para apurar a excessiva contratação de professores temporários, a cedência para outros órgãos pagos pela Educação e desvio de função.

 

  • A promessa do TCE é que o relatório destaque trará nome do professor contratado, folha de pagamento, quanto recebe, onde está e quem está pagando, uma vez que a lei não permite cedidos sendo pagos pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em relação aos professores o Tribunal de Contas do Estado também detectou o descumprimento da meta 15, que garante que os professores tenham nível superior de graduação e pós-graduação.

 

  • Em relação às questões pedagógicas, Dourados foi considerado o pior município da região da Grande Dourados de acordo com os critérios empregados para avaliar o desempenho dos alunos. Não foi comprovada a existência de um plano de ação na Educação e 63,6% dos diretores e 50% dos professores que responderam os questionários do TCE julgaram que seus alunos não estão aptos para a prova do Ideb.

 

  • O mais preocupante é que 50,5% dos diretores e professores apontaram falta de materiais didáticos e equipamentos de suporte como o maior problema da unidade escolar, enquanto 92% dos alunos com idades de 5º ao 9º ano afirmaram que sabem ler, mas para o Tribunal, esse número deveria ser de 100% nessa faixa etária. Mais: 71,3% dos alunos de 5º ao 9º ano afirmam que não sabem fazer as quatro operações básicas da matemática.

CORPAL

Luau Indaiá

PMD REFIS

Luau Indaiá

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