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Dívida da Arena faz Corinthians abrir venda de CIDs aos torcedores

Gazeta Press

Djalma Vassão/Gazeta Press

ARENA CORINTHIANS em Itaquera está avaliada em 1,64 bilhão de reais

O Corinthians segue em crise financeira e muito disso se deve à construção da Arena Corinthians, avaliada em R$ 1,64 bilhão no total. Para ajudar a quitar esta dívida, o clube fará campanha para que os torcedores comprem CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) emitidos pela Prefeitura de São Paulo entre 2013 e 2015, conforme matéria de Guilherme Seto, publicada na Folha de S. Paulo nesta quarta-feira.

Como a Arena foi sede da abertura da Copa do Mundo em 2014, o clube recebeu incentivos. À época, estes Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento, que funcionam como isenção de impostos (IPTU e ISS), foram concedidos pela Prefeitura ao fundo de investimento criado por Corinthians e Odebrecht, responsável pela construção do estádio.

A preço de R$ 65 mil cada papel, o Timão pretende vender os R$ 470 milhões que tem em CIDs. Até o momento, foram vendidos R$ 48 milhões, cerca de 10% do total. A ideia inicial é de que a venda seja feita internamente, entre sócios e conselheiros do clube, como forma de teste, para depois ser estendida a todos os torcedores.

“Qualquer contribuinte de ISS e IPTU na cidade de São Paulo, seja pessoa física ou jurídica, pode utilizar os CIDs para quitar seus impostos, desde que o valor de seu recolhimento seja superior a R$ 65 mil, que é o valor atualizado de cada título”, disse a assessoria de imprensa da Arena Corinthians à Folha de S. Paulo.

Quem está ativo na campanha é o ex-diretor de futebol do clube, Sergio Janikian, a primeira pessoa física a comprar títulos. Ele adquiriu R$ 130 mil em papéis e os utilizou para quitar impostos. Inclusive, estimula outros nomes influentes no clube a fazer o mesmo.

“A minha intenção é ajudar a viabilizar o pagamento. De nada adianta apenas criticar ou reclamar. O que precisa ser feito é ajudar como pudermos o Corinthians a sair dessa e melhorar a crítica situação financeira em que o clube se encontra”, afirmou o ex-diretor.